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Colombia

09/09/2017 11:22

04 de setembro

 

 

Cheguei a Cali depois de 20 horas. E depois fui até o Hostal que meus amigos estavam . Uma linda rua com um parque ao fundo . No hostel algumas simpáticas gringas . Lá fomos comer arepas e acabamos aprendendo um pouco de francês com elas. 

 

05 de setembro

 

Pedalamos até Buga e ficamos em warmshower que nos alojou. Trajeto plano e 79 km depois chegamos. Vimos Colombia x Brasil e depois Argentina x Venezuela. 

 

06 de setembro

 

Pedal curto até Tulua . Ficamos na casa do Pastor Otto que nos recebeu super bem na igreja e ainda nos convidou para almoçar em sua casa . Super bacana sua família e seus dois pequenos filhos . Depois ainda nos pagou um gelado.

 

07 de setembro

 

Resolvemos ficar mais um dia na cidade e o pastor levou nos de carro para conhecer a cidade.

 

08 de setembro

 

Dia de seguir até Arménia . Fizemos 75 km e depois pegamos uma carona os 30 km de subida e ficamos nos bombeiros

 

09 de setembro

 

Ficamos mais um dia nos bombeiros e aproveitamos para descansar

 

10 setembro

 

Dia de seguir para Salento . Linda cidade colombiana parecida com São Tomé das letras em Minas Gerais. Pedal de quase 30 km. Deixamos a bike nos bombeiros, trocamos de roupa e fomos pasear. Depois almoçamos e fomos procurar um hostel barato pois os bombeiros não nos deixaram ficar lá. 

 

Achamos um por R$ 15 de nome Los Três leones com pessoas simples administrando com muito amor e amplo espaço . Fora dos outros hostales da cidade que só pensam em ganhar dinheiro não importando com nada mais.

 

11 setembro

 

Dia de caminhar no parque de Cocora. Quase 5 horas de linda paisagem.

 

Pegamos um Jeep na ida com mais turistas e na volta. Muita subida e cansaço. Mais no final tudo bem. 

 

 

12 de setembro

 

 

Dia de descansar depois do dia anterior muito duro de mais de 5 horas caminhando pelo Valle de Cocora.

 

13 de setembro

Saímos de Salento e pedalamos 1 hora até a rodoviária que nos levaria a Manizales. Como era uma subida muito forte e a estrada não tinha acostamento e muito carro e caminhão decidimos pegar uma carona . Parou um caminhão que estava levando umas chapas bem pesadas para Manizales e nos levou. O motorista também era ciclista e pedalava sempre. Disse que gostaria muito de um dia viajar de Bike . Paramos em Pereira para ele descarregar e fomos almoçar . Depois vimos um Japonês que viajava de Bike e passou por nós e falamos com ele. Estava vindo da argentina de Bike . 

Seguimos viagem e paramos um pouco antes de Manizales onde que  tivemos ainda que subir uns km. Paramos em frente os bombeiros que nos indicou os bombeiros voluntários para irmos . Chegamos e um cachorro bravo quase mordeu o amigo Léo. Depois conseguimos acampar no pateo . Depois fomos jantar e vimos na TV o final da partida da copa sul americana entre chapecoense x Flamengo e depois uma parte e meia do botafogo x gremio pela libertadores .

 

14 de setembro

 

Pedalamos um pouco e uma subida muito grande nos fez pegar um caminhão até Mariquita. Mil metros de subida em umas 4 horas e não chegamos a Fresno.

 

15 de setembro

 

 

Descida espetacular até Mariquitas e depois fomos pedalando até Honda uma linda cidade colonial onde ficamos nos bombeiros. Muito calor .

 

16 de setembro

 

 

Um pedal curto é uma subia gigantesca que fez novamente pegarmos um caminhão até guaduas. Onde ficamos na praça . Depois o bombeiro não aceitou Bosé ficamos em um hostal por R$10 por pessoa. A noite demos uma volta na praça .

 

17 de setembro

 

Dia intenso, conhecemos uma família que foi indicada pelo dono da hospedagem em Salento. Nos indicou um passeio até um lindo mirador em Guaduas depois ficamos sabendo de um salto perto de parapente e fomos voar . Me senti um pássaro. Muito le gal. Família bem bacana nos deu suco de laranja e no dia seguinte tomamos café da manhã e almoçamos com eles. Tinham duas filhas adolescentes encantadoras. Eram donos de uma lanchonete ao ar livre

 

18 de setembro

Resolvemos ficar um dia a mais e ficamos no hostal da família que conhecemos . 

 

Depois fomos a uma piscina de água natural.  A noite tomamos um suco de guanácana com leite delicioso.

 

19 de setembro

 

Seguimos para lá dorada em um trajeto de poucas subidas mais com um calor que chegou a quase 50 graus. Encontramos um posto de combustível a 50 km e almoçamos e esperamos até o calor passar. Depois fomos a praça é tomamos uma limonada super gelada . Fomos aos bombeiros e não nos deixou ficar , depois fomos a igreja e o padre também não deixou. Depois a alcadia que resolve todos os problemas da cidade . E pedimos para pasar a noite e depois chegou o secretário dos esportes que pediu para nos acompanhar e pagou um hostal para nos. Muito solidário e bacana da sua parte.

 

20 de setembro

 

Acordamos às 5 da manhã e as 6 já estávamos pedalando para evitar o forte calor. Chegamos a El Doradal as 10 da manhã. Depois pegamos uma boceta até Medellin onde ficamos na casa de uma amiga do couchsurfing.

 

21 de setembro 

 

Dia de descanso e conhecer um pouco Medellín.

 

 

22 de setembro

 

Dia de sair à noite e conhecer el poblito um bairro de bares. Também fomos andar de metro e teleférico .

 

26 setembro

 

Dia de ir a um linda cidade a 70 km de Medellín. Chamada Guatapé. Casas super coloridas. Buceta bus apertada e passei do povoado e peguei uma carona para voltar. Já cheguei a noite e fiquei em uma hospedagem . 

 

 

27 setembro

 

Fui visitar a pedra do peñol . Decidi ir caminhando 1 hora ao invés de pagar R$10 , que era o preço do almoço. 

Lindo caminho e fotos . Lago, ponte e a pedra incrível alta que subi. Vista extraordinária . Depois encontrei um brasileiro que estava dando a volta ao mundo de moto com seu cão . 

Me deu uma carona de moto até Guatapé . 

Depois voltei a Medellín e fui ao Jardim Botânico. 

 

A noite jogo do flamengo .

 

 

28 setembro

 

Decidi encerar Colômbia. Peguei um ônibus que levou 22 horas até Ipiales. Foi bom, quase 30 dias. Regresso a Quito para esperar minha lente , voltar ao Brasil e tirar o visto para ir a Taiwan em Dezembro. Foram quase 1 ano e nove meses e 12 mil km pedalados por Uruguai, Argentina, Chile, Bolivia, Peru, Equador e Colômbia. 

Já estava cansando um pouco de América do Sul. Agora vou descansar um pouco as pernas estudar mandarim por 1 ano em Taiwan com Vanessa e quem sabe em seguida ir pedalando da China até Portugal. A volta a América do Sul pode se

 

  Tornar volta ao Mundo. 

 

 

 

29 de setembro 

 

Cheguei meio dia em Ipiales. Depois pasei pela imigracao e o que me impressionou foi a quantidade de Venezuelanos que está deixando seu pais. Pelos meus cálculos devido à fila e todos com passaporte nas mãos da Venezuela deve ser de 500 a 1000 por dia.

Depois peguei mais um ônibus de 5 horas até Quito.

O ônibus levou 7 horas e meia. Depois pedalei até o centro histórico a noite. No final uma ladeira que me fez empurrar a Bike e Lego em seguida peguei um táxi que barateou minha corrida de táxi de U$20 para U$6. 

 

Fui até a casa da minha amiga couchsurfing a Venezuelana Karelis. Estava com seu namorado e fomos comer um Hamburger tamanho Trípo. Um fastfood americano que na compra do sandwiche da a batata frita e refrigerante de graça. Nunca como um hamburger tão grande e foi difícil terminá-lo. O big Mac ao lado dele é pequeno.

 

 
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Equador

03/05/2017 19:05
21 de abril
Dia de chegar no equador. Estamos com pouca grana. Compramos pão e banana e seguimos. Fizemos 115 km e chegamos em Santa Rosa. Onde ficamos na polícia num salão com ar condicionado e internet e ainda com direito a banho.
 
24 de abril
Iniciamos cedo e pedalamos com chuva e muito veículo na estrada com acostamento muito pequeno. Fizemos 105 km até naranjal. Na praça umas crianças nos viram e foram ir conosco.
Depois chegou um cara acostumado a viajar de moto e dono de um restaurante e nos ofereceu salchipapa para os quatro. Conseguimos ficar nos bombeiros.
 
25 de abril 
Deixamos os bombeiros sem chuva . Choveu toda a madrugada. Não dormi muito bem. Eram 80km até Guayaquil. A maior cidade-dormitório equador. Meus amigos ficaram a frente. Cheguei e almocei. Muitos carros. Fui ao centro e quando chegava a praça um susto. Uma moto vinha na minha direção e em outra moto una policiais a perseguiam. A derrubavam e prenderam os suspeitos o os derrubaram com arma apontada. Dei a volta e fui para o outro lado. Achei uma hospedagem e fiquei lá. 
 
26 de abril
Dia de descanso em hospedagem em Guayaquil. Muito trânsito . Fui ver caminhar pela cidade e peguei o ônibus a 30 centavos até o shopping para ver quanto custava reparar minha tela do notebook que estava quebrada. Muito caro e  ainda tinha que esperar 20 dias. Voltei para a hospedagem e vi o flamengo perder na libertadores para o Atlético PR 
 
27 de abril
Segui para montanhitas onde já estavam meus amigos. Muito difícil de sair de Guayaquil. Muito carro. Parei para comprar água depois de uns 20 km de pedal. Já eram 11 horas e o sol já era forte. Um ônibus em frente ia para montanhitas e acabei pegando por 3 dólares. Ar condicionado e filme . Um conforto às vezes é bom. Faz parte da aventura. Ainda tinha 150 km e um caminho de puro mato e estrada. Em ballenita tive que sair de um ônibus e pegar outro até montanhitas. Paguei 1 dólar e um carrinho pegou minha Bike com bagagem e corremos até o ônibus que estava saindo.
 
28 de abril
Dia de descanso e festa em montanitas. A tarde um brasileiro que estava viajando a 2 anos apareceu com umas trufas de maconha e acabamos comendo para experimentar. Muito louco ficamos. E fomos para a descoteca . Um lugar que rola muita droga. Fiquei somente na trufa que comi e nem bebi. 
 
29 de abril
 
Dia de descanso. 
 
30 de abril
Dia de sair de montarias. Saiu eu e o Fabiano brasileiro . Os argentinos que saíram à noite só iam dia seguinte. Paramos em uma praia a 20 km depois descansamos e acampamos 50 km depois na praia de Santa Elena. Mais um policial veio até nos e disse que era proibido acampar. Arrumamos tudo e fomos para o centro.
 
1 de maio
Acordamos cedo e pedalamos até Puerto cayó. Chegamos na praça e comemos um delicioso abacaxi e laranjas de um caminhão que parou ao lado. Depois fomos para o malecón em um quiosque isolado na praia e ficamos por lá. Havia uma rede e eu deitei logo. Ao lado outro quiosque com uns argentinos e equatorianos. Havia lá escola de surf. 
Depois um equatoriano gente fina apareceu. Ele tomava conta do quiosque que estávamos e dormia lá. Na parte de cima. Ficamos a vontade naquele lugar tranquilo onde parecia que nada acontecia. Em cima de nós pássaros faziam moravam e cantavam. Ao lado haviam umas balizas de futebol e uma de volley que os amigos do quiosque ao lado jogaram.
 
2 de maio
Saímos e fomos à san Lourenço 40 km. Quase chegando vimos um caminhão vendendo abacaxi  e banana e comprei 1 e mais 14 banana por U$1,25. 
Chegamos a san lourenzo e fomos direto para a praia que também é uma reserva de tartaruga. E acampamos em frente à praia.
 
 
3 de maio
Acordamos cedo e fomos acesse a internet. Depois uma dura subida. Logo em seguida  um pé de goiaba branca. Depois descida até manta. Antes vimos uma loja de Bike velobike resolvemos parar. Chegamos a praça é havia muitas iguanas . Depois fomos para um hostal com ar condicionado. Coisa rara. A Bike ficou no quarto.
 

