Patagônia Argentina 2 - El Chalten a Ushuaia

26/03/2016 18:54
19 de março
Acordamos as 3 da manhã. A dona do estabelecimento  deixou ficarmos na cama do estabelecimento e pagarmos somente preço de camping. Com isso guardamos tudo no dia anterior e deixamos a bike pronta. 
As 4 da manhã eu , lucia e o casal de japoneses já estavamos saindo no escuro  com as bicicletas iluminadas e pedalando no rípio por 7 km. 
Chegamos as 5:15 no local com o barco saindo as 6 horas. Logo em seguida chegou uma van com outros mochileiros.  
O barco não era grande, as bicicletas ficaram do lado de fora e entramos para o local fechado, onde tinha alguns lugares para sentar. Logo em seguida um dos tripulantes veio avisar que ainda restavam dois lugares no porão com beliches para dormir. Aproveitei que ninguém quiz ir e desci por uma escada, ascendendo minha lanterna pois estava uma escuridão total. Chegamos as 10hs.
Começamos a pedalar e logo em seguida uma subida muito ingreme.   Passamos pelo posto de fronteira chile/argentina para carimbar o passaporte e o casal de japoneses já estava lá aguardando o cavalo para levar suas coisas. A trilha era muito dura e difícil, feita praticamente empurrando a bicicleta.  No caminho muitas pedras, troncos caídos, lama. Passamos pelos mochileiros que estavam no barco quando deu para pedalar e logo em seguida eles nos passaram no trecho mais difícil quando tivemos que empurrar. Lucia sofria para empurrar a pesada bicicleta. 
Chegamos quase as 17:15 para pegar o outro barco.  Eu estava sem dinheiro e fiquei de pagar en El chalten depois de pegar dinheiro no banco. 
Ficamos acampados 2km depois de sair do barco. Eu , Gustavo e Lucia perto do rio em um bosque. 
Estavos muito cansados e as 21 horas todos ja estavam em suas barracas dormindo, depois de jantar.  Dormi 10 horas de sono profundo na barraca. Podia chover, cair arvore, ventar, vir Puma que eu continuaria dormindo. 
 
20 de março
 
Saímos as 11 horas em um rípio muito ruim mais em linha reta sem subida. E com vento a favor. A bicicleta parecia que iria se desmontar.  Chegamos a El Chalten as 15 horas . Passamos no banco , depois mercado e em seguida fomos para casa del Ciclista.  En el chalten o Pneu de BMX rasgou e tive que trocar. 
Chegamos a casa del ciclista, um local pequeno mais distinto, aconchegante e com diversos cicloturistas. Vicent estava lá por alguns dias e outros amigos Franceses que encontrei e passaram por mim alguns dias antes.  Depois comemos um jantar compartilhado, cada dia uma pessoa fazia o jantar. 
 
21 de março
Dia de descanso mais nem por isso produtivo. Comprei uma linha para costurar o pneu, também aproveitei para lavar a bike. Logo depois chegou no camping umas 10 pessoas. Entre eles Pedro e Susana e o casal de japoneses, também um chilenos que encontrei a muitos dias atras em Puyuhuapi. Depois a Escocesa que estava viajado a 2 anos fez um jantar para todos com o nome Mince  and Tatties que era umas batatas com carnes. Estava muito gostoso. 
 
22 de março
 
Outro dia  de descanso Dia de eu e Lucia fazermos a comida para todos. Como outra pessoa iria trazer farinha compramos outros ingredientes. Dia de maior vento de minha vida, para chegar ao mercado quase o vento me joga no chão. Será que emagreci tanto assim, rs. 
Fizemos uma panela de arroz e 6 pizzas variadas. Tinha menos pessoas já que vincent e os Franceses haviam partido cedo. 
 
23 de março
Outro dia de desanso. Fomos fazer uma trilha leve.  Dormi cedo. 
 
