PATAGÔNIA CHILENA

03/03/2016 21:08
24 de Fevereiro
 
Era dia de deixar o hostel e pedalar,mais antes passar na loja de bike colocar a câmara que tinha um liquido anti furo. 
Iniciei o pedal depois das 13hs e segui  para Trevelin. O trajeto foi feito rapidamente e em 1 hora e meia já estava la.  Resolvi continuar em Futaleufú ( já no Chile) onde já havia lugar para ficar na casa da Isabel que conheci pelo Couchsurfing.
Só que o pedal que estava indo bem mudou completamente, agora rípio(pedra e terra), vento contra e algumas subidas.  A patagônia é assim, muda de uma hora para outra. 
Resolvi fazer poucas paradas e acabei comendo pouco, um erro, pois era aí que havia meu combustível. Cheguei na fronteira com o chile ja quase umas 19hs e faltando 1 hora e 40  minutos para anoitecer. 
Já no chile, depois de carimbar o Passaporte segui agora por um asfalto ótimo  e com quase nenhum carro. Segui assim e cheguei em Futaleufu faltando 15 minutos para as 21 horas quase no escuro. 
Achei a casa de minha amiga depois de perguntar para umas 3 pessoas, pois ela não havia dado o endereço com exatidão, só disse que era uma casa no fim da rua. Bati na porta e uma senhra abriu. Disse que era a mãe de Isabel, e depois de alguns minutos me convidou para entrar e esquentou minha comida no fogão a lenha. Estava acompanhada de suas outras duas filhas adolescentes de visita a Isabel, que não estava em casa, estava em casa , estava na praça. Depois montei minha barraca no quintal da casa e quando iamos procurar Isabel ela chegou. 
Depois dormi profundamente. 
 
25 de Fevereiro 
 
Consegui trocar alguns pesoas Argentinos por pesos Chilenos, depois fiz algumas compras. Tomei chá com pão caseiro que sua mãe fez na casa de Isabel e conversamos um pouco. Ela era professora na cidade e desenhadora como profissão. Depois seu pai chegou. Ganhei uns pães para levar na viagem. 
Me despedi de todos e parti. Não sabia qual cidade iria parar, só sabia o caminho que teria que fazer. Chovia, estava frio, rípio e subida. Parei em um camping, mais não resovi parar e segui um pouco mais. Já eram quase 19 horas entrei em um camping lindo chamado Farelon, do seu  Nando. Uma vista para o lago e uma casinha com fogão a lenha. 
Havia duas chilenas que acabaram de chegar e acabei fazendo minha comida e jantamos juntos. Elas dormiram dentro da casinha e eu fui para minha barraca. As chilenas viajavam de carona e já estavam a uma semana pela patagônia. 
 
26 de Fevereiro
 
Resolvi ficar mais um dia no camping. Agora sozinho. Ainda chovia e não estava muito animado por pedalar naquele dia na chuva.  Aproveitei o dia para lavar algumas roupas e carregar os gadgets e escrever um pouco. 
 
27 de Fevereiro
 
Saí as 11 horas. A chuva continuava, mais em menor quantidade que o dia anterior. O rípio já estava me irritando. Encontrei um alemão com a bike tão cheia que não sei como conseguia pedalar no ripio. Ele estasva indo para o Alaska e ainda tinha um ano de viagem. 
Segui um pouco desanimado por pedalar naquele ripio.  Para finalizar o bagageiro quebrou, mais consegui concertar. 
Cheguei a VIla Santa Lúcia a um pé da Carretera Austral. Entrei na cidade e já havia um Camping. Uma barraca já havia lá, e um chileno de nome Pablo que também viajava de bike era o único ocupante.  Fui ao mercado e tomei banho quente. 
 