04 maio

Saímos bem cedo e logo o pneu de  Fabiano furou. Depois seguimos e me perdi de meu amigo. Tomei 2 águas de côco é uma enxi a garrafa. Depois almocei um peixe. Parei  em san jacinto depois de quase 100 km percorridos ainda nao eram duas da tarde. Comprei um boné pois o meu havia voado em uma descida .Parei na praça e desfrutei um delicioso abacaxi que tinha comprado no dia anterior.

Depois comprei um Chile de claro equador mais como só pode ativar se tiver identidade do país. Muito loco isso. Consegui um hostal por 8 dólares. 

 

05 de maio

 

Sai de hostal laurita com mudança de planos. Não irei mais pela costa e sim pegarei um ônibus atea capital quito. Um pouco mais de frio e montanha e curtir um pouco de cultura. Tive que voltar 20 km a rocafuerte para pegar o ônibus a quito . A viagem era de 7 horas. Cheguei tomei uma água de côco e fiquei conversando sobre futebol com os vendedores. Dobrei rápido a bike coloquei no porta bagagem e subi no ônibus lotado. Algumas paradas para lanche e almoço. Depois começou a chover. Cheguei na rodoviária e tive que pedalar no escuro e trânsito até o centro por uns 40 minutos. Depois fiquei em um bonito hostal com arquitetura colonial a 9 dólares.

 

06 de maio

 

Parei  para tomar café da manhã perto do hotel. Paguei U$1,25 por suco, pão com queijo e café com leite e ovo mexido. Não achei caro. Depois fui passear pelo centro histórico. A tarde fui para casa de uma amiga couchsurfing. E comemos arenas com reina pepiada.( feita com farinha de milho com frango. Depois fomos sair ao shopping( que detesto) só para ver uma bermuda de ciclismo que estava precisando. 

 

07 de maio

 

Fui ao centro histórico comprar um carregador de minha máquina fotográfica que havia perdido. Achei um genérico em um centro comercial de 6 andares que vendia varios eletrônicos e celulares. Achei. Depois fui encontrar com uma amiga de quito. Passamos e almoçamos . Tinha que voltar a casa so as 8 da noite e fiquei fazendo hora nas desérticas ruas do centro de quito. Depois voltei para casa comemos frango e vimos um filme no netflix.

 

08 de maio

 

Fui para casa bem cedo de outra amiga do couchsurfing. Frio, chuva e neblina no caminho rápido de 2,5km. Cheguei e fui muito bem recebido. Vanessa uma Quítense me deixou a vontade em sua casa e foi trabalhar em uma agência de turismo. Ela sabia alemão, inglês mais seu coração dizia que era hora de morar em outro país e conhecer o mundo. A noite fiz macarrão para nos dois e ensinei umas técnicas de relaxamento para Vanessa.

 

09 de maio a 29 de junho

 

Depois de um mes e vinte dias na casa de Vanessa chegou a hora de continuar viagem. Muito bom ficar na casa e com essa pessoa tao especial para mim. So tenho a agradecer.

Peguei um taxi no horario do rush e fui para a Rodoviaria. Comprei passagem para 23 horas para a praia Esmeraldas. A viagem foi de 7 horas. 

 

30 de junho

Cheguei e fui pedalando ate o Malecon. Bonito lugar e linda praia. Uma area de lazer onde as pessoas caminham e fazem seus esportes. Fiquei conversando com os seguranças do tranquilo parque. Depois fui ate o centro e consegui uma hospedagem com com bom preço de nome Roma. Um senhor perguntou sobre a minha bike e disse que tinha uma hospedagem de uma amiga. E me levou ate la.  

Deixei minhas coisas, tomei banho e fui almoçar um famoso menu de sopa e peixe de segundo prato. A cidade era quente. E a populaçao pela primeira vez na viagem de maioria negra. 

 

01 de Julho

 

Ia ficar mais um dia, mais o hotel era muito quente e nao gostei. Hoje completam 1 ano e  6 meses de viagem. Muitas historias e lembranças boas. Obrigado a todos e ao universo que cada vez coloca coisas maravilhosas no meu caminho. Segui ate Rio verde e fiquei em uma hospedagem mais fresca. 

 

02 de julho

Sai cedo de Rio Verde. E fui até uma praia chamada Las Peñas. Na praia um morador que trabalhava em um restaurante em frente ao mar me levou até uma hospedagem chamada Rincón del Pacífico. 

Lá um funcionário me fez um desconto de 50%. Na habitação a internet não pegava. Então fiquei no lado de fora e conectei meu computador para ver a final da Copa das Confederações entre Chile x Alemanha.  Depois como estava com pouca grana acabei almoçando com sua família de graça. Bom coração . Depois tirei uma siesta. 

 

03 de julho

 

Dia de aventura e difícil. Pedalei quase 70km até San Lorenzo. Depois peguei uma lancha até Colômbia. A lanche corre muito e teve uma hora que pensei que ia virar. Ufa depois de uns 40 minutos chegou. 

 

Depois teve- se que pegar mais um carro pois a estrada tinha tantas pedras grandes e parte inundada impossível de pedalar . Até para carro era muito complicado. Depois uma lancha para atravessar o rio de 1 km e um novo carro para tumaco. Cheguei na Colômbia mais me senti na África. 99% de negros. E casas bem simples. Fiquei em um hotel barato. Metade do preço do Equador.

 

04 de Julho

 

Sai do Equador sem despedir da Vanessa em que fiquei na casa dela por mais de um mes e meio. Entao resolvi voltar. E ai começou a maratona . Peguei um taxi coletivo com mais 3 pessoas ate um pouco antes da fronteira, depois tive que pegar outro ate antes de chegar a fronteira, depois pedalei mais dez minutos ate a fronteira e outro taxi ate a Ipiales para pegar o onibus ate Quito. Sai da Colombia onze da manha e cheguei em Quito somente uma e trinta da madrugada. Umas 13 horas de viagem. 

 

09 de Julho

Fui com Vanessa a A Nildo. Um agradável povoado a 2 horas de Onibus de Quito. Lá dá para ver muitos passaros, e um lugar lindo para ver as borboletas. No caminho a Nildo, ao descer do Onibus ainda tinha uns km pela frente e tomamos uma carona como simpática familia Equatoriana, dois idosos bem velhinhos um senhor, um menino e uma menina. Nos deixaram em frente a um Restaurante onde desfrutamos um delicioso peixe local. 

Depois ficamos passeando um pouco pela cidade e a noite voltamos a Quito.

 

10 de Julho

Fui ao Vulcão Cotopaxi. Saí cedo de casa peguei o BRT Equatoriano até a Rodoviaria e depois um onibus até a estrada que vai a Cotopaxi. desci e uns veiculos que iam até ao parque queriam me cobrar U$50. Achei um absurso e fui andando pela estrada. Depois consegui uma caraona com nova familia Equatoriana para o Parque Cotopaxi e no meio do caminho eles deram também carona para uns rapazes e moças da Alemanha e Austria que estavam acampando dentro do parque. Subida ingreme, na ida vimos um cicloturista com sua bike de dois lugares descento. Fim do carro agora a linda vista para o vulcão e o vento e frio forte. Consegui subir até o refugio e tomei um chocolate quente. Desci com alguns escorregões. Muita pedra, vento e derrapagem. Depois abaixo tomei carona com os austriacos e Alemaes. Fui ate o inicio da estrada para pegar onibus para Quito. 

 

29 de Julho

 

Fiz com Vanessa um tour fotografico com a equipe Equatoriana do Mountain Pixels. Chegamos cedo na rua Collon onde outros aventurreiros a amante da fotografia já estavam la. Levei a barraca, saco de dormir e equipamento para frio. Iriamos ao tour ao vulcao Antisana e conhecer tambem os lagos Mica e Muerte Pungo. Os tres carros 4x4 enfrentaram um trajeto duro de umas 3 horas. Depois acampamos e dormimos em frente ao vulcão Antisana e lago Muerte Pungo.

Tiramos algumas duvidas de fotografia e compartimos um pouco. Muito vento e frio na madrugada. Voltamos Domingo pela manha. 

 

 

03 de setembro

Dia de sair de Quito depois de 4 meses. Vanessa também ia viajar para Taiwan . Não consegui passagem para meio dia e acabei indo aí a tarde de ônibus para Cali. Encontrar com meus amigos argentinos e iniciar , agora sim Colômbia. 

Fiquei a tarde com Vanessa e fomos almoçar na casa de sua tradicional família. 

Depois seu irmão deixou-me para pegar o ônibus . 

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Peru

01/01/2017 19:01

Peru

29 de dezembro

 

Dia de sair de copacabana. Me perdi de meus amigos e chegando a juli fiquei em uma hospedagem. 1 dia do Peru.

 

30 de dezembro

Nao consegui tirar dinheiro no caixa eletronico da cidade. E sai muito tarde. 20 km de pedal e meu pneu furou. Acabei pegando uma carona com um carrinhos e minha bike balançou muito. Depois peguei um onibus ate puno. Onde encontrei meus amigos. 

 

31 de dezembro

Ultumo dia do ano. Cocnheci a amiga de couchsurfing Mayza, professora muito culta que passou conosco o ano novo. Primeiro comemos uma pizza depois fomos a um karaoke vazio. A 15 minutos do novo ano fomos a praça ver os fogos. 

 

01 de Janeiro de 2017

 

Sai com minha amiga a uma cidade com muita historia comer uma trucha em Chucuito de van. Uma deliciosa trucha, um peixe de agua doce. 

Depois vimos arquitetura pre inca da cidade e voltamos a tarde. 

 

02 de janeiro

 

dia de descanso

 

03 de janeiro

 

Dia de deixar puno. Seguimos a dica da minha amiga Maysa e fomos a um povoado onde tinha algumas arquiteturas pre-inca e inca chamada Sillustani. Pagamos a entrada mais acampamos de graça. Uma linda vista para o lago.

 

04 de janeiro

Sai um pouco antes de meus amigos. Nos encontramos em Juliaca, depois eles seguiram e eu fiquei de levar minha bike em uma loja para ver o freio e tentar  comprar um pneu pois o que eu tinha de reserva foi para frente. E o traseiro ja estava bem gasto. Não consegui comprar o pneu e fiquei em um hostel. 

 

5 de janeiro
Sai de juliaca e ia até pucara a 62 km. Trajeto muito bonito com vista para campo e montanha. Chuva e granizo no caminho. Cheguei na cidade e comi logo um frango com batata. Depois fiquei em uma hospedagem por 15 soles com banho quente.
 
 
6 de janeiro
No caminho, bem bonito encontrei 3 Cicloturistas vindo no sentido oposto de mim. Primeiro um americano e logo em seguida dois canadenses. Segui e meu pneu novamente furou. Resolvi substituir o pneu antigo por um novo . Porém parecia ser mais fino do que as especificações. A Bike não ficou boa e resolvi ficar em ataviem em seguida m hostel. Acabei comendo um caldo de cordeiro incluso batata. Depois iria Trocar a roda mais fina para frente e a roda grossa para trás.
 
07 de janeiro
Sai cedo e pedalei até  Kunukara Alto ( que significa em quechua montanha do povoado). O tempo estava ate bom para pedalar, sem sol. Porem depois começou a chover e parei em uma mercearia. Conversei com a vendedora e seus filhos e dei umas fotos para eles. Depois fiquei alojado na escola. Um americano , spencer que estava viajando de bike chegou logo em seguida. Falava bem o espanhol e morava em santiago. 
 
08 de janeiro
Seguimos eu e o  americano Spencer para checacupe onde acabei encontrando os amigos argentinos cicloturistas que havia ido na minha frente dias atras. Eles iriam fazer uma trilha e nao deu certo e acabaram voltando. Depois Leo tinha um contato de um peruano no warmshower(especie de couchsurfing do cicloturismo) e ficamos os quatro em sua casa.
 
09 de janeiro
Seguimos para cusco. 105 km de pedal. No final furou meu pneu. Ficamos em um hostel.
 
09 a 18 de janeiro
Continuamos em cusco onde conhecemos o magnifico machu pichu e outras arquiteturas incas
 
 
21 de janeiro
Dia de sair de Cusco rumo a grande viagem de 1000 km até Lima. Dia emocionante. Primeiro grande subida, logo em seguida chuva o que me fez parar em um restaurante para comer o tradicional sopa de primeiro prato e de segundo muito arroz, um bife ridículo de pequeno e uma espécie de feijão verde. Tudo por 5 soles. 
O pedal ia bem mais certa altura uma pessoa que liga o câmbio traseiro a roda quebrou. E agora o que fazer, ao lado havia uma mercearia com o dono sentado à porta que me viu. Foi super simpático disse que a 5 km na cidade que eu havia passado haveria conserto e que eu deixasse os alforges lá e tomasse uma kombi . Fiz isso e consegui reparar por 20 soles. Depois vim pedalando até à mercearia onde coloquei de volta às bolsas e segui. Logo em seguida ao parar a Bike um senhor de 86 anos me viu e me chamou para tomar um chá. Aceitei , mais já estava ficando tarde e logo segui. Já quase anoitecendo inicia-se uma descida de 10 km até a cidade que eu iria ficar. Só que aos 5 km e já a noite meu pneu traseiro fura e resolvi empurrar, depois chuva e logo em seguida o pneu da frente fura. Cheguei a cidade umas 21: 30  onde fiquei em uma hospedagem com um delicioso banho quente. 80 km duro porém com final feliz.
 