24 de março
 
Dia de partir . Saí em direção a El Calafate. Vento a favor, uma estrada sem fim. Paisagem linda e fotos e mais fotos. Deu para fazer 110 km.  Os Americanos Danny Y Tamara que viajavam a 2 anos do Alaska ate ushuaia passaram por mim e combinamos de nos encontrar em frente ao hotel La Leona para ver se poderia acampar lá.  Para acampar era 148 pesos e achamos caro. Decidimos acampar do outro lado da ponte , em frente ao rio em um buraco protegido do vento. Pedro e Susana chegaram e fomos acampar lá. Antes disso entrei no hotel e comprei uns alfajores.
Lucia fiou en El Chalten. Preferia continuar pedalando com ela. É melhor pois compartilhamos. Apesar de que quado estou sozinho tiro mais fotos. Mais entendo seus motivos. Estava procurando emprego no local e meu  projeto de viagem era outro e mais longo. 
 
25 de março
Ainda faltava 110 km para El calafate. Danny y Tamara sairam  na frente, muito simpático os americanos e me deram muitas dicas de países que inda irei passar. Tirei fotos de alguns guanacos( animais específicos da região).A 70 km parei em um abrigo e casa abandonada e acampei.
 
26 de março
Foi o nascer do sol mais bonito que vi na viagem ao acordar. Valeu apenas estar ali. O lugar foi muito tranquilo para acampar  e nem vento teve. 
Fiz  macarrão e comi batata com queijo de café da manhã. Minha comida estava acabando.  Antes de fazer os 30 km da cidade parei comi meu macarrão. 
 
Cheguei cedo a El Calafate . Encontrei Pedro e Susana. Fiquei em um hostel chamado las carretas com um bom preço, um pouco mais caro do que o camping. 
 
27 de março
Dia de descanso. Cocheci uma Argentina que morava perto de Bariloche, seu nome Flor Gomez, muito simpática e estava viajando só com sua mochila gigante. Ao sair para passear vi um cicloturista e sempre somos solidarios a quem viaja de bike. José era um espanhol e idiquei o hostel que eu estava. Ele estava viajando de ushuaia ao alaska, já tinha experiencia em viagem de bike e já tinha ido da Espanha a China de bike. 
Também no hostel havia uma dinamarqueza muito simpática por sinal. 
 
28 de março
Tentamos eu e josé irmos ao Perito Moreto, geleira de carona. Mais não fomos felizes. Saímos tarde, pouco carro , chuva. Na verdade não estava muito a fim de ir. A máfia das agências de turismo cobram um absurdo para levar lá e na rodoviaria também. 
 
29 de março
Saí as 10:15 e tive que voltar 30 km do que tinha feito para chegar a El Calafate. O vento estava a favor e a bicicleta estava voando e a pequena bateu o recorde de velocidade na reta 52 km. Fiz 90 km e fiquei no posto AGPV, lá pedi abrigo. Logo em seguida chegou um cicloturista espanhol e outro ingles. Eles também pediram para colocar sua barraca. 
 
30 de março
Saí cedo e fiz 70 km em 3 horas, o vento estava a favor e a bicicleta voava. Cheguei  a La Esperanza e almocei no posto de combustível. O espanhol estava lá e já  estava descansando. Comprei uns chocolates e depois foi ao outro lado e comprei maça, feijão ( que não comia a muito tempo) e ervilha para levar. 
Depois ao retomar a viagem o vento estava contra e o que estava maravilhoso mudou de cara. A bike ia quase como se fosse subida, bem lenta. Fiz 25 km e pedi abrigo em uma casa que encontrei. O dono me deixou dormir em uma das casas que havia umas camas com uns colchões velhos. Coloquei minha bike la dentro e só retirei saco de dormir da minha bolsa. 
 
31 de março
 
Acorderi e olhei para fora da janela. O nascer do sol estava muito bonito.  Dentro da casa a madrugada foi fria , fez 2,5 graus. Nem imagino quantos graus estava fora da casa se eu estivesse acampado. 
Saí as 9 horas e o termômetro marcava -1 graus. Até meio dia sem vento e rendi bem. Depois vento contra, chuva de granizo e difícil controla a bicicleta. Parei no posto de Tapi Aike, e segui, foi um erro pois deveria ter pedido logo abrigo ali. Oito quilometros depois voltei e pedi abrigo ao lado da polícia. Que me concedeu a acampar em um galpão. 
 