28 de Fevereiro
 
Fez muito frio de madrugada, uma das manhãs mais frias que passei. Mais ainda tinha roupas para usar se o frio aumentasse. 
Comecei a pedalar e já em seguida um ótimo asfalto para pedalar, com quase nenhum carro por 30 km.  Parei em uma casinha em frente a um asfalto e fiz macarrão com ovo e queijo ralado. Aproveitei que a comida estava fazendo e fui fazer minha caca  no mato. Liberdade extrema. 
Depois começou o rípio e a velocidade caiu radicalmente. Passei por alguns cicloturistas , sendo dois de bike reclinada, as primeiras desse tipo que havia visto até então. Queria ver eles subindo o rípio com aquela bike. 
Chegue quase a noite no camping a 5 km da cidade de  La Junta. Havia uma alemã no camping, Katjja, vivia no chile e dava aulas de alemão.  Fazia sua primeira viagem de bike. 
A madrugada foi a mais fria, fez uns zero graus ou menos e de dia ao acordar estava 3,5 graus.  Só esquentando quando o sol abriu por volta das 8 horas.  
Minha comida estava quase no fim e meu café da manhã inicial foi arroz e depois doce de marmelada. Ofereci um pedaço de doce para a amiga alemã e ela me retribuiu com chá quente e pão. TUdo que precisava.  
Em seguida saímos juntos pedalando. Ela resolveu apressar o passo e eu fiquei mais lento tirando fotos e filmando quando a beleza da paisagem me permitia. COnsegui falar com meu pai e acessar a internet pela biblioteca. 
Depois fiquei no camping em La Junta. Meu amigo Pablo do camping de dois dias atras estava la, reconheci sua bike e depois a barraca. 
A tarde fui ao mercado e usei pela primeira vez o cartão de debito itau no Chile
A dona do camping ainda conseguiu passar meu cartão e me deu algum dinheiro para eu chegar até a próxima cidade maior e pudesse sacar . 
 
01 de Março
 
Dois meses de viagem. Muitas aventuras. Terceiro país a visitar. Pedalei até a cidade de Puyuhuapi e fiquei em um camping mais barato até agora, de pessoas simples. Com o basico e suficiente, espaço coberto, mesas, chuveiro quente.  A noite chegaram um pessoal muito barulhento, eu já estava dormindo e acordei. FIcaram assim ate uma hora da manha. 
 
02 de Março
 
Como é bom sair cedo, sobreturo para quem gosta de fotografar. As primeiras horas do dia até umas 10 horas é o ideal para tirar fotos na minha opnião .  As paisagens mais lindas da viagem vi nesse dia . Um lago com uns barcos na areia e umas neblinas por sobre o lago que fazia a cena ser parecida a um quadro. 
 
Segui por essas paisagens bonitas e segui tirando algumas fotos, por um rípio que não estava tão ruim. Só que depois de 30 km tive que parar por umas 3 horas. Algumas pedras iram ser implodidas mais a frente e ninguem poderia passar. Fiz uma comida e até tirei um cochilo no sol quente. 
Em seguida continuei para parar logo com o pneu vazio. Tentei consertar mais não consegui. Meus kit remendos haviam acabado e logo em seguida um chlinelo que estava viajando de bike e um Francês que estava a 11 meses viajando passaram por mim e perguntaram se queria ajuda. 
Acabei optando por pensar melhor e decidir esperar uma carona. Ainda faltava um bom caminho e como eu estava não chegaria de dia na próxima cidade. Depois de alguns sinais parou um carro velho da toyota e sairam o pai e filho, ambos José. Eles contruiam casas e me levaram até coihaique. Chegamos lá a noite. E José me levou até a casa de um amigo que alugava quartos para viajantes. FIquei na casa de Marcos e sua familia.  Dormi tarde, quase duas horas da manhã.  Tomei um café com leite.
 
 
 
03 de março
 
Carlos era pipoqueiro na praça da cidade. TInha mais dois filhos crianças e sua esposa. De manhã tomemi um mate estilo chimarrão que ele fez para mim. Além disso a herva vinha dentro do Pomelo( uma especie de laranja gigante). Colocava açucar e água quente. Muto gostoso como não havia tomada desde então. No sul, uruguai e argentina o chimarrão era amargo e sem açucar e não gostei. Esse sim. 
Fui a praça , liguei para o itau e eles me disseram que poderia sacar, mais a verdade é que não conseguia. 
Fui a loja de bike onde comprei dois pneus reservas,camaras e uma nova garrafa dagua pois a minha tinha quebrado.
Consegui sacar pouco dinheiro com o cartão mastercard pre pago e fui ao mecado. 
Cheguei em casa e fiz o meu almoço
A noite conheci uma chilena na hospedaria que eu estava. Ela estava viajando de carona pela Patagonia. Era recente formada em Artes.
 