22 de janeiro
Comprei mais um pneu para a frente. E troquei as câmaras dos dois pneus.  Sai um pouco tarde e tive uma descida de 5 km. Depois começou o sobe e desce. Mais como alegria de pobre dura pouco o pneu traseiro furou. Troquei e a nuvem de chuva se aproximava. A tarde fez 40 graus. A muito tempo não passava por tanto calor. Mais aqui o tempo muda muito. Ontem à noite estava 9 graus. Encontrei com um suíço que estava vindo da Colômbia. Meu pneu traseiro começou a rasgar. E tive que pegar uma carona até pampahuacho onde consegui comprar um novo pneu, dessa vez traseiro. Depois consegui um hostel san Cristóvan por 15 soles e comi um frango com arroz, salada e batata.
 
23 de Janeiro
 
Dia dificil 30 km de subida em 6 horas e depois maravilha dos 30 km de descida no final consegui uma hospedagem em Abancay. E o melhor sem furo de pneu. Cheguei ainda de dia. 

 

24 de janeiro
Continuando a pedalar em subida e descida. 70 km até Santa Rosa. Antes havia parado em um restaurante e por 7 soles comi um delicioso arroz com grão de bico, frango e salada. Depois sai energizado para continuar por lindas paisagens de rio, montanha, muito verde e povoados. 
Chegando em uma hospedagem arrumei um soldador que me fez um bagageiro dianteiro em duas horas por apenas 40 soles e de ferro, o que me permitirá levar mais peso na frente equilibrando mais a Bike e furando menos atras o pneu. 
 
25 de janeiro
Muita subida. Por isso fiz 50 km em umas 7 horas. Parei para almoçar frango com batata frita e salada. Depois segui e fiquei em uma hospedagem em chalhuanca.
 
26 de janeiro
Pedal tranquilo. Cheguei em um povoado a tarde na hora do almoço e comi gelatina depois um menu com sopa e de segundo prato peixe. Ainda Dava para pedalar só que a chuva se aproximava e a subida longa ia começar. Então preferi ficar no povoado e hospedagem por 15 soles . Aproveitei para lavar algumas roupas e fazer um vídeo de machupichu 
 
27 de janeiro
Continuei e tive que subir a famosa subida das 7 curvas, que fiz em 2 horas e meia. Depois parei para almoçar em um povoado e fiquei alojado no banheiro do pedágio. 
 
28 de janeiro
 
Continuando pela altitude peruana. Um pouco de subida da temperatura mudava constantemente. De 24 graus a 2 graus quando iniciou chuva de granizo e eu já estava chegando no povoado de negro maio onde almocei e jantei e fiquei em casa hospedagem de uma família bem humilde. 
 
29 de janeiro
Tomei café da manhã e sai. Pedalei uns 30 km e depois verifiquei que fortes nuvens se aproximavam. É uma subida que se eu continuasse ia pega-la. Resolvi parar peguei carona com um peruano de legal lima que ia estudar no brasil. 
Depois cheguei a nazca a noite. Pela primeira vez na viagem dormi em um lugar quente que não usei nem lençol. 
 
30 de janeiro
dia de descanso em nasca. Aproveitei para consertar o bagageiro traseiro que  quebrou  e comprar uma camara nova para o pneu dianteiro.
 
1 de fevereiro
Muito calor. No início subida depois uma reta sem fim e quase 70 km de pedal. Chegando em Salgueiro perguntei por hospedagem uma moça meio estranha do cabeleireiro me chamou aqui posso te hospedar. Depois me deu toalha para tomar banho e quando eu estava tomando banho outro amiguinho gay dela cabelereiro e ela entraram no banho . Queria me tocar e elogiou-me , disse que não. Depois do banho fui até a Bike e dei o fora. Gente louca. Foi a primeira tetativa de assedio sexual que sofro na viagem. re,re.Parei em uma hospedagem a frente. E o neto da dona criança me deu dois ovos e manga e depois sua avo me enviou uvas. E ainda um ventilador. Dessa vez dormirei bem no deserto peruano. Depois fiz uma pasta para a janta.
 
02 de Janeiro
Segui por quase plano sempre e calor. 80 km e parei em uma hospedagem em Paracas. 
 
03 de janeiro
Troquei o pneu da bike e sai um pouco tarde. Iria fazer so 15 km ate pisco. Depois fui ao banco. Encontrei uma hospedagem por um bom preço com intentet.
 
04 de fevereiro
Pedal tranquilo até san Vicente de canete onde fiquei em uma hospedagem com boa internet. 
 
05 de fevereiro
Sai tarde e pedalei até Boulevard. Onde acompanhado por um morador me levou ate uma hospedagem humilde. Lá passou um caminhão de frutas e comprei para lanche e janta melancia, uva e manga. As crianças, curiosas, me perguntaram muitas coisas sobre a viagem.  Meu pai me deu de presente passagem para Brasil para passar aniversário e alguns dias matando saudade da família. Irei de 11 de fevereiro a 4 de março ao Rio. A Bike ficará em Lima. É bom também que tenho que ir ao banco e resolver algumas coisas no Brasil. 
 
 
O6 de fevereiro 
Día duro. Hospedagem muito ruim em boulevard. Dormi muito pouco. Mosquito , calor e sem ventilador. Tive que dormir com phone no ouvido para não escutar barulho de mosquito . Sai de casa não eram 7 da manhã. A roda estava como se tivesse alguém passado canivete ou com unha de gato. Fui para em frente à Pan-americana e  um peruano me ajudou, seu amigo foi até a cidade mais próxima de mito comprou um pneu para mim e voltou. 
Depois segui o caminho e comi um sorvete sem conservante que se vendia muito no caminho. Logo em seguida comi um menu muito bom com sopa diferente com batata seca picada é muito picante. Uma limonada inclusa acompanhou. Logo em seguida o segundo prato. Um peixe com com arroz e aipim. 
Segui e minha Bike depois da subida quebrou a peça que liga meu câmbio traseiro na Bike. Logo em seguida um carro parou e me deu ajuda. E fui até lima. Me deixaram em frente à galeria com diversos quiosques de peças de Bike e conserto. Acabei tendo que Trocar o câmbio que já estava com ele a muito tempo, mais de 10 mil km. Depois fui caminhando até uma hospedagem que parecia mais motel.
 
07 de fevereiro
Fui ate a bonita praça e bairro Miraflores, uma ciclovia e parque lembrando o aterro do flamengo no rio. A praia completava abaixo. Depois conheci uma garota que estava aprendendo o portugues e fui encontrar com ela no Mcdonalds, onde ela me pagou um big mac com fritas e coca-cola. Depois voltei para o parque e fui ate barranco, outro lado de miraflores. Bonito lugar tambem. E fui ate a starbucks usar meu notebook e tomar um milkshake. 
Depois voltei para o parque. Em seguida fui ate a lanchonete starbucks em barranco e tomei um milk shake e fiquei la na internet ate ir para a casa da minha amiga ale. Minha primeira couchsurfing em LIma. Uma pessoa incrivel, professora de yoga e que viajou ja por varios paises do mundo. Tem uma energia otima. Jantamos em sua casa e ela tambem me emprestou um excelente livro chamado sincronismo explicando essas coisas e encontros que temos especiais e sem explicacao , sobretudo o que esta acontecendo comigo nessa viagem. Uns dizem coincidencia , outros anjo forte, outros sorte. Bom saber que existe um pouco de explicacao em livros pois é muito profundo. 
 
08 de fevereiro
COntinuei na casa de Ale, dia de relaxamento e tranquilidade. E terminei de ler um livro em dois dias, o mais rapido que já li, me deu mais clarezas em compreender a relaçao dos sonhos com universo. 
 
11 de fevereiro a 04 de março
fui ao brasil visitar a familia e passar as ferias.
 
06 de março
Fui levar a Bike para dar regulada em freio e marcha. 
Também peguei o metroviário que era na verdade uma espécie de BRT porém sem ar condicionada é muito quente e cheio. Fui até ao centro comprar um acessório para encher meu pneu. 
Depois na volta peguei a Bike e pedalei na bonita Miraflores e vi o por do sol. 
Na volta os franceses fizeram um jantar à base de salada, pasta, abacate tudo junto.
Logo em seguida Monica chegou e jantou conosco. Disse que o trabalho estava chato é que queria viajar de bicicleta. 
 
07 de março 
Dia de sair de lima. Monica me acompanhou de Bike e me deixou na ciclovia antes de ir para  o trabalho. Segui pela ciclovia uns 10 km depois tive que encarar os carros e caminhões com pouco acostamento. 
Muito calor e parei para comprar cevada e chirimoya em forma de refresco que vendia no caminho. Depois continuei e o termômetro marcou 44 graus. Parei para almoçar sopa e o segundo prato de arroz , feijão, frango e salada. Só que devido ao calor so comi um pouco da sopa quente. 
Depois de 70 km depois , umas 16:30 parei e fiquei em um hostal no posto de gasolina. E paguei 15 reais.
 
08 de março
segui para huaco. Quase tudo plano. depois almocei quando cheguei e vi o ultmo gol do barcelona que se classificou em partida epica com o PSG. Fiquei em um hostal com tv a cabo e internet esperando a estreia do flamengo na libertadores.
 
09 de março 
Pista com destino a barranca de um lado em obra o que me deixou com uma certa distância dos carros. 
Antes parei para comprar frutas. 
Parei no meio do caminho para comer o menu famoso e de segundo prato tenho pedido mais arroz feijão e frango. 
Chegando a barranco uma bonita praia de cima. Depois conheci um amigo que tinha como taxi aqueles carrinhos que faz suceso no peru por ter baixo custo e cobrar muito barato pela corrida curta. Uns 2 reais.
Meu amigo me levou até um hostal de seu amigo mais barato. Ele disse que conheceu a 4 anos um cicloturista que passou por barranco. Uma grande pessoa que me ajudou, o anjo do dia. 
Depois fui dar um mergulho no mar e voltei.
 
10 de março 
Fui até 50 km de huarmey. Havia uns restaurantes e umas poucas casas. Perguntei sobre alojamento em um restaurante. Me disseram que eu podia acampar em uma guarita. Almocei peixe arroz e feijão. Depois a senhora me vendeu ovos e cozinhou para mim. Depois fui ler o livro sentado em uma cadeira velha. A paz e a armonía tomaram conta de mim. Estava feliz naquele fim de mundo com quase nada. Fazia calor, o local era sujo e cheio de mosquito. 
Depois fui para a barraca. 
 
11 de março
O calor estava grande. Sai cedo e as 10 já ja estava 40 graus. Vista linda das dunas e montanhas de um lado e praia de outro. 
Parei no meio do deserto e tomei uma inka-cola(a Coca Cola peruana). Cheguei a huarmey no horário do almoço fui logo ao restaurante e comi. Depois procurei hospedagem encontrei um morador de Bike que me ajudou a escolher alojamento barato e ainda me levou a uns senhores que consertavam bicicleta e recuperaram minha bomba de encher pneu que não queria encher. Depois fui ao alojamento e mais tarde fui a praça. 
 
12 de março 
Pedalando pelo bonito deserto do norte chileno cheguei depois de 44 km a um restaurante diferente. Ele tinha anotado em seus livros a mais de 25 anos relatos de viajantes que passaram por lá. Miguel me recebeu super bem, me ofereceu um delicioso prato de batata frita , um grande bife , arroz e salada e cevada para beber. Me mostrou alguns livros enquanto eu ia comendo. Depois seu clemente apareceu e conversamos um pouco. Depois aind tomei uma coça cola e levei uma garrafa d'Água de 2 litros e eles não me deixaram pagar nada. Pessoas maravilhosas e que eu agradeço imenso. E com seu quase museu da mais vontade de continuar a viagem e saber que existe muitos viajantes   Seja de bicicleta. A pé, moto, etc.  Depois segui e em casma fiquei em uma barata hospedagem. 
 