01 de Abril
 
Hoje faz 3 meses do início da viagem.  Muitas aventuras, pessoas maravilhosas no caminho e momentos inesquecíveis. Só tenho a agradecer a todos e que continue assim. 
Duas horas de pedal  e a temperatura marcava 3 graus.  
Saí cedo, mais o vento contra que no dia anterior iniciou meio dia, nesse dia estava desde cedo me acompanhando. Duas horas de pedal e a temperatura marcava 3 graus. O vento contra fazia a sensação térmica ir para baixo de zero. E eu todo agasalhado e com as mãos congeladas, mesmo com luvas. Estava difícil de controlar a bicicleta  e constantemente era jogada para o meio da pista dos carros. Quando parava para beber agua o corpo esfriava muito . Como em primeiro lugar vem a saúde e a aventura e depois a loucura resolvi parar e pedir uma carona. Uma picape de um morador da patagonia  que coincidentemente estava com uma bike no carro para pedalar em El Turbio me deu uma carona nos restantes 60 km. Depois segui pedalando por duas horas até Puerto Natales, e passei novamente a fronteira para o Chile.  
e cheguei no hostel camping do josmar 2. 
 
02 de abril
Decidi no dia anterior que ria fazer a trilha de 8 dias pelo parque Torre del Paine.  Josmar o dono me emprestou uma mochilia do tipo mochileiro , aquelas enormes que dá para colocar barraca, saco de dormir, comida e etc. O mais difícil era acostumar com aquilio tudo nas costas sobretudo para cicloturistas como eu que fazem sempre a viagem com o peso no bagageiro.
 
3 a 9 de abril
 
Esses foram os dias que praticamente "morei" no parque. Levava tudo nas costas e fiz a rota O que percorria um bonito trajeto pelo parque. 
Saímos cedo, 7 horas da manhã e fomos de Vã ate a rodoviaria para pegar um ônibus até o Parque, mais 2 horas. No ônibus mochileiros do  mundo todo.  Entraram no ônibus Danny Y Tamara os americanos cicloturistas que viajavam de bke também. E fizemos alguns trajetos juntos. 
 
O primeiro dia foi de costume com aquela mochila pesada, dor nas costas e ombro. Mais trajeto muito bonito. Depois do segundo dia melhorou mais não digo que ficou confortável aquele peso nas costas. Decido que iria tentar fazer a rota e parar em somente camping grátis. E teve dia que fiz 11 horas de caminhada. Paisagens deslumbrantes, lagos, geleiras, glaciares, e tudo que a natureza podia proporcionar de melhor estavam ali. 
 
A comida tinha que ser racionada para dar pelos dias.  Levei farinha de trigo para fazer um pão que aprendi faze com o casal argentino que conheci na estrada. 
 
No final deu tudo certo e fiz o trajeto em 7 dias, dormindo em um camping pago somente como o normal seria 4. Optei por fazer trajetos mais longos e por isso paguei só um camping. Foram 5 dias sem banho pois os campings grátis não havia ducha. 
 
Mais valeu a pena toda essa diferente aventura .
 
Voltei para o camping de josmar 2 onde passarei alguns dias para recuperar energia, dormir e comer melhor. 
 
 
 
10 a 12 de abril
 
Descanso
 
13 de abril
 
Saí já tarde.  Uma hora da tarde. Pedalei 50 km. Mais confesso que ainda não estou recuperado de Torres del Paine. Pedi abrigo na estância do Jimmy do Sr. Edgar. Coloquei minha barraca e dormi muito.
 
14 de Abril
 
Pedalei bem, 80 km. E pedi abrigo para um senhor que estava saindo de carro. Pediu para esperar ,e quando voltou eu acampei lá. Fez um pouco mais de frio mais dormi bem. 
 
 
15 de abril
 
DIa difícil. Saí e não consegui pedalar mais que 5 km. Vento contra. Temperatura de zero graus. Muito frio. Encontrei uma casinha abrigo e fiquei lá por umas 3 horas. Almocei lá, lanchei. E nada da temperatura aumentar. Depois veio a tempestade de neve. Nossa se eu estivesse pedalando ia estar congelado. Foi sorte. Então ví que não podia pedalar com aquele frio. Pedi carona e fui até Punta Arenas  onde fiquei no hostel Chiloe.  Fui a zona franca que é a parte que vende tudo mais barato. Queria ver os preços de barraca e saco de dormir. Pois com esse frio não sei se meu saco de dormir vai dar conta do frio. O legal que peguei um taxi lotação que custa o mesmo preço que o onibus. Ele tem um numero e para entramos e já tem um preço fixo. Bem legal compartilhar o taxi com pessoas que nem conhecemos. Menos transito na cidade. 
 
16 de abril
 
Logo pela manha consegui contactar um couchsurfing Miguel que gentilmente  foi me pegar no hostel. Ele também gostava bastante de tecnologia e esporte. Depois fomos no mercado e shopping. Logo em seguida fomos resgatar um casal argentinos que estava viajando de carona e ia acampar na neve, e mais tarde chegou uma Austriaca que estava viajando a 1 ano por toda amarica do sul e central de onibus e aviao. 
A noite comemos , conversamos e da janela da casa de miguel vimos a neve cair. 
 
17 de Abril
 
Dia para conhecer um pouco a cidade.
 
18 de Abril
 
Saí com chuva e as vezes neve fina e peguei a rodovia 255 que levava em fim a terra del fuego e a Ushuaia. Pedi alojamento na Estância Inia Kampenaike que é também um centro de desenvolvimento e estudos tecnológicos de produção ovina mais importante da Patagônia. Havia algumas casas em um grande terreno. Me diriji a uma delas e falei com uma moça. DIsse que era viajante e se podia colocar minha barraca e sair dia seguinte cedo. Ela chamou o coordenador. Angel, super gente fina, não só não permitiu eu montar minha carpa e me dirigiu ao alojamente dos trabalhadores, lá eu poderia dormir em um dos beliches e também teria banho quente e depois jantar. Saiu melhor do que esperava. Jantei junto dos trabalhadores e depois fui dormir. 
 
19 de Abril
 
Segui até Punta Delgada onde atravessei de barco para Bahia Azul, início da Terra del Fuego. Lá fiquei abrigado no Complexo Bahia Azul com a permissão de Judith que trabalhava no complexo. Dentro do Complexo havia banheiro e Televisão ( a cabo). Acabei vendo umas notícias inclusive sobre o impchment da Dillma e o Presidente Maduro da Venezuela que dizia que o Golpe era uma ameaça ao povo da america do sul. Achei interessante essa visão. 
O Complexo era  um local que além de ter algumas informações turisticas  também servia de abrigo para  as pessoas poderem aguardar o barco sair. Ele geralmente saia de 30 em 30 minutos porém algumas  vezes, por causa do vento forte, deixava de sair em alguns horários, e no frio que ali fazia era  sempre bom ter um local tranquilo e quente para aguardar. 
As nove da noite tranca-se tudo e fiquei lá dentro sozinho, onde vi um pouco de televisão e coloquei meu isolante térmico colchão thermarest de 5cm (bem confortável e recomendo) e saco de dormir. E dormi super bem. 
 
20 de Abril
 
Pedalei até Rio Grande, já na Argentina. Nossa não entendo por que a Patagônia não poderia ser um país só, já não me lembro quantas vezes tive que passar de chile para argentina e vice versa desde o início da Patagônia. E aí para carimba o Passaporte, revista os alforges, era um pouco chato isso. Antes de chegar a Rio Grande e já quase anoitecendo peguei uma carona pois estava caindo muito a temperatura. Lá chegando me dirigi a uma praça onde tinha wi-fi. Estava fazendo frio e me agasalhei bem. Entrei em alguns couchsurfing e enviei algumas mensagens. Em seguida chegou uma pessoa de carro com sua filha Julieta e me perguntou se estava viajando. Jorge não só me levo para sua casa, também viajava de bicicleta, e tive também banho, jantar. Nossa é muito legal descobrir que ainda existe essas pessoas especiais que te ajudam quando mais precisam. Meu eterno agradecimento. Depois dormi em um quarto só para mim em uma ótima cama. Jorge trabalhava em uma plataforma de petróleo por 15 dias e os outros 15 dias ficava em casa com Julieta. Ele era desquitado e a menina ficava com sua mãe quando jorge trabalhava.  Uma menina super educada e inteligente, tocava violoncelo na escola e flauta. 
 
21 de Abril
 
Pela manha Jorge foi levar sua filha na escola e eu fiquei dormindo. Depois preparou um café da manhã com café com leite, que eu não tomava a muito tempo e croissant. Nossa que ainda me deu um pacote de nozes com passas para levar
Jorge ainda me deu uns parafusos para meus bagageiros que já estavam com problemas e frouxos. 
E depois seguiu comigo com sua bike até uns 10 km onde teve que voltar para pegar Julieta na escola. Nossa que pessoa bacaba. Muchas gracias amigo. E segui depois meu caminho muito agradecido e pensando nessas pessoas boas que cruzaram meu caminho. 
Logo em seguida cruzei com um Irlandes que estava vindo de Ushuaia e iria fazer a Patagônia. Sorte para ele pos irá pegar muito frio nessa época. 
Fui até Tolhuin e fiquei na casa do ciclista, que era um quarto com algumas camas onde Emilio da Padaria Union disponibilizava. ALém disso tinha wifi. Também ganhei um pedaço de frango para comer com meu arroz que fiz no fogão da padaria. Na parede do quarto diversos agradecimentos de pessoas do mundo todo dizendo que era a melhor padaria do mundo e coisas assim. 
 
22 de Abril
 
Conversei, antes de sair, com o funcionario Maximiliano que estava pintando o teto do depósito da padaria. A padaria era muito grande e havia diversos módulos e divididas em umas 3 casas. Max falava que era fã de música sertaneja e perguntou também de Roberto Carlos e de Xuxa. 
Em seguida fui até a entrada da Padaria, a outra casa,  onde vendiam os produtos. Lá chegando vi diversos pães, croissant, doces, chocolates. Estava só com peso chileno e perguntei se aceitava, e eles não aceitavam. Em seguida o funcionário Juan passou meu cartão de credito pré pago e consegui passar 100 pesos. E me deu o dinheiro para comprar pães. Escolhi pão, chocolate, croissant, alfajores. Quando ia pagar Juan não permitiu colocou mais alguns produtos e me deu tudo de graça. Nossa nem acreditei. Mais é isso meus amigos essas são a maioria das pessoas que temos no mundo. Grande coração. Basta ter vontade e acreditar que o mundo é coberto delas e não seguir o que jornais e televisão dizem que é a verdade. 
Fui até Ushuaia, enfim quase 2 meses e 10 dias desse incrível lugar. De pessoas especiais e natureza bruta. Um lugar incrível!!
Cheguei e fiquei no Hostel Lo de Momo, que uma amiga chilena que conheci no couchsurfing recomendou.
 
23 de Abril
 
Ushuaia em si não me atraiu muito. É uma cidade considerada grande para a Patagônia e com o apelo de compras e consumo que não gosto nada. Preferi mais antes de chegar com suas lindas montanhas e neve em volta da estrada, linda vista. 
Agora a tarefa era saber como voltar. Pois tinha vôo de Punta Arenas a Puerto Montt que consegui a preço de banana pela Sky Chile.
O ônibus levava umas 12 horas para chegar e cobrava uns 1000 pesos argentinos. Achei caro e resolver vir de carona e aí que começa a aventura de mais de 600 km.
Segui um pouco depois do centro da cidade. Consegui carona em uma pickup velha e cheguei a Rio Grande já no final da tarde. Ainda tentei outra carona mais já era tarde e pouco movimento de carro no sábado. Contactando um colega que tinha conhecido no couchsurfing antes de chegar a ushuaia, ele me recomendeou a Casa Azul de Graciela. Pedalei mais 12 km e cheguei. Graciella era uma senhroa de uns 60 anos. Mais uma pessoa incrível, uma artista e sua casa me lembrou Praia Seca onde morei com Margot e é claro  a Graciela lembrou muito Margot. Ela fazia muitas artes na casa, tinha uma tenda inorme tipo indio fora da casa que dava para umas 4 camas, incrível. Já tinha sido dona de um  hostel na cidade e agora morava nessa casa que eu apelidei de  hostel artistico e casa de cultura. Nossa ela reciclava, fazia tapete, plantava, recebia as pessoas, tinha uma cultura e era um ótimo papo. Foi ótimo ter ficado lá com ela. Depois fui dormir na cama dentro da cabana estilo  índio.
 
24 de Abril
 
Saí decidido a pegar a carona para a fronteira chilena San Sebastian e depois chegar a Bahia Azul e cruzar de barco e por aí vai. Não foi fácil, encontrei um alemão que também estava viajando de bike e tentando uma carona de volta. A bike dele tinha um carrinho atras com uma bolsa grande e sem alforge. Teoricamente era mais difícil mais eu resolvi seguir em frente e logo depois vejo um carro com ele passando de carona. 
Parei logo em seguida e o vento gelado me obrigou a colocar todas as blusas que tinha, umas 4 de manga comprida, além do gorro, duas calças e um lenço para tapar a cara. 
Já estava desistindo e voltando para o centro quando uma pickup parou e me levou até  a fronteira San Sebastian. Lá carimbei o passaporte e encontrei o alemão de bike. Ele havia conseguido no ônibus uma carona de graça até Punta Arenas. Vi um caminhão e resolvi perguntar se me dava uma carona até Bahia Azul e consegui. A bike foi na cama  do caminhoneiro que se localizava atras dos bancos. 
Cheguei a Bahia Azul e cruzamos de barco. Já era umas 20 horas e estava escuro. Lá entrei em um bar e perguntei sobre a possibilidade de abrigo. Me informaram para eu perguntar a responsável Maria que estava sentado em uma das mesas. Me apresentei e e ela me disse que poderia colocar minha barraca  no pátio ao lado. 
Coloquei minha barraca e ventava muito. Depois David que morava na casa ao lado apareceu na janela me perguntando se tinha agua quente. Ele travalhava na rádio local e era mochileiro. Agradeci e ele me deixou a garrafa térmica dele para eu fazer um chá.
Dentro da barraca parecia que havia um furacão que me acordava sempre, mais descansei um pouco.
 
25 de Abril
 
Tinha que chegar ao Aeroporto de Punta Arenas a uns 200 km de distância e cerca de umas 2 horas. Arrumei tudo, devolvi a garrafa para david e tomei um café que ele me deu.
Antes de esperar a primeira barca resolvi pedalar até um cruzamento onde passava mais carros e caminhões de outras cidades. Mais dei sorte pois o primeiro carro que passou fiz um sinal com o delo e consegui já uma carona. Melhor não poderia ser iria chegar cedo ao aeroporto e ainda com tempo para procurar uma embalagem para a bicicleta.  Cheguei não era nem meio dia e o voô estava marcado para as 4 da tarde. Conversei com a companhia que me deu um rolo enorme de plastico. Embalei a bike toda e esperei. 
Quando ia chegando no ckeck in o funcionario disse que teria que pagar por cada alforge 35 mil pesos, mais caro do que a passagem. Acabei pegando meu barbante e amarrando todos os alforges e bolsa. E paguei apenas um excesso de 35 mil e não 35 mil x 4. 
 
Cheguei a Puerto Montt e ia ficar na casa de Sebastian. Ele me disse  que teria que pegar um onibus quando chegasse ate a rodoviaria e de la iria a sua casa. Não tinha dinheiro chileno , só argentino, mais consegui pagar com ele o onibus. Depois pegamos um taxi e fomo ate a sua casa.
 
26 de Abril
 
Dia de descanso e de conhecer um pouco a cidade. Onde fui na casa de Arte Diego Rivera. Lá vi algumas exposições. Também havia alguns filmes grátis todas as terças, filmes alemães. Depois fui ao shopping Costanera onde comprei um chip chileno para meu celular. 
 
Fui também na livraria Le visage, na verdade um sebo. O primeiro que encontro depois de muito tempo. E comprei dois livros. 
 
27 de Abril
 
Fui ao Angelmo Mercado, lá encontra-se muito artesanato e também é idel para comprar Salmão barato. Mais barato que carne. E combinei com meu amigo Sebastian que iria comprar e ele ira fazer a noite. Comprei mais de 1 kg de salmão por pouco  mais de R$20. 
A noite comi o melhor salmão de minha vida com alguns temperos e por cima queijo artesanal que commprei e tomates. Que delicia. No Brasil o gosto é meio forte, penso eu que é porque não é tão fresco como o daqui. 
 
28 de Abril
 
A noite o vizinho de Sebastião que ia se mudar dia seguinte apareceu lá com batatas fritas, vinho e coca-cola para comemorar seu último dia. Que por coincidência também era meu último dia.  No Chile é comum tomar coca cola com vinho que tem o nome de Xote. Eu, modestamente, prefiro tomar o vinho e depois a coca-cola.  Bebemos, comemos e conversamos a acabei dormindo tarde.
 
 
 
 
 
 
 

 



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