04 de Março
 Não saí cedo porque também não dormi cedo . Era onze da mahã quando saí.  O dia todo de bom asfalto  e acostamento , coisa rada. O ruim é que havia muita subida . Fiquei em um camping 60 km em um parque super bonito e aparentemente bem concervado. Era para ser pago mais quando cheguei não tinha ninguem para receber. 
 
05 de Março
Saí também do camping e não tinha para quem pagar.  Também naquela época l, fim de férias do chile e com aquele frio era raro alguem ir aquele camping. 
O termômetro marcava 0.9 graus no início da pedalada e permaneceu assim até umas duas horas depois de iniciar a pedalada. Havia muita subida. Os dedos estavam duros de frio e tive que colocar o outro par de luva por cima. Mais só esquentou mesmo as maõs quado o corpo todo começou a esquentar. 
Parei embaixo de uma marquise em Cerro Castilho e com um pão que tinha com suco.  Depois foi chegando um tres cicloturistas com suas bicicletas bem carregadas. Eram da alemanhã e estavam fazendo uma viagem de volta ao mundo a 5 anos. E me indicaram o camping a poucos metros a frente. Como não estava a fim de iniciar o pedal no rípio fiquei por ali  mesmo. Ainda era 13 horas. 
O camping também era hostel  e bem legal.  Sua dona era  uma Americana. Era de frente a uma linda montanha e havia wifi. Podiamos também usar as instalações do hostel como cozinha, fogão, geladera. É raro isso mais  bom ter as vezes e a um preço bem barato 2500 pesos chilenos cerca de R$13.  Conheci outra americana que estava fazendo também cicloturismo pela Patagônia Chilena. Ela morava em San Pedro de Atacama e conversamos um pouco. 
A máquina fotográfica não queria funcionar. Acho que tinha entrado aguá quando fui limpar, porém depois de algumas horas deu sinal de vida. 
 
06 de março
Era dia de pedalar no rípio e súbida. Parei no topo e tirei uma foto  Em seguida vi uma ciclotuirista subindo também. Lucía era uma Argentina e tabém era professora de educação física. Me acompanhou até o final do dia e depois acampamos em um camping no estaleiro de um senhor  que nos deu permissão para colocar a barraca. O estaleiro havia diversas madeiras cortadas, empilhadas.  Montamos as barracas e fizemos um chá com queijo. Depois dormimos. 
 
07 de março
Novamente um dia de rípio que as vezes dificultava a locomoção. Nem sempre ele era  ruim, As vezes as pedras eram mais soltas outras menos soltas.  Pedalamos por 8 horas mais iamos em um rítimo tranquilo e não sentiamos, no final, o cansaço muscular de horas e dias pedalados. Porém a fome era grande. Vimos um lugar bacana , em frente a um lago para parar e almoçar e logo em seguida passou um cicloturista Boliviano. E o convidamos para almoçar. Já tinhamos o nosso almoço pronto e o boliviano preparou rápido seu arroz para comer com Atum que tinha no alforge.  Ele tinha só 10 dias de férias e estava com pressa. Saímos logo em seguida .
A 25 km de Porto Tranquilo, ainda faltando duas horas para o Por do Sol, que na Patagônia se põe por volta das 20:40.  Encontramos um lugar para acampar escondido das estrada e com sinais de que já havia sido acampado por outras pessoas. 
Lucía fez macarrão com cebola e molo de tomate para nós dois. Ficou muito bom. E ainda coloquei um atum que tinha. 
 
08 de março
Pedalamos até Porto Tranquilo. Conhecemos um senhor que nós deu alguns paes. O mercado não aceitava cartão e tive que gastar o pouco da grana que ainda havia para comprar uns queijos tomate e um abacate que depois foi colocado no pão para fazermos um  delicioso sanduwiche. Na argentina e chile se colocava o abacate na salada e e comia com pão. Quando disse que colocava, no Brasil, açucar e batido no leite era uma delícia acharam engraçado. Depois passamos uns 5 km de Porto Tranquilo até uma descida espetácular, onde tinha camping e podia alugar kaiaque e lancha para conhecer alguns lugares . Lúcia estava doida para ir, mais estavmaos com pouco dinheiro e  não aceitava cartão. 
Acabamos ficando no camping onde dia seguinte ela iria de lancha conhecer um lugar bonito que sua irmã havia dito. E eu seguia viagem. 
A noite deitei no gramado e vi o maior céu estrelado até então em minha vida. Muito bonito. 
 