13 de março 
 
Pedal com dois furos no pneu traseiro. O grampo das estradas chilenas já tinham em tão pouco tempo ultrapassado o pneu marathon e furado a câmara. Como não tinha visto o grampo continuei depois de colocar uma câmara nova kenda, que gosto mais. Logo em seguida furou novamente e conseguir ver o grampo que estava furando. Retirei com um alicate e continuei. Segui viagem e a 30 km de chimbote parei em um restaurante e almocei com direito a suco de maracujá incluso. Sentei junto com trabalhadores das estradas locais e conversamos um pouco, muita curiosidade na minha cicloviagem. Depois segui e fiquei em um hostel que parecia motel com espelho grande no quarto e canal porno na TV a cabo. Havia também no quarto um ventilador , um artigo de luxo no quente deserto do norte peruano. Fui à farmácia e comprei a pomada hipoglos pois estava assado com meu banco e o calor. 
 
14 de março 
 
Uma reta muito grande pela pan americana. Cai da Bike e quebrou a peça que junta o câmbio traseiro a Bike. Consegui uma carona até chao. De uns trabalhadores que consertavam máquinas na estrada. Depois peguei um ônibus até Trujillo e coloquei tranquilo a Bike no porta bagagem do bus. 
Cheguei a casa de ciclismo de Trujillo. Lá estação meus amigos argentinos Octávio e Léo que pedalei por um bom tempo de La Paz a Cusco. La também estava um espanhol e um casal de suíços. Logo em seguida chegou um coreano que veio de Ushuaia a Trujillo em apenas 4 meses, voando o ninja coreano. 
Logo em seguida chuva no deserto e molhou inclusive dentro da casa. Panos e rodos para jogar a água para fora da casa. A casa era gerenciada por Lucho, apaixonado por bicicleta. Tinha varias bikes na casa que também continha diversas peças parecendo uma oficina. Também cartazes de eventos antigos de Bike.No livro de visitantes de todos os tempos os franceses são os campeões de viagens em Bike com 134 viajantes, em seguida alemães com 110. O Brasil vinha bem abaixo com 42 viajantes. Ainda acredito que essa modalidade de esporte e viagem ainda crescerá muito no Brasil. 
Depois chegou a mulher do dono. Eles não moravam na casa porém perto. 
A noite fomos eu e os argentinos ver a partida entre botafogo-BR x estudiantes-arg em um cassino com várias televisões em que quem quisesse apostar poderia nos jogos e em outras modalidades. Nos só tomamos uma Coca-Cola e assistimos em um grande telão a partida. 
Depois voltamos e comemos em um restaurante chinês por 6 reais. 
Depois a chuva apertou e voltamos a casa. A noite a luz acabou com a forte chuva. E as lanternas tiveram que ser ligadas.
 
15 de março
Dia de descanso. Huaico, enchente maior em Trujillo nos últimos 20 anos. Fomos colocar areia no saco para colocar na porta da casa do dono da casa do ciclista , para não entrar água. 
 
16 de março
Conoci uma garota de peru. Fomos conversar. Ela era economista e gostava de viajar. Gostei de conversar com ela. Inteligente, economista, trabalhava em projetos de 4 meses para o governo. 
 
17 de março
Outro huaico na cidade mais para a noite. Muita poeira pois nao existe sistema de recolhimento de lixo e limpeza na cidade. Quando a lama secou a poeira subia . Alem do mais começava a ficar sem agua na cidade. 
 
18 de março
acordamos cedo e fomos ate a praça. A força aerea do peru estava fornecendo aviao gratis para o norte e para Lima. Conseguimos eu e os amigos argentinos , depois de esperar um pouco na fila, um voo para Piura.
 
17 a 19 de março
Dia de huaico em Trujillo. Um Rio de lama e água na rua em que estava. Maior enchente dos últimos 20 anos. Limpeza na casa de Irmao de lucho da casa do ciclista.   Saír para almoçar estava difícil, pois havia muita lama no caminho. Lixo também era grande. E como não havia um sistema de limpeza com água na rua quando o barro secava virava pó e os carros passavam e levantava esse pó. 
 
20 de março a 8 de abril
Tivemos que esperar vários dias em Trujillo pois a estrada estava coberta de água pelas enchentes. 
 
09de abril 
Saimos com destino a Pacasmayo, 80 km de plano e chegamos cedo na bonita praia. Conhecemos uma peruana de lima que morava lá. Acampamos na praia com muito mosquito e calor. Para dormir foi dificil. 
 
10 de abril
Acordar e mergulhar é um banho de energia para começar bem o dia. Fomos a feira comprar o café da manha e tomar na praça. Seguimos para Mocupe onde esperamos na praça. A noite lucho veio de bike de trujillo para fazer um treino e me entregar um short que eu havia esquecido e um clip para meu tenis de ciclismo que eu havia perdido no caminho. Os mosquitos nos atacaram como nunca e para dormir no alojamento da igreja foi tambem complicado. Alem do calor. 
 
 
 
 
11 de abril
Fomos até chiclayo. Pocos km 30 e 10;30 já estávamos lá. Eu e os dois argentinos. Lucho e Franz chegaram antes e fomos encontrar com ele e seu amigo e seu hostel. Seu amigo nos alojou de graça. Ele havia mais 16 hotéis e já havia recebido ciclituristas. Ele também havia feito uma viagem até a Colômbia a uns 15 anos atras. 
 
12 de abril
Pedalamos 80 km e paramos em um restaurante no meio do deserto chamado oásis. Onde comi o melhor frango do peru.Depois ficamos sabendo que o próximo povoado ficava a 140 km. E tomamos uma carona de caminhão. Chegamos a sullana e ficamos em um centro de convenção de um museo. La colocamos nossos colchões e encontrei até um ventilador. Vi uma parte do jogo do flamengo na libertadores.
 
13 de abril 
Péssimo caminho , cheio de buraco e um calor infernal de quase 50 graus. Chegamos a tallara. Acampamos nos bombeiros.
 
 
14 de abril
Acordamos cedo e tomamos um reforçado café da manhã com direito a manga, abacaxi, ovo. 
Não consegui render estava sentindo o corpo estranho. Acho que foi princípio de insolacão. Estava quase desmaiando e depois de 30 km peguei uma carona até Mancora. Ficamos em um hostel em frente à praia com um bom preço mais com muito calor. 
 
15 e 16 de abril
Fomos para casa de Yola do couchsurfing. Era um hostel mais ela recebia couchsurfing também. Uma senhora que tinha um hostel com muita arte em seu pequeno espaço muito acolhedor. Depois fomos à praia com a água quente e deliciosa. 
 
16 
Encontramos um casal que já tinha viajando o mundo de Bike com fantoches e incentivos a ler a crianças . E fomos convidado para passar o dia no camping que estavam. Havia também lindos chalés. Em frente à praia. Havia alguns turistas de vários países. Jogamos futebol Chile e Brasil contra argentina e perdi de 3x2. Fizemos peixe e a noite em frente à fogueira. Decidimos que iriamos ficar mais dois dias em mancora no camping. 
 
17 de abril
Dia de relaxar e a tarde saímos do hostel e fomos para o camping onde tivemos na véspera. Chegamos quase a noite e armamos a barraca. A noite muito calor e mosquito. 
 
18 de abril
Dia relaxado na praia. Depois chegou um cicloturista brasileiro que viu minha postagem na internet e estava perto. E logo em seguida chegou dois paulistas . Um doidinho que fugiu da casa dos pais pois repetiu duas vezes a mesma série. Aprendeu a tatuar comprou a tinta e estava pintando seu irmão, que viajava a 1 ano e meio. Depois os 6 cicloturistas foram tirar fotos pelados para o projeto biclotecas por el mundo.
 
19 de abril
Dia de descanso no camping 
 
20 de abril
Dia de sair de mancora. Pensávamos em pegar um caminhão mais não parou nenhum. Almoçamos e Pedalamos até Acapulco a 60 km. O padre da igreja evangélica nos deixou ficar na casa dele. Tomamos banho no mar onde havia uma alga que deixava a onda azul . Super raro.

 

Leia mais

Bolivia

02/12/2016 07:26

 

 

 

 

28 de Nobembro 

 

Muito frio pela manha. Saimos e ainda tivemos que empurrar a bike por umas duas horas ate chegar a fronteira com a Bolivia. Fiquei preocupado pois tinha que passar pela aduana chilena dia anterior, porem acabou não tendo aduana chilena e depois de conversar na fronteira boliviana passei sem problema. Enfim Bolivia e uma linda vista para o Vulcao Licancabur e a Laguna verde. Paramos mais a frente na entrada do parque e tivemos que pagar 150 bolivianos( a moeda da bolivia). Depois ficamos no albergue em frente. Pagamos R$20 porem o albergue não tinha chuveiro. 

 

29 de novembro 

 

Dormimos bem, saimos cedo mais a roda de fernando nao estava boa e pagamos carona em dois caminhoes que vieram um atras do outro. Os caminhoes transportavam acido sulfurico do chile para a bolivia. A minha bike veio no banco do carona e eu sentado atras na cama do motorista segurando a bike para que não caisse encima do motorista em cada buraco ou solavanco que o caminhao fazia na dificil estrada tanto para bike como para caminhoes. Chegamos em um local onde havia aguas termais e ficamos na agua quente por umas tres horas relaxando os musculos e apreciando a linda vista para montanhas, passaros.  Depois o restaurante em frente nos permitiu colocar o colchão e saco de dormir dentro do restaurante e dormimos muito bem. 

 

30 de novembro

 

Pedalamos e depois de duas horas a roda do fernando continuava muito ruim, o trajeto com muita pedra, terra e vento contra e resolvemos pegar e pagar um jeep que depois de 6 horas chegamos a uyuni. As lojas de bicicleta não queriam concertar a bike de Fernando. Depois voltamos ao senhor da primeira loja que fomos e ele aceitou ver a bike dia seguinte as sete da manha. Ficamos em uma hospedagem em frente por 35 bolivianos (R$17).

 

 

 

01 de dezembro

 

Onze meses de viagem e cada vez mais tranquilo para seguir o meu caminho. Uma feira estava sendo montada em frente a hospedagem que estavamos. Vendiam de tudo comida, roupa, aparelhos eletronicos. E por incrível que pareça encontrei o Pão Frances que vendia no Brasil. Uma delicia crocante e único, diferente do pão masudo e mode do Chile. 

COmprei um para experimentar a 1 boliviano( quase um baguete) e  também banana e maça e voltei para a hospedagem para tomar café da manhã. Depois saimos e comprei manga , também bem barato por aqui a 1 boliviano. 

E almoçamos em um lugar não muito bom. Uma coxa de galinha ridicula de pequena , um pouco de arroz que a porção até para gato era pequena e um pouco de salada e um suco tão ruim que misturava agua, muita agua com um pouco de algum refrigerante. Bem, o melhor foi a manga que eu tinha e acabei comendo no final da refeiçao, o que me sustentou. 

A tarde comi um pão com café com leite na hospedagem e a noite um macarrão com lentilha que fizemos. 

Fui dar uma volta também, ja a noite, e encontrei umas bandeirinhas dos paises que passei na America do Sul. A metade do preço de San Pedro no Chile. Custurei em um dos alforges. Editei um video do Atacama. E o mais foi descansar pois ir para o Salar vai ser duro. TIvemos que ficar mais um dia pois a bike do Fernando só ia ficar pronta o dia seguinte. 

 

02 de dezembro

 

Acordei e comi uma manga, a segunda que como na viagem, pois no chile era muito cara. Aqui é barato pois é produzido em Santa Cruz de La Sierra. Que delicia , ter aqueles fiapos de manga entre os dentes e sentir aquele cheiro único. Parei na bicicletaria e conversei com o senhor chileno que trabalhava sozinho lá. Um espanhol que estava viajando também de bike e tinha deixado sua bike para reparar me viu já de partida com minha bike e veio falar comigo. O dono da bicicletaria encheu minhas garrafas dágua. Pois comprar agua é caro, ainda mais tendo que levar uns 4 a 5 litros por dia.  O dono disse que não contrata um ajudante pois os bolivianos não gostam de trabalhar, para mim ele que não tinha paciencia de ensinar.  Acabamos eu, fernando e o Espanhol indo almoçar no mercado a R$7, com direito a prato principal de sopa de quinua e outro prato de carne(que só via o osso) e um pouco de arroz e um pouco de salada. 

Depois seguimos para o salar e acampamos em frente ao hotel de sal. Não fez muito frio e a noite estava linda e uma paz incrível rodeava o lugar. 

 

03 de dezembro

Depois de 1 mes e meio pedalando com o amigo uruguaio fernando cada um foi para um lado e eu segui para direção a La Paz a capital. Segui e fiquei no povoado de Rio Mulato. Era cedo e descasei bastante. Mais banho que é bom nada, não tinha. Agua aqui na bolivia é um problema.

 

04 de dezembro

Antes de sair joguei pião com o neto da dona da pensão, recordando minha infância maravilhosa no bairro carioca do meier. Depois ela ferveu a água e enchi minhas garrafas. Tinha a opção de eu comprar 2 litros por 10 bolivianos no seu armazem em frente a pensão, mais tava cara. Em Uyuni estava 4 bolivianos e eu já achei caro. Os bolivianos em sua maioria falam em Quechua também, lingua indigena que foi preservada. Acho bacana isso. Segui pela rodovia RN30 que ligava uyuni a Challapata, que tinha apenas 1 ano. Fiquei em Challapata e dois moradores me viram e foram conversar comigo. Me deram coca cola. Depois uma tempestade de areia apareceu com força. Do outro lado que eu estava na estação de trem um morador sentado parecia que não era nada. E continuava sentado esperando o tempo passar. 

Fiquei em um alojamento a 20 bolivianos em Sevaruyo. Havia um trem que ia ate oruro. A noite esse trem passou e fui ver pela janela. Adoro andar de trem, é uma maneira mais lenta de conhecer a cidade e lugares. 

 

05 de dezembro

Sai com destino a challapata. Eram umas sete e meia quando sai. Parei ainda em um negocio para comprar uma lata de atum e um biscoito. Segui e passei por santiago de Huari onde tinha um feira, comprei manga e comi na praça. Depois meu pneu dianteiro furou e troquei a camara. Logo em seguida encontrei na estrada vindo em direçao oposta a Happy Family, familia italiana que havia encontrado em fevereiro na patagonia. Que felicidade, paramos , conversamos, tiramos fotos e trocamos fotos. 

Continuei e fui ate a praça de challapata, depois de rodar um pouco enontrei uma pensão mais barata a 25 bolivianos, com banho pago a 5 bolivianos por 5 minutos o que preferi não pagar, pois estava com pouca grana. Em compensação tinha internet. 

 

06 de dezembro

 

Segui para Poopo e fiquei em um hotel, o unico que tinha no povoado. Paguei um poucos mais caro 50 bolivianos(R$20). Um amplo espaço e até vi um filme na tv a cabo da bolivia. Mais o mau que não tinha internet e a ducha estava fria, além de muitas moscas no quarto. Para o preço estava caro. Mais dormi bem, como sempre. 

 

07 de dezembro

 

Dia de chegar a Oruro, a cidade até agora maior da bolivia que tive. O movimento de carros e vans que levavam pessoas a cidade era grande. Tive mais cuidado ao pedalar e coloquei meu colete e capacete. Uma pequena garoa no caminho e uma tempestade de areia. Chegando em Oruro fui a varias hospedagens mais vejo que se vocé é solteiro é mais dificil de conseguir alojamento do que casal. Fui em umas 6 e na ultima perto do terminal de onibus encontrei uma a 40 bolivianos ( uns 15 reais). Para o lugar estava até barato e tinha até internet. O predio estava do lado de fora não pintado mais dentro era legal e arrumadinho. Deixando minhas coisas sai e comi uma sopa como primeiro prato e um franto com arroz e salada a 12 bolivianos. 

 

08 de dezembro

Dia de descanso em oruro, fui ate o centro e comprei um mapa e um creme hidratante. Depois na volta comprei um frango com batata frita e a tarde comprei um mamão e vi um filme na netflix. 

 

09 de dezembro

Segui para La Paz e parei em Caracollo. Entrei em um restaurante e comi dois pratos( o primeiro sopa e o segundo arroz com frango e salada) por 15 bolivianos. Depois fui para a pensao e como cheguei cedo tirei uma soneca a tarde. 

 

10 de dezembro

 

Fui para Sica Sica e no caminho meu pneu furou duas vezes. Cheguei a praça e tirei fotos com duas meninas que estavam com lindas bicicletas. Depois, um boliviano que tinha vivido em São Paulo veio falar comigo, disse que tinha uma festa na cidade. Logo em seguida encontrei uma pensão com banho quente por 20 bolivianos.  Acabei não indo a festa da cidade. Estava muito cansado e resolvi comer e dormir. 

 

11 de dezembro

Caminho tranquilo pela estrada nacional da bolivia. Encontrei um cicloturista da Nova Zelandia que estava vindo da colombia e na hospedagem encontrei um cicloturista Portugues que estava vindo do Alaska a 1 ano e meio. 

 

12 de dezembro

Dia de chegar a La Paz. Rota tranquila. No caminho parei em um restaurante e comi um Charquecan( ovo cozido, carne fatiada, especie de grão de bico e batata) muito boa e forte comida. Depois segui para La Paz em uma descida incrível de mais de meia hora.  Depois de percorrer muito a cidade a procura de onde ficar encontrei um hostal por 50 bolivianos. Sai para caminhar, comi um hamburger com coca cola quente ( na verdade a coca cola aqui na bolivia vem natural, eles não tem o habito de vendê-la gelada). E fui ver o preço de umas barracas. Depois na internet falei com a cicloturista Carol Emboava que me deu dicas da estrada da morte e da casa do Ciclista de La paz.

 

13 de dezembro

 

Fui para a casa de ciclista de La Paz do Cristian, um boliviano que tinha avós alemães. E tinha uma casa no centro de La Paz, onde de um lado ele morava e de outro ficava a Casa do ciclista com a parede toda dedicada a cicloturistas que passavam por lá. Também tinha informação da bolivia, livros, peças de bicicletas que poderia servir o ciclista que chegar. Além da cozinha com fogão, banho quente, duas camas e um lugar muito agradável para descansar . 

Chegando havia um ingles, Adam, gente fina que estava vindo de bike da argentina e ia ate colombia. Horas mais tarde chegaram dois argentinos também legais. E compartimos e conversamos. 

 

14 de dezembro

Outro ingles que estava vindo do Alaska e viajava a uma ano e meio chegou na casa do ciclista. 

 

15 de dezembro

Iamos todos os 5 para a carretera da morte, uma estrada de 40 km de descida por um lindo caminho cercado de natureza, agua, passaros. Para mim deveria mudar o nome para carretera da vida. Seguimos todos mais me perdi deles e acabei indo sozinho. Fui ate o terminal de onibus Minasa. Depois peguei uma van com minha bike ao teto. Segui e parei na entrada da rodovia da morte. Depois baixei os 30 km em uma linda vista. Meu pneu furou 3 vezes e no final escorreguei e cai batendo o joelho e partindo meu bagageiro traseiro. Voltei ja a casa do ciclista depois de pegar duas vans e um taxi ate a casa. Já eram quase 22 horas e meus amigos me receberam alegres de eu estar vivo. re,re.

 

16 de dezembro

Meus amigos foram para a carretera da morte e eu fui ver se conseguia soldar meu bagageiro. Acabei encontrando um soldador que não só resolveu o problema como fez uma peça que tinha quebrado toda de ferro ao contrario do frágil alumínio. Paguei 60 bolivianos ( R$30) e ele ainda disse que se eu quisesse fazer todo o bagageiro de ferro ficaria por 160 bolivianos. Mais acabei deixando como estava e super satisfeito. 

A bolivia tem isso de bom, consegue resolver tudo, pois como eles não tem shopping e muita grana para comprar as coisas sempre reparam algo quebrado. Nisso o planeta sempre sai ganhando. O progresso de muitos paises e o excesso de consumo deixam as pessoas em um ciclo vicioso ruim para casa um e para o planeta. 

 

17 de dezembro

 

Como a internet na casa de cicilsta era muito ruim resolvi ir em um café ( café de ciudad) aberto 24 horas e atualizar blog e trabalhar um pouco na venda de minhas coidas pela internet. 

 

18 de dezembro

Fomos ao teleferico que leva de la paz a el alto. O amigo ingles ia comprar um saco de dormir. 

 

19 de dezembro

Dia de sair de la paz e da casa do ciclista, que nos acolheu super bem. Seguimos para o teleferico e as bikes foram colocadas uma a uma em cada teleferico. Chegamos em el alto e de la fomos para batalla. Um amigo argentino se perdeu e so encontramos na cidade que iamos pernoitar. Acabamos ficando em uma igreja. 

 

20 de dezembro

Fomos ate a praça onde tomamos o cafe da manha. Manga e banana. Depois seguimos ate tiquira, no meio do caminho paramos compramos macarrão e ovo. E fomos ate tiquira onde pegamos um barco ate yanguyo. La conseguimos alojamento na municipalidade, onde tinha dois colchões. Depois fomos jantar.

 

21 de dezembro

Dia de chegar em copacabana. Lindo caminho pela montanha e vista para o lago titicaca. Quase chegando encontrei com uns brasileiros do mato grosso do sul que estavam fazendo uma viagem pelo atacama e bolivia. Pararam tiraram fotos e me deram uma batata frita e pão. Justo no momento que eu precisava pois ja se passava 5 horas e minha comida ja tinha acabado. Depois desci ate copacabana. Me perdi de meus amigos e fiquei em uma hospedagem por 25 bolivianos. Combinei de no dia seguinte ir para a hospedagem que meus amigos estavam. Sai comprei comida e voltei e tirei uma siesta.

 

22 de dezembro

 

Fui para o  hostel San Cristoban onde estavam meus amigos. La estavam muitos argentinos que vendiam pulseiras na praça e faziam malabarismos com bolas. Depois chegou duas amigas, uma da Republica Checa e uma italiana que ficaram muito conosco. 

 

23 de dezembro

 

Fomos caminhar ate o alto para ver copacabana de cima. Uma linda vista lembrando um pouco a vista do cristo redendor. Ess copacabana esta a 3800 metros de altitude. 

 

24 de dezembro

 

Natal no hostel. TInha muito argentino e turistas  e combinamos de cada um dar uma grana para a ceia de natal.  Compratimos e comemos. Um diferente natal com viajantes, mochileiros e cicloturistas. Uma familia de viajantes. 

 

25 de dezembro

descanso

 

26 a 28 de dezembro

 

Fomos para Ilha do sol, eu, os argentinos, o ingles e duas amigas do hostel, uma italiana e uma tcheca. Duas horas de barco por cerca de R$10 cada um. 

La chegando procuramos um lugar para colocar a barraca. Logo em seguida uma chuva e vennto muito forte . Depois fizemos uma festa na barraca.

Dia seguinte uma passeio pela ilha uma trilha e vista maravilhosa. 

dia 28 voltei as 10 horas para copacabana e meus amigos as 13 horas.

 

 

29 de dezembro

 

Dia de sair de copacabana. Me perdi de meus amigos e chegando a juli fiquei em uma hospedagem. 1 dia do Peru.

 

30 de dezembro

Nao consegui tirar dinheiro no caixa eletronico da cidade. E sai muito tarde. 20 km de pedal e meu pneu furou. Acabei pegando uma carona com um carrinhos e minha bike balançou muito. Depois peguei um onibus ate puno. Onde encontrei meus amigos. 

 

31 de dezembro

Ultumo dia do ano. Cocnheci a amiga de couchsurfing Mayza, professora muito culta que passou conosco o ano novo. Primeiro comemos uma pizza depois fomos a um karaoke vazio. A 15 minutos do novo ano fomos a praça ver os fogos. 

 

 

 

 

Leia mais

De santiago a Atacama

03/09/2016 09:28

 

 

01 de setembro

Dia de começar a pedalar, sair de Santiago. Fim das férias  no Rio.  Sempre meio tenso sair de uma grande cidade. Me despedi de Pilar e seu cachorro Tufo e segui para Curacavi para casa de Jimena e familia. Chegando lá fui muito bem recebido. O trajeto foi rápido e cheguei na hora do amoço. Fui recebido Jimena e seu pai, depois sua mãe apareceu. E já me convidou para o amoço, frango com arroz e salada de tomate e repolho roxo. Muito amáveis e curiosos com a viagem. Jimena era arqueologa e gostava muito de viajar. Depois fui descansar e a noite comi um delicioso lanche (once) com sopaipilla(pão frito), também doce chileno e chá.  Depois ficamos conversando eu Jimena e sua mãe até tarde, na hora de dormir. Seu pai ficou vendo o jogo das eliminnatorias Chile e Paraguai. 

 

02 de Setembro -  De Curacavi à Valparaiso

Saindo de Curacavi me despedi da familia recebi um pão com queijo e escova de dente de presente de sua mãe. Segui estrada com descida e subida nao muita. Ate chegar a um tuneo Zapata que nao podia passar de bicicleta e não tinha acostamento. Lembrei e minha amiga Pilar de santiago que tinha falado nesse tuneo e disso que eu ligasse para o SOS, telefone que ficava a frente do tuneo para um carro ir ate mim e me levar ate o outro lado. Chegaram em 10 minutos e bicicleta posta fui ate o outro lado do tuneo. Depois continuei ate Vina del Mar com bonita praia e segui pela praia ate Valparaiso. MInha amiga Janett combinou comigo na praça de carro , chegamos praticamente juntos as 18:30. Depois subimos o morro para ver o Por do sol . Valparaiso e cercada de morros com casas e beleza fora do tradicional com muita arte e grafite nas paredes das casas. Parece um pouco Santa Tereza no Rio. 

Depois fomos ao mercado e ate sua casa. Depois fomos pegar seus dois filhos Efraim de 8 anos e Matheus de 5 anos.  Na volta fiz uma pasta com cogumelos acrescentei um molho de alho que Janett tinha feito. FIcou muito bom e tomamos um bom vinho casillero del diablo. Dormi depois no sofá.

03 de Setembro

Saimos para conhecer Valparaiso. Muita arte e beleza . Cidade diferente das demais do chile. Gostei muito. Muitas fotos de seus grafites, ruas com musica e artesanato. Depois fomos a casa de Pablo Neruda e tiramos fotos na praça do mesmo nome. 

Mais uma caminhada na cidade alta. Depois janett foi pegar os filhos e combinei com ela na praça. Fomos a uma festa da prima que ia ter bebe. Um pouco chato mais acabei conhecendo seus pais, muito diferente da artista Janett, que disse que sempre foi a ovelha negra da familia. ENtendo pois ser artista e ser 100 anos a frente de seu tempo nao é todo mundo que entende . Mais me identifiquei muito com ela e a entendia. 

04 de setembro

Passeando por Valparaiso consigo entender porque Pablo Neruda vivia nesse lugar incrivel. Depois fiquei sabendo que o McDonalds não deu certo e fechou as portas. Seus dignos moradores preferiram comprar e se alimentar com comidas locas nas lindas ladeiras, cercada de muita arte, linda paisagem. Fomos caminhar pela feira de pulgas onde milhares de comerciantes vender coisas novas e usadas. Tambem fui informado que os moradores não querem um shopping na cidade. Nao precisavam.

Fomos a praia a tarde eu e Janett. Eu de Calça comprida, bota e jaqueta. Nao parecia um carioca na praia e sim na neve. 

5 de setembro
Saímos de carro pela praia em direção a Rica Viña del Mar. Eu e Janet minha amiga artista de Valparaiso.  É impressionante como Viña tão perto de Valparaiso pode ser tão diferente. Viña com seus prédios caros e Valparaiso com a arte em suas casas caras e simples. Chegamos em Concom na orla e paramos em frente à linda vista de Mar, rochas e, dunas e verde. Talvez a parte mais bonita de Viña del mar. O resto é aquela superficialidade que a riqueza tem. Depois fomos comer uns pasteis no restaurante Rincon de Charlie que minha amiga fazia uns trabalhos artísticos. Deliciosos pastéis  grandes de camarão, caranguejo, cogumelos com queijo que almoçamos. No andar de cima havia o comedor ( assim chamado pelos chilenos ao segundo andar do restaurante). E eu brincando com minha amiga que as pessoas chegavam para relaxar e iam direto ter um delicioso prazer com o comedor. No Brasil não ia dar certo esse nome. Risos. Depois fomos a uma praia onde deitamos na canga e relaxando, agora com trajes de praia. Diferente do dia anterior que estivemos de calça, jaqueta e bota. Ao entardecer voltamos a Valparaiso a andar por suas lindas ladeiras recheadas de arte e amor. 
Depois passamos na padaria e compramos deliciosos doces para compartir junto com seus filhos. Pegamos seus filhos na casa de sua mãe e fomos para sua casa. 
 
 
 
06 de setembro - 
 
Eu iria continuar viagem mais Janet me chamou para ir com ela de trem e sua simpática amiga para a cidade de Lá valerá a 40 km de Valparaiso, lugar que elas iam trabalhar. Como eu gosto muito de trem resolvi ficar mais um dia. Chegando lá fiquei caminhando  pela cidade enquanto ela é sua amiga trabalhavam. Depois fomos um cafe comer empanada. A tarde fomos a praia e a noite  na casa de sua irma com amigos e amigas compartir e comer. Depois vimos o jogo do chile contra a bolivia que terminou empatado. 
 
07 de setembro - Villarica a Maitencillo
 
Dia de partir, segui para Maitencillo e 30 km depois de sair de Villarica encontrei um casal de Franceses vindo de La serena de bicicleta. Conversamos um pouco e segui ate a casa de Paolo em Maintencillo. Paolo nao parecia um chileno comum, seu estilo e gosto pelos esportes nao parecia com  o estilo tradicional dos chilenos. Sua casa tambem  foi reformada e tinha muita arte. Seu amigo um argentino era tatuador e musico, gente fina tambem. Fui recebido super bem em sua casa. A noite suas amigas foram para fazermos uma aula de yoga em sua casa, uma delas era professora. Muito legal. Mais estilo meditaçao. 
 
08 de setembro - Maitencillo a Catapilco
 
Sai e pedalei somente 20 km e cheguei em Catapilco, pequena cidade e tranquila. Tambem fiquei na casa do couch Gerardo e cintia. Chegando na cidade algumas crianças do colegio que estavam ensaiando para a festa da indendencia do dia 18 de setembro me viram e foram a te  mim. Tiramos self e elas curiosas sobre a viagem.  Depois fui ate a casa de Gerardo, a empregada me atendeu pois gerardo estava trabalhando. Tomei banho e almocei enquanto esperava gerardo. Depois ele chegou  e conversamos. Fui com ele ate um outro terreno que ele tinha depois voltamos e alimentamos suas galinhas.

 

09 de setembro
 
Despedi de Cyntia e Geralrdo e das crianças.  Ainda fiquei na casa deles sozinho arrumando as coisas e tomando café da manhã, me deixaram a vontade. 
Era dia de longo pedal de 90 km até los ví-los. A estrada era boa apesar do grande número de caminhões e carros. Coloquei minha música e fui pedalando tranquilo pelo bom acostamento. 
Como tinha marcado com minha couchsurfing nova amiga Veronica as 19 horas fiquei tranquilo. 
O pneu furou e aproveitei para almoçar na estrada um macarrão que havia feito na casa de Gerardo. 
Cheguei ainda de dia na tranquila los vilos. E fui pedalando até a casa de minha amiga. Uma casa agradável com linda vista para o mar e por do sol. Conversamos, fizemos um lanche. Veronica era a primeira vez que  recebia alguma pessoa do couchsurfing. Mais já tinha sangue aventureiro nas veias. Gostava muito de viajar e de bike. Pensava fazer uma viagem longa também em breve. Em 20 dias ia a Itália de férias. Cada vez mais vejo que essa rede de viajantes, solteiros(as) e desapegados do mundo de posses aumenta. Querendo uma vida de conhecimentos quase nômades. 
 
10 de setembro
 
A irmã dê Veronica chegou e conversamos também. Estava iniciando no mundo  das viagens.  A tarde foi incrível pois iríamos a casa de sua amiga Fernanda e Alfonso, um Couch que eu havia comunicado antes de ir a casa de Fernanda. O mundo é mesmo pequeno. 
Fernanda amiga de Veronica era uma chilena que amava o Brasil é falava muito bem o Português, era a Chilena mais baiana de todas. Amava a Bahia. Conversamos muito em Português. Estudava e trabalhava em Santiago e havia chegado naquele dia a Los Vilos. Sua família tinha uma lan house e recebia muito turista em sua casa pelo couchsurfing, warmshower e quando encontrava na cidade principalmente Cicloturistas. Em sua casa estava Rafal um polonês que viajava em bicicleta a 11 anos. Era também músico e a noite tocou para nos sua bonita música em polones, inglês e espanhol. Em sua boca juntava uma gaita  é um pandeiro pequeno em seu pé completavam o criativo personagem. Rafal já havia conhecido 56 países pela Europa, América do Sul, África e um poco de Ásia. 
Fernanda, a Baiana chilena, fez brigadeiro a moda chilena com raspa de casca de laranja e vinho. O brigadeiro não era conhecido no Chile e Fernanda disse que havia feito em Santiago alguns para vender de diferentes sabores e fazia muito sucesso.  Terminamos o encontro já se passava das 3 horas a madrugada. Foi muito bom conhecer todos. 
 
11 de setembro
 
Domingo nublado de descanso. Veronica foi a casa de sua mãe almoçar e eu fiquei caminhando pela bonita praia. Depois comprei deliciosos pastéis de forno e levei até a um banco em frente ao mar onde sentei e me alimentei meu estômago e a alma com a linda vista. 
 
Veronica na volta de sua mãe passou por mim e fomos junto para sua casa. Havia comprado leite condensado para fazer brigadeiro. A tarde o polonês e a chilena Baiana foram nos encontrar na casa de Veronica. Compartimos mais um pouco e o dia terminou tão especial quanto o dia anterior. 
 
12 de  setembro
 
Resolvi voltar a Valparaiso de ônibus na casa de Janett a artista que eu havia ficado em sua casa dias atrás. Tínhamos uma atração é uma conexão também mental muito forte e ela também queria me ver e eu a ela. Então resolvi voltar para passar alguns dias mais em sua companhia. Peguei o ônibus e fui.
Cheguei na rodoviara de Valparaiso e fui caminhando até a lanchonete. Depois me encontrei com Janett e fomos ao mar depois a um cafe. 
 
13 de Setembro
 
Fui fazer algumas fotos cartao de viagem em VIna del Mar. A noite com janett um filme no Netflix.
 
14 de setembro
 
Participei de uma aula , ainda em valparaiso, de Arte Terapia com Janett como professora. Depois fomos a noite a discoteca dancar Salsa.
 
 
16 de setembro
 
Dia de despedida de valparaiso. Ia voltar de Onibus para Los Vilos, mais quando cheguei na Rodoviaria nao havia passagem . Tive que comprar para dia seguinte voltei para casa de Janett. 
 
17 de Setembro
 
Como tinha a viagem so para  noite fomos ao parque com seus filhos e aproveitamos as ultimas horas intensamente .
Despedida sempre um pouco triste. Mais senti que ainda nos veriamos novamente. 
 
Cheguei a noite a Los Vilos na casa de Veronica. Ela ia viajar para Italia em dois dias.
 
18 de Setembro
 
Fui para casa de outros amigos cicloturistas tambem em Los Vilos. Alfonso e Fernanda e sua mãe super cabeça aberta Lucy. Alfonso iria em breve viajar de bike por longo tempo e Fernanda estava planejando sua proxima viagem. 
Eles tinham uma casa que recebiam os cicloturistas e viajantes. 
A noite fui participar da festa patria na casa deles. Com seus primos e familia.
 
19 de Setembro
 
Comi algo dia anterior que não caiu bem em meu estomago. FIquei o dia todo na casa do ciclista de Los Vilos dencansando. Sai duas vezes apenas para comprar frutas e coca cola. Fernanda e Alfonso trouxeram um remedio a base  de  vinagre, limao e bicarbonato. Muito legais os dois. 
Como a ultima semana foi muito intensa para mim em Villarica e Los vilos penso que a doenca foi um pouco emocional. A noite falei com Janett de Villarica e ela me disse que tambem comeu algo que nao bateu bem em seu estomago . Os dois juntos, muito louco isso. 
 
20 de Setembro
 
Ja acordei bem melhor. E fui a casa de Fernanda e Alfonso. Escutamos musica brasileira e almoçamos. 
 
21 de setembro
 
A noite teve um show muito bom de folclorico Chileno em frente da casa de Fernanda e Alfonso.
 
22 de setembro
 
Fui até Vinha del mar tentar comprar saco de dormir. Sai bem cedo de Los Vilos. Ainda estava escuro. Cheguei às 10:00em Viña del Mar.  Fui em direção ao shopping que havia lojas específicas como Marmmot, North face e a chilena Doite. Cheguei cedo e tomei café na praça. Sentei e fiquei observando pessoas e carros de um lado para o outro em seu ritmo acelerado. Fui às lojas mais não achei o saco de dormir que queria. Acabei passando a tarde com Janett. Foi ótimo mais uma vez. Como nunca sabemos se vamos nos ver novamente curtimos intensamente como se fosse a última vez que nos vimos. Almoçamos e fomos à praia. Depois ao shopping. Tudo em Viña del mar. Depois fomos de ônibus até Valparaiso onde ela desceu um ponto antes e eu acabei indo para Santiago comprar o saco de dormir. Minha amiga de Los Vilos Fernanda foi outra vez maravilhosa e fiquei na casa dela, pois ela foi coincidentemente a Santiago fazer uns exames. Cheguei e fomos à casa de seu amigo pegar um colchão inflável emprestado. Depois fomos à sua casa bem pequena onde sua amiga dormia com o namorado em uma cama. Eu fiquei no chão daquela pequena casa pensando que maravilhosa pessoa era Fernanda, mais uma nessa viagem.  Tomei banho e me enxuguei com uma camisa quase toalha que tinha.
 
23 de setembro
Compramos iogurte e tomamos um saudável café da manhã com banana, aveia e mel. Depois sai com Fernanda, ainda passamos no seu antigo trabalho, um bar e enquanto ela falava com as amigas eu tomava um café. Ela voltou para Los vilos e eu fui atrás do saco de dormir que não encontrei o que queria perto e fui ao shopping do esporte onde tinha mais opções. Acabei encontrando com desconto um da Mountain Hardweare uma conceituada marca de produtos de esporte de montanha . Valeu a pena esperar. Depois fui a rodoviaria para voltar a Los vilos. Cheguei a noite  a Los Vilos e conheci um novo hospede que estava lá um cara da Bela Russia que estava viajando de carona pela europa e America do Sul a 18 meses.  
 
24 de setembro 
Dia de despedida. Coincidentemente eu, Alfonso e o Bielo Russo iriam viajar no mesmo dia , cada um para um lugar diferente. Eu sai primeiro e dormi 60 km depois atras  de  um posto de pedagio. Armei minha barraca. O pedaio havia banheiro. Dormi tranquilo sem ser incomodado.
 
25 de setenbro
Sai do pedagio cedo, chuviscava. Trecho com muita subida e descida.  20 km depois parei em um restaurante no meio da estrada, quase um oasis, para comer um frango com arroz, pao e coca-cola. Depois parei para tomar um cafe e comi com o pão que eu tinha. Faltavam 20 km para eu chegar ao meu destino final e um carro parou na minha frente, um suiço de nome Pascoal estava dando a volta ao mundo de bike e no momento estava indo de carro para ir ao encontro de seu pai que tinha vindo visitar ele em San pedro de Atacama.  Me deu um suco e agua.  Cheguei ao posto de combustivel e fiquei no camping ao lado chamado socos. Um camping lindo com uma tranquilidade inigualavel. Bem estruturado e com muitos passaros. 
 
26 de setembro
Continuei pela Panamericana com subidas e descidas. Já sai tarde do camping. Aproveitei fiz o almoço para comer antes de sair. Depois fui a lanchonete do Dono do camping para comprar alguma coisa para levar. Estava em ritmo lento e a paisagem estava já parecida com clima de deserto muito seco e com cactos.  Já chegava ao final da tarde e eu tinha que decidir se continuava pela rota 5 ou entrava em direção par a cidade de Tongos a 15 km, decidi entrar e encontrei uma cidade super tranquila e um camping na praia chamado Ripipa. Coloquei minha barraca no meio da areia  embaixo da arvore. E dormi ao som das ondas. O que mais poderia desejar para o fim  do dia. 
 
27 de setembro
Dia de chegar a Coquimbo, que ficava ao lado de La Serena. Fui recebido super bem pela amiga do couchsurfing professora de teatro Maud. E me recebeu com um delicioso peixe. Seu apartamento tem uma linda vista para o mar com espetaculares gaivotas vindo em direção ao seu apartamento e desviava ao chegar. Depois Jack um americano que a contactou pelo couchsurfing ia chegar as 18hs. Tambem era viajante de carona, a  4 anos pelo mundo  tinha 60 anos e havia comprado uma kombi que tinha cama, cozinha e painel solar. A noite tomamos vinho e pisco sour e escutamos musica na sua vitrola com velhos lps.  Jack desceu e dormiu em sua kombi e eu no quarto. 
 
28 de setembro
Fomos ao shopping de La serena , ver o problema do chip do jack que não funcionava, acabei comprando uma calça para pedalar, na volta fomos ao mercado de peixe comprar um peixe.  Tirei uma soneca enquanto maud foi a sua aula de violoncelo  e jack foi resolver algumas coisas. A noite  fui conhecer um pouco Coquimbo com Maud. A cidade vazia,  pois como era centro as pessoas ja tinham ido para sua casa. Alguns grafites nos muros da biblioteca lembrando um pouco valparaiso. E por acaso entramos no centro cultural Palace e vimos um show gratis  dos sessentoes retro mania, tocando musicas antigas do chile.  O guitarrista e vocalista tinha uns 80 anos e seu nome era Oscar Humberto. Na saida saimos e comemos uma torta de nozes com suco de papaia.
 
29 de setembro
Saimos com destino a Vale de Elqui. La fazia sempre sol ao contrario do nublado coquimbo. Montanhas maravilhosas no caminho . A bike dobravel foi atras do carro no porta mala. Fomos os tres mosqueteiros a feira depois quase chegando  a mamalluca  . Comemos uma deliciosa pizza em diaguitas e pedi mais uma.  Um povoado tranquilo , sem ninguem na rua. Com casas simples e coloridas e ruas bem estreitas.  Depois fomos ao mercado para comprar algo para levar para casa do amigo de Maud adan. Chegamos e mamalluca na casa de Adan, um lindo lugar em frente a estrada e em volta lindas montanhas, em frente a estrada com poucos carros. Compartilhamos e fizemos um churrasco de frango. A noite subimos a estrada so iluminada pelas faixas brancas e pelas estrelas. Foi incrivel. Parecia que estava em outro planeta. Cantamos na estrada, dançamos, e desfrutamos esse momento unico. Depois dormi na minha barraca, do lado de fora um dos ceus mais estrelados que já havia visto na minha vida. Jack e Maud dormiram no carro para voltar a coquimbo  por la manha.  E passaram frio. Adan o dono da casa ofereceu a ela que dormisse na sua cama mais ela preferiu dormir no carro.
 
30 de setembro
Maud e Jack partiram de volta a Coquimbo e eu continuei mais um dia naquele incrivel lugar. Sai com Adan caminhando pela estrada ate Vicuna. Faltando pouco para chegar uma amiga sua de carro nos deu uma carona. Peguei um onibus e fui visitar pisco esqui e novamente um passeio muito bonito por uma estrada estreita e lindas montanhas e vinhedos que produziam as uvas para fazer pisco sour( a caipirinha do chile). Passei um pouco pela encantadora vila e depois voltei a Vicuna. La fui atras de um sax de bambu ou andino que um morador fazia e eu estava interessado em comprar. Consegui seu telefone, mais não comprei. Fui andando até a casa de meu amigo, dessa vez subindo a estrada . E novamente uma paisagem impressionante. Chegando na casa usei seu banheiro quimico que não havia descarga era somente um buraco e depois colocava areia por cima. Depois dormi quase ao lado da barraca vendo aquele lindo céu estrelado. Nesse lugar quase todos os dias fazem sol e o céu é sempre azul e estrelado.  Adan so chegou depois de eu estar dormindo, tinha ido a La Serena. 
 
 
01 de Outubro
 
Nove meses de viagem completado. Parece que foi ontem. Muito conhecimento, pessoas, comidas e lugares visitados. Cada dia mais animado com a viagem e feliz de ter a oportunidade e a sabedoria de viajar de bicicleta. Muito obrigado a todos que me ajudam e me ajudaram. 
Voltei para La serena, o caminho foi praticamente so descida e plano mais alguns momentos com alguma subida e vento forte. Atenção tambem na estrada pois era domingo, dia de muito carro e alem do mais um pequeno acostamento. Encontrei dois cicloturistas chilenos e conversei um pouco com eles. Parei na metade do caminho em uma casa de sucos e tomei um suco de chirimoia( parecido a fruta de conde do Brasil), nesse momento contactei maud e ela me permitiu voltar a sua casa em Coquimbo, porém só chegava as 19hs, pois havia ido passear com o Americano. Cheguei a La serena e sentei em um restaurante para comer pastel e suco de manga. Depois segui lento pelos 8 km de orla até coquimbo. Linda paisagem, mar e passaros. Parei em frente ao mar em um banco, sentei. Logo depois um Venezuelano veio até mim curioso com a viagem. Conversamos e dei uma foto da viagem para ele. Trabalhava no bar ao lado. Chamou seus amigos que ficaram deslumbrado com a viagem.  Depois segui e quase anoitecendo ia tirando fotos do lindo pôr do sol até a casa de Maud. 
A noite Jack fez o jantar, uma deliciosa massa com frutos do mar, depois chegou uma amiga de Maud que falava bem o portugues e outro amigo António que conhecia o Rio e tinha morado no catete, um bairro perto onde eu morava. Conversamos ate a madrugada e tomamos vinho chileno. 
 
02 de outubro
 
Ia seguir hoje a viagem mais Maud me convidou para ir de carro ate Tongoy por onde eu havia ficado dias atrás em um agradavel  camping.  Fomos a feira antes e seguimos depois para Tongoy. Chegamos na casa de seu amigo que costumava viajar de veleiro pela America do sul e recentemente voltou de uma viagem de seis meses. Tambem corria maratona e tinha uma excelente forma fisica apesar de seus 60 anos. Fomos a praia e comemos mandarina(prima da tangerina) que eu havia comprado na feira e levado para a viagem. Voltamos e encontramos outra sua amiga que estava trabalhando em uma festa na rua para o candidado politico local. Sentamos em uma das mesas, comemos e escutamos o candidado politico  com todas aquelas promessas locais. Depois destribuiu calendario e no final da festa tiramram rapido mesas e cadeiras da rua.  Fomos ate a casa de sua amiga, uma chilena que falava Russo e ja havia viajado por muitos paises . Reparei que tinha um buda negro em sua casa , o que me chamou atenção. Disse que tinha comprado em uma de suas viagens a Filipinas. 
Ela havia construido sua casa em Tongoy e tamb´em feito um lindo jardim em frente a bonita casa. Depois voltamos para Coquimbo onde eu fiz um delicioso doce de abobora, que os chilenos nao conheciam. E o Americano e Maud adoraram. 
 
03 de outubro
Dia de seguir viagem, mais uma despedida de pessoas incriveis e momentos otimo passados juntos de Maud e Jack. Fui ate Los Hornos e procurei por hospedagem. Acabei achando caro e no mercado local passei, perguntei se carregavam celular e o padeiro pepe que estava na porta perguntou se eu era americano , eu disse Brasileiro e ele todo feliz disse que havia morado no Rio Grande do Sul e veio falando comigo no seu enrolado portugues. COnversamos ele me deu uma cerveja e disse que eu podia acampar na praia sem problema, no final me deu tres paes e seguiu de onibus para Coquimbo para visitar sua mãe. Fui ate a praia e montei minha barraca em frente a uma pedra com vista para o mar e gaivotas. Dormi tranquilo na praia. 
 
04 de outubro
Dia de longa subida. Quase tres horas  pela cuesta buenos aires depois segui para Punta choros. Magnifica paisagem pelo caminho. Ja quase anoitecendo consegui uma carona, pois ainda faltava alguns bons kilometro pelo ripio e alem do mais um forte vento contra. Consegui uma picap e a bike foi atras. Cheguei a noite em Punta Choros e fiquei em uma hospedagem. Onde dormi super tranquilo. Havia internet que pude escrever o blog e colocar mais algumas fotografias. 
 
 
05 de outubro
Claudia a dona da Hospedagem me ofereceu almoçar com ela e um amigo dela que estava se recuperando de acidente e carro. Claudia morava na França a muitos anos mais voltou a Punta Choros para tratar problemas familiares. Tambem fazia lindos quadros como hobby . Verifiquei se iria sair barco para ver os pisguins mais infelizmente com o vento forte nada de barcos. Resolvi ir para o camping  Memo Ruz em frente a praia pois era mais barato. E tentar ver os pinguins dia seguinte. Logo depois chegou um casal de suiço que estava viajando a 2 anos de kombi. Mais tarde fui caminhar na linda praia tranquila e com diversos passaros e pedras. Dormi cedo.
 
06 de outubro
Acordei cedo e fui ver se havia barco para ir ate a ilha para ver os pinguins, e nada nao iria sair. Resolvi seguir a viagem ate chanaral de aceituno, uma vila de pescadores que a amiga Maud disse que deveria visitar. Lindo caminho ate Chanaral. Na chegada procurei um camping e acabei ficando em uma hospedagem barata. 
 
07 de outubro
Tambem saia barco para ver os pinguins mais devido a pouca procura e a pouca grana que eu tinha resolvi seguir ate domeyko. Apesar dos 73 km e de ter saido tarde o vento estava a favor e fiz bem o trajeto chegando no final da tarde onde encontrei uma pousada na rota 5. Hospedagem barata e ainda jantei uma chuleta com arroz e tomate e para beber chá.
 
08 de outubro
Segui para Vallenar cedo. E trajeto feito rapido. Quase hegando a vallenar meu pneu furou. Carolina disse que iria me buscar e  me levou ate a casa de sua familia onde desfrutei de otima tarde com boa conversa, churrasco, doces, bebidas e tudo de maravilhoso e inesperado que so uma viagem assim consegue alcançar.
Depois fui para sua bonita casa no meio do deserto. Ela tinha uma vinheda onde produzia uvas para uma coperativa que fazia pisco. Sua filha estava visitando ela. Eu fiquei no quardo de seu filho que tambem nao morava mais com ela. Apesar de nova ja tinha dois filhos criados.
 
09 de outubro
Fomos a feira da raça. Um lindo lugar na montanha onde tinha comidas locais, artesanato e ate um passeio de caiaque e rapel. Bem interessante. A noite tomamos vinho com outras duas amigas suas eu fiz pizza e brigadeiro. Na volta fomos a casa de seu  primo que por incrivel que pareça tinha dois pneus aro 20 enconstado a muito tempo e novos em sua casa. Quase indo para o lixo. Ganhei dois pneus e sai todo feliz. Bike preparada para o deserto. Coisas que s´o acontecem quando se esta seguindo o seu coraçao e seus sonhos. Era para eu estar naquele momento e naquela hora naquele lugar, mesmo sem conhecendo ninguem e sem planejar nada. A lei do universo mais uma vez prevalencendo nessa viagem.
 
10 de outuro
Dia de descansar, dormi tarde dia seguinte e bebi. Como nao estou acostumado a esses dois juntos estava destruido. Beber e dormir tarde para mim me cansa mais do que pedalar por 10  horas seguidas na montanha. Mais as vezes para fazer um social e preciso. 
 
11 de outrubro
fui com carolina comprar uns botijoes de gas, kit remendo e carregador solar. Carolina era uma pessoa incrivel e merece todo meu respeito e sorte em tudo que fizer na vida. Muito solidaria e mente aberta. Gosta de conhecer novas pessoas e culturas. Me ajudou ate o ultimo instante e no final me levou ate ao inicio da estrada que me levaria ate huasco. No final e esqueci uma corda que prende a minha bolsa onde fica a barraca e acreditem ela foi comprar para mim. So tenho a agradecer e seguir em frente com disposiçao pois existe muitas pessoas boas no mundo e eu ainda pretendo conhecer muita gente e lugares.
Segui ate huasco e fiquei em uma pensao barata com intetrnet onde pude escrever o blog.
 
12 de outubro
 
Meu guidao estava com problema  e terminei tarde de consertar,por isso resolvi ficar mais um dia em Huasco. Em frente a feira havia uma feira de pulgas( vendia de tudo) e passei la e comprei umas castanhas. Depois tirei um cochilo.
 
13 de outubro
 
Sai e no caminho um caminhão pequeno parou a minha frente e me deu um saco de frutas. Eles vendiam frutas pela região. Agradeci e dei uma foto da viagem para ele. Fui ate Carrizal Bajo onde acampei em um camping desativado. So funciona no verao.  
 
14 de Outubro
 
Fui ate Caleta Pajonales onde acampei na praia. Um dos pneus que Veronica me deu durou apenas 3 dias e rasgou. E ja fiquei preocupada com o outro pneu que tinha entao mudei o plano e deveria ir ate copiapo para comprar outro.
 
15 de outubro
Dia duro até copiapo, 100 km. Pneu furado, quase nada no caminho. Mais no final  , ja a noite cheguei na cidade e achei uma pensao barata. 
 
16 de outubro
FIquei mais um dia na pensao pois como era domingo so iria conseguir ir segunda a loja de bike . Acabei comendo na rua um estofado de carne que  sua carne parecia  rabada. Antes fui ao mercado. 
 
dia 17 outubro
Dia de sair de copiapo. Deixei a hospedaje e fui até a loja de bike. La chegando fiz alguns reparos e comprei pneu reserva e câmara para enfrentar o Atacama. Aperto de raios e alinhamento da roda. Troca de corrente já frouxa e também sapata de freio já gasta. O serviço demorou um pouco mais ficou bem feito. Ao sair parei em um restaurante que servia um bom prato de frango, purê, salada por 2500 pesos cerca de R$11. As vezes é mais barato é melhor comer assim do que comprar comida para fazer. Já eram umas 14 horas é um pouco tarde para ir até Caldera. Um amigo do primo de minha amiga Verónica de vallenar morava a 10 km de copiapo e enviei WhatsApp e ele me recebeu. Morava em um lugar bem tranquilo. Fiquei na casa em frente à sua. Era a casa de hospede. Depois fui de bike comprar água e algumas coisas para comer. Voltando deitei na rede que havia e tirei um cochilo. Sem barulho nenhum. Só algumas aranhas na parede
 

18 de outubro

 

Dormi bastante. De manhã Claudio foi até a casa que estou em frente à seus pais. Depois fui tomar café na casa de seus pais em frente. Na hora do almoço fomos a copiapo de carro para almoçar em sua casa com sua mulher e sua filha pequena. Chegando em sua casa vi que tinha uma bananeira pequena mais claudio disse que devido à clima mais seco não costuma nascer banana. É a primeira vez que vejo banana sendo plantada no Chile.Depois voltamos.

 

19 de outubro

 

dia de seguir viagem. Encontrei um suico viajando de bicicleta  com destino ao sul ia um ritmo bastante forte pois tinha tempo para voltar para casa, pedalava em torno de 150 km por dia. Depois parei no posto copec e comprei um suco e um sanduwiche, um pouco caro. Logo em seguida Fernando outro viajante de bike passou por mim e seguimos juntos para  caldera na casa de sua amiga que nos recebeu super bem. Patricia era uma ex exilada chilena que morou na alemanha fugindo da ditadura.

 

20 de outubro

 

Fomos até a feira. Depois passear pela cidade e conhecemos até ao museo paleontólogo. O melhor da América do Sul aqui em caldera. E decidimos ficar mais um dia . Depois fomos ajudar a  ajudar a patricia seu marido e filhos a recolher as plantas da feira e colocar as coisas no carro e levar para despensa. A tarde comemos uma tortilha de cove flor. 

 

21 de outubro

 

Despedida de patricia e familia de caldera. Um café da manhã reforçado nos deu. E seguimos eu e o uruguaio pela costa. Nublado o tempo e ótimo para pedalar. Coloquei minha bandeira do Brasil na bike. Derrepente um carro buzinou e parou a nossa frente. Era um casal de brasileiros que viajava pelo Atacama, Paraguai e Peru. Eles tinham um canal no YouTube e nos entrevistou. Depois seguimos.  Chegamos a um povoado caleta torre inca onde umas famílias moravam. Era o nosso contato de patricia. E ficamos acampado em frente ao mAr. MAis tarde chegou o pescador chefe Pedro da região e nos ofereceu marisco e ouriço para comer. Depois convidou para sua casa onde conversamos tomamos chá e comemos pão com marisco frito. 

 

 

 

22 de outubro.

 

Havíamos somente 30 km para chanaral. Pedal tranquilo e clima fresco. Chegamos e acampamos em uma casa abandonada em frente ao posto Petrobras chile. Depois fiz um arroz e comemos com lentilha. Um rato pequeno entrou na barraca de Fernando. 

 

23 de outubro

 

 

Saimos, agora em direção a rota 5. A brincadeira iria começar no Atacama. Passamos antes no mercado e fomos à praça acesse internet livre e tomar café da manhã. Até Antofagasta sería 400 km. Fomos tranquilo, com subida mais não muito íngreme e sim tranquila. Paramos algumas vezes para tirar foto da paisagem deslumbrante das montanhas. Parecia Marte. A temperatura chegou ao maximo de 35 graus mais como estava ventando não sentimos tanto o calor. Já quase chegando uma descida impresionante de quase 10 km e temperatura que em menos de 3 horas caiu a 14 graus. Achamos um restaurante em las bombas e o dono nos permitiu acampar em um dos galpões. Depois comemos um churrasco(aqui pão com carne) e chá. 

 

24 de outubro 

 

Día duro 80 km até talarle. Sol o dia todo na cara. No. final descida de 20 km até o mar. Depois fomos tentar trocar dolares para Fernando. Nao entendo que como uma cidade no meio do atacama nao tem muita casa de cambio. No verao deve haver muitos turistas, e acredito que nao esta preparada para receber. Depois fomos a lanhouse e depois procuramos algum lugar para dormir, j´a a noite perguntando na municipalidade (prefeitura) o funcionario avistou o brasileiro saindo do cafe e nos disse, fomos atras dele.  Juvenaldo ja vivia no chile a 20 anos  e tem um café e nos acolheu em sua casa acampamos no quintal. Ele tambem era mecanico e gostava de viajar. Estava construindo um trailer para acoplar a sua pickup. Já havia viajado de moto para o brasil e conhecia muitos paises a trabalho tambem.  E ainda fez um jantar para nos. Ja tinha 65 mais era muito divertido sua maneira de ser. 

 

25 de outubro

 

Acabamos vindo de carona com juvenando até antofagasta. Era um dia que iriamos fazer muita subida e dia seguinte um trajeto que teriamos que dormir no deserto e diziam que fazia ate -7 graus. Preferimos ir de carona. 

Em antofagasta comemos choriço com pão na sua amiga boliviana, depois fomos resolver algumas coisas com ele de carro e ir a feira. As bikes atras da pickup. A tarde deixou-nos na praia onde ficamos ate 11 horas. De la seguimos para a casa da americana Grace do couchsurfing. QUe morava com uma chilena que fazia estagio em antofagasta. Grace trabalhava numa ONG que apoia empreendedores no chile. COmpartimos comemos feijao com cerveja. E dormimos com nossos conchoes em no chao da sala. 

 

dia 26 de outubro

 

Dia de descando e conhecer um pouco a cidade. Conhecemos as ruinas de huanchada que foi uma mineria no seculo XIX. Agora é um museu mostrando os beneficios das empresas mineiras para a cidade( mais não mostrou a parte critica como poluiçao da agua e etc) um pouco da regiao, fosseis de milhares de anos e etc. 

Depois fomos ao centro e a noite fizemos pizza para Grace e Cassandra que nos receberam super bem em sua casa. No final Grace tocou violino.

 
27 de outubro
 
Pelo dia descanso. A noite fomos nos 4 ( eu , o uruguaio, a chilena e a ameriana) no cassino que teria um show cover do guns'n roses, grupo de rock americano dos anos 90. 
 
28 de outubro
 
Chegamos tarde dia anterior e acabamos acordando tarde. Era dia de sair da casa de nossa amiga americana. Fomos para a praça em frente a praia e decidimos que era melhor ficarmos mais um dia em antofagasta. Tiramos uma siesta  no parque depois chegaram uns chilenos skatistas e puxaram conversa. Depois Gubiert do couchsurfing nos contactou e fomos para sua casa . La chegando havia uma amiga colombiana e conversamos um pouco. Depois ela nos deu jantar. 
 
29 de outubro
 
Saimos tarde com destino a baquedano a 71 km . Paramos para comprar pão e agua. Um senhor saiu da sua casa e nos convidou para comer um charckican( prato chileno com batata, abobora e carne) que nos deu energia extra para pedalar. Uma subida de quase 10 km no inicio depois um vento a favor e quase tudo plano. Chegando ficamos em um posto de serviço acampado. TInha banheiro com ducha. Mais tarde o segurança nos deu o wifi. 
 
 
 

30 outubro

 

Hoje partimos para variar um pouco tarde. Paramos em um mercadinho. Vendi 3 fotos lá para a dona  e um hóspede.  E Fernando vendeu uma camisa. Saímos felizes e com planos de vender mais. Depois paramos na copec (posto de gasolina) e lá ficamos. Não dava mais para pedalar com 40 graus. Depois chegou 1 funcionário do Peru. E vendi mais uma foto. Mais uns motoqueiros de Coritiba vinheram falar comigo, fizeram o Atacama e estavam voltando. Depois seguimos para Chacabuco uma ex salinera e prisão de presos políticos na ditadura Pinochet. O funcionário nos recebeu e permitirnos acampar. Acampamos dentro do banheiro feminino. Depois ele nos chamou e nos fez um jantar e conversamos enquanto víamos futebol na TV.

 

 

31 de outubro

 

Ganhamos Ainda de David um saco de maçã para viagem. Descemos até o posto para comprar água e pão. Seguimos viagem. No caminho fomos a uma salitrera el termómetro marcava 45 graus. Logo em seguida vimos uma árvore no deserto e resolvemos parar para tirar uma siesta. Ficamos até as 16 hs. Continuamos a viagem com calor Ainda que só diminuiu depois das 16 horas. O vento estava ajudando. Logo em seguida um carro parou na nossa frente e tirou uma bandeira do Uruguai e estendeu enquanto chegávamos. Eram dois casais de idosos que estavam viajando e nos felicitou, tirou fotos e seguimos. Chegamos em Serra gorda e fomos na tranquila praça. Crianças andavam de skate. Aparelhos de ginástica pra idosos. Sem duvida o melhor lugar da pequena cidade. Conversamos com os carabineros(polícia ) que nos permitