Chiloe

29/04/2016 10:00

Sai já umas 10 horas com destino a Chiloé. Eram 70 km de pedal, mais o asfalto era bom e fui em uma boa velocidade. Chegue a Pargua para cruzar de barco a ilha umas 4 e meia e ja estava saindo um barco. Conheci no barco um casal de chileno que também estava vindo da Patagoônia e vinham conhecer CHiloé. 

Já na ilha pedalei pouco nesse dia, pois não queria pedalar a noite. Parei na Villa Chacao um lugar que parece que parou no tempo. Linda igreja e casas com madeira de Tejuelas feitas a muito tempo e que hoje em dia estão proibidas de serem feitas. Vacas passavam por mim nas ruas e havia pouca gente na rua. Algumas lindas casas de artesanato. Perguntei em um restaurante onde poderia alojar e me indicaram a Igreja. Lá chegando o padre não estava, acabei indo para a pensão e hospedagem Rosita da dona Maruja. Lá fui muito bem recebido e fiquei em um quarto sozinho onde havia 4 camas e banheiro. 

casa feita em tijuela

30 de Abril

Dormi muito. E fui tomar o café da manha incluso. Café, pão, geleia. Não havia hora para sair da pensão. Diferente dos hostais e pensões que havia passado esse poderia sair quando quiser. Decididamente é uma cidade que parou no tempo. Fui para Ancud onde encontrei um hostal barato por 6 mil pesos no centro da cidade. 

1 de Maio

Sai com chuva e tive problemas com  a camara que esvaziou duas vezes. Mais não posso reclamar pois a muito tempo não tenho os problemas de esvaziar o pneu que tinha na patagonia. 

Hoje fazem 4 meses de viagem e sigo firme em forte nesse meu destino de conhecimento e autoconhecimento. Agradeço de certa forma quem me ajudou até agora cruzando meu caminho e quem me ajuda de certa forma para que o projeto siga em frente. 

Cheguei a 30 km de Castro em Dalcahue na pensão(hospedage) da do na Margarita. Já estava quase escurecendo e foi por pouco. 

Tive roupa lavada e fiz meu jantar na comida a lenha. As vezes achamos caro hostel ou hospedagem mais pensando bem muitas vezes não é, pois em muitos casos temos café da manhã, ganhamos doce, pão , roupa lavada. Isso tudo tive nessa pensão. Ainda ganhei uma garrafa de agua e umas maças para levar. 

2 de maio

Depois do café da manhã de dona Margarita segui até Castro. Cheguei cedo a cidade e rodei um pouco até encontrar um hostal bonito e bem pintado artisticamente e tive que ficar lá, chamado hostalomera.  Tirei algumas fotos das casas em palafitos ( construções, muitas com mais de 100 anos com estacas em lagos). 

Almocei no restaurante do hostel, uma especie de canja sem arroz de entrada e depois um pure com carne e legumes e um refresco.

3 de maio

Fui até Chonchi e depois de barco atravesei para ilha Lemuy e fui até puqueldon onde fiquei na hospedagem da dona Flor. Passei por umas tres barricadas de pescadores que faziam protestos contra as empresas de salmão que poluiam a água.  Mais bicicleta passa, só carro que não. 

4 de maio

Saí da ilha e fui até Queilén, e já enfrentei uma barricada de pescadores com pneus pegando fogo. A estrada depois disso estava quase sem carro e uma paisagem tranquila até a hospedagem San Sebastian. 

5 de maio

A intensão era voltar de ônibus mais devido a manifestação dos pescadores não saia onibus e não tinha previsão de quando. Então tive que voltar pedalando. Chuvia e as subidas eram muitas. Colocava a roupa de chuva e como não era constante a garoa retirava a roupa pois esquentava muito ao pedalar. Parei para almoçar arroz com feijão preto que comprei no mercado em caixa. Só assim consegui comer feijão preto, se chamava porotos e vinha em uma caixinha pronto. Sò tive que fazer o arroz na vespera. 

Muitos cachorros nas casas latiam quando eu passava, mais sorte que estavam presos. Um dele estava solto e ficava latindo e chegando perto da bike. Eu dizia para ele sair e ele continuava latindo, nisso depois de algum tempo um outro cachorro chegou e impediu o cão que latia de continuar e pulou no seu pescoço para ele parar de latir e eu segui o caminho, foi impressionante a cena, parecia que ele via que eu era boa pessoa e dizia para o outro cão, basta. 

Segui até chonchi, passei por mais duas barricadas de pescadores que impediam a pasagem dos carros com seus pneus em fogo na estrada. 

fiquei em um hostal bem bonito, de uma cor verde de frente para o mar e  com um bom preço, hostal Emarley. Uma casa antiga com quartos grandes. 

6 de maio

descanso

7 de maio

Foi um dia especial. Saí de chonchi no bonito hostel e segui em direção a Castro para se encontrar com minha nova amiga do Couchshirfing Ana. Novamente passei por algumas barricadas de pescadores e siimpatizantes pela causa da "maré roja", como se chama a crise pela contaminação do mar pelas empresas de salmão. Desta vez tirei fotos com os pescadores e não só passei como fazia antes. Deve ser a 10 barricada que passei e já ia me acostumando.  Vi algumas pessoas caminhando nas ruas, coisa rara por aqui, pois não havia onibus e poucos carros. 

Cheguei na casa de minha amiga a tarde em uma bonita rua com casas coloridas e em frente ao mar. Sua casa era bem artistica e ao lado era feita de tijuelas, uma madeira antiga que esta sendo proibida hoje de fazer novas casas. 

Já cheguei em ritimo de ativismo. Poucos minutos ativistas ammigos e amigas dela chegaram para fazer "sopa de pilla", um pão frito para levar aos ativistas e pescadores que se encontravam nas barricadas. A noite fui com suas amigas para entregar os pães.  Muitos cartazes contra as salmoneras que contaminaram o mar com peixes com uma bactéria que havia neles. Ao invés de jogar no lixo jogaram a uma certa distância do mar, mais não adiantou, contaminando o mar e outros peixes. Produtos que alimentavam a população e são o sustento dos pescadores. 

Sigo aqui pois não tem barco para voltar, decididamente estou ilhado na ilha de Chiloé.

Os chilenos se uniram como muito tempo não se via, mais a mídia ( podre em todos os países) não fala nada do ocorrido. Sempre favorecendo aos grandes empresários e poderosos. 

8 de maio

dia de descanso

9 de maio

Sai de Castro com destino a Ancud, mais fiquei no meio do caminho. Muito problemas de pneu esvaziando e como ja sai muito tarde fiquei em um hospedagem a 50 km de Ancud

10 de maio

Sai cedo cheguei a tarde e fui direto para a loja de bike. Comprei 1 camara reserva e coloquei freio a disco dianteiro, com o traseiro ficando o freio comum v-brake. A minha amiga do couchsurfing Jessica foi me encontrar e fomos para sua casa a pé.

11 a 13 de maio

Descansar

14 e 15 de maio

Um final de semana de bike sem peso com Jessica até as praias de Ancud. Foram 50 km de linda praia. Polucue e Lechaga. Cercada de rochas e algas. Foi um fim de semana bem legal com essa pessoa especial. 

16 e 17 de maio

descanso

18 de maio

Depois de 19 dias em Chiloe decidi tentar atravessar a barca para seguir até Puerto Montt na casa de meu amigo Sebastian que ja havia me recebido antes de eu partir para a ilha. 

Foram dias incríveis na ilha. Pessoas especiais como Jéssica e Anita e outras muitas que conheci. Jamais esquecerei esse lugar não gostoso de ficar. Mais  viagem tem que seguir e segui pela Rota Panamericana Sur, rota 5 até as barcas. Saí de casa umas 8:30 . Lá chegando não tinha previsão de que horas as barcas sairiam.  Um garoto chegou até mim e gostou muito da bicicleta, ele morava nas cercanias e ficamos conversando. Alguns minutos fiquei sabendo que um barco ia sair logo. Dei muita sorte pois poderia ficar esperando até a noite. Entrei no barco junto com alguns caminhões e carros e paguei os 2500 pesos. Depois resolvi que iria tentar chegar até Puerto Montt. Parei em um restaurante e comi uma mistura de canja com batata e de acompanhamento salada e suco. Depois disso segui. Segui pela estrada Panamericana Sur, uma estrada muito boa e  em ritimo forte cheguei a Puerto Montt quase anoitecendo, depois não sei porque peguei o caminho para o Aeroporto quando PUerto montt era para o outro lado. Minha lanterna não estava muito firme e segui prendendo ela com a ajuda da mão esquerda o guidão . Muitos carros passavam por mim essa hora e eu pedalava atento. Cheguei ao aeroporto e tive que pegar um onibus até a rodoviaria, mais uns 30 minutos. Ja eram 19hs.  A bike entrou no bagageiro do onibus sem tirar um alforge, so dobrando. Como conseguiu isso, nem sei ao certo, mais cabeu. 

Tirei a bike do onibus na rodoviaria e so tive o trabalho de sair pedalando até a casa de Sebastian que já havia me recebido alguns dias antes de eu ir para a Ilha. 

Passei antes em uma padaria e comprei alguma coisa para levar. CHeguei em sua casa depois de empurrar a bike por uma ladeira de barro e pedra. 

Sebastião me recebeu com todo carinho e conhecimento de um viajante andarinho que também conhece um pessoa que também é aventureiro por esse mundo (putz essa foi forte). 

Cheguei e ele ainda fez um hamburger para nós comermos com arroz. Depois conversamos, tomei um banho, jogamos um video game nintendo bem antigo e depois de levar uma surra no video game fui dormir.



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