09 de março
Saí 10 horas do camping e só de subida  com a bike foram 40 minutos para subir 250 metros. E nos despedimos .  Depois logo em seguida encontrei um cicloturista canadense que já estava viajando a 9 meses. Fizemos uma parte do pedal junto e paramos para almoçar.  Depois em Porto Bertrand encontrei perto de  um lago um lugar para colocar a barraca.  Fui até o rio e tinha um chileno pescando. Era de Santiago e desejei boa sorte e fui procurar um melhor lugar para  colocar minha barraca.  Já era praticamente o 4 camping selvagem e 4 dias sem tomar banho, um record meu. 
 
10 de março
Saí cedo. Era 7:30 da manha e o termometro marcava 5 graus. O dia tinha acabado de clarear. Sabia que seria duro. Meu café da manhã foi do que sobrou.  Batata com queijo. Já havia acabado minha comida e teria que pedalar 49 km no rípio sem comer nada. 
Tive muita subida e pedra solta pelo caminho. FIz um pouco de aguá com açucar para repor o carboidrato perdito e ia tomando aos poucos. As imagens eram lindas do caminho. Lagos, montanhas. E parava para tirar fotos e filmava. Por volta de umas duas da tarde cheguei a Cochrane.  Parei logo em um mini mercado onde comprei com cartão alguns alimentos urgentes para eu comer.  Foi um alívio. Já estava fraco depois de quase 7 horas de pedal. 
Fui para a praça da cidade e depois achei um camping bom com banho quente, fogão, alguns pés de frutas gratis como maça, pera, ceriguela. Comi algumas. 
Já havia alguns cicloturistas hospedados no local . resovi ficar.
 
11 de Março
 
Dia de descanso
 
12 de março
 
Acordei ainda escuro, mais saí quase 9 horas. O termômetro marcava 0,9 graus, muito frio. Pedalei quase 45 km e encontrei um lugar perto do rio para colocar a barraca. Cheguei as 5 da tarde. O rípio dificultava a pedalada e decidi parar cedo. Fiz um macarrão com sardinha.
 
13 de março
Um dia de muitos km pedalados no rípio. A princípio iria pedalar até o meio do caminho até Tortel , mais resolvi seguir mais adiante e fiz 80 km. Porém nesse dia estava indo em um bom rítimo e consegui pedalar no início muito bem e com muita energia.  Iniciei as 7 da manhã, depois passei pelos meus amigos Lucia e o Canadense que acamparam 10 km a frente.  Depois de alguns km o pneu esvaziou. Troquei a câmara mais logo em seguida esvaziou novamente. Então troquei o pneu. Logo em seguida o bagageiro dianteiro quebrou.  Após isso parei e pensei que a Patagônia havia terminado. Parei na chuva e frio e esperava uma carona para me levar até a próxima cidade  para procurar um soldador, coisa difícil nesses lugares remotos. Após 20 minutos vejo ao longe dois ciclotoristas vindo ao longe de roupa vermelha. A princípio pensei que fosse Lucia e o Canadense Vicent. Porém não, era um casal Argentino Pedro e Susana, com mais de 60 anos eles estavam no camping em crocane onde eu estive. Pedro parou, sacou de seu alforge duas braçadeiras grossas e colocou no bagageiro preso agora mais firme no canote. Foi suficiente para o Bagageiro ficar mais forte. 
Eles seguiram e logo segui. Logo em seguida Lucia e o Canadense Vicent passaram por mim.  Seguimos para Tortel. Vicent tinha um Couchsurfing lá. E ligou para ele pedindo se poderia alojar 3 pessoas. Com a afirmação positiva chegamos lá e tivemos que descer umas escadas sem fim, muito cansativas, com todos os alforges pesados e a bike. 
A cidade era bonita, de seus 410 habitantes cercada pelo rio e por uma passarela por quase 5 km. Diferente de todas. Rodrigo, que nos recebeu, convidou a todos para tomar um vinho na casa de seus amigos a noite. Fomos lá e conversamos bastante. É muito legal essa convivência entre culturas. 
 
14 de março
 
Ficamos o dia na cidade para conhecer mais um pouco. Aproveitamos para andar por toda a passarela  e depois fazer uma trilha. A noite fizemos uma roda de fogo, conversas e Rodrigo fez um jantar de despedida. 
 
15 de Março
 
Pedalamos e depois pegamos um barco que cruzou o rio. Levou 40 minutos. Ao chegarmos ficamos em um refúgio, pois já era tarde para continuar a pedalada. Lá no refúgio ( um lugar fechado com alguns bancos e banheiro somente). Lá ficaram 7 cicloturistas ( o casal argentino Pedro e Susana, Um casal Japones, eu, Lucia e Vicent). Tiramos os bagageiros e sacos de dormir das respectivas bicicletas e cada um encontrou um canto melhor para se acomodar. O Japonês de nome Rio, estava com sua bicicleta de 80 km que pedalava a 8 anos pelo mundo. Isso é impressionante. Ele era bem magro e pequeno, sem dúvida tinha uma força mental muito grande.  Sua companheiras, também japonesa pedalava com ele  a somente 1 mes. Era muito bonita e simpática, falava bem o espanhol, onde aprendeu qunado morou no México.
 
16 de março
 
Os Japonêses as 5 da manhã, tudo escuro já estavam acordados preparando o almoço do dia e tomando um chá. E logo em seguida já iniciaram o pedal. Eu Lucia e Vicent fomos em seguida e depois o casal argentino Pedro e Susana.  Antes de sairmos chegou ao refúgio para pegar o barco duas pickups com brasileiros que iria pegar o barco voltando para Coritiba, eles estavam viajando a 7 dias de Coritiga até Patagônia e agora estavam fazendo o caminho de volta. Seguimos para Villa O ´Higgins que estava a 102 km.  Minha corrente saiu e foi dificil colocar devolta, lucia teve o pneu furado e Vicent teve o alforge rasgado. O rípio destroi tudo,rs. Logo em seguida outro amigo, Gustavo , argentino que se juntou ao grupo teve seu pneu furado. Logo em seguida o parafuso do alforge dianteiro caiu, parei e tentei arrumar um. Logo em seguida um carro passou dizendo que tinha um amigo, gustavo, atras trocando o pneu, o carro logo a frente avisou Lucia que voltou e por sorte tinha o parafuso que eu precisava. Vicent estava muito a frente e não deu tempo de avisar. Ele seguiu e eu Lucia e Gustavo voltamos para ficarmos atras de uma casa abandonada, na verdade a casa estava trancada. Acampamos. Gustavo fez um fogo e cada um tirou alguma comida do alforge e fizemos jantar para os três. 
 
17 de março
 
De madrugada muita chuva. A barraca aguentou bem e ficou seca. Lucia não colocou a lona que trouxe e entrou um pouco de aguá e molhou um pouco seu saco de dormir.  Esperamos o sol aparecer para sairmos. A chuva, agora fraca parava e voltava.  Gustavo foi o primeiro a sair, já que decidiu dormir somente com seu saco de dormir, sem montar a barraca, na porta da casa fechada.  Eu e Lucia saimos quase meio dia.  O trajeto estava em quase todo plano e chegamos as 17 horas em Villa O´higgins. Ficamos  acampados em um camping hostel chamado Mocho que era conhecido como abrigar os cicloturistas. Um lugar bem bonito com uma decoração distinta.  Lá já estavam Susana e Pedro e o casal de Japoneses.  Vicent conseguiu de manha cedo pegar o barco. Chegamos quinta feira e tinhaos que esperar até sábado para pegar o barco. 
Fui ao mercado e comprei um botijão de gás e um par de freio para levar. 
A noite comemos pizza que Pedro e Susana fizeram incluindo a massa. Ficamos olhando para aprender.  Também estava hospedado lá um casal de gaúchos que estava viajando de carro pela patagônia.  Era seu aniversario de 51 anos e foi comemorado lá com uns amigos. 
 
18 de março
 
Compramos farinha para fazer pizza e pão  ensinados por Pedro e Susana. Foi o dia também que chegou um cicloturista dizendo que a lista da barca teria que ser preenchida e que deveria segui-lo até ao centro. Saíu umas quinze pessoas atras do americano para preencher e pagar a barca. Estavamos no final da Carretera Austral e em breve estariamos novamente na Argentina.  A noite fizemos pão e pizza. 
 
 
 
 
 
 
 
 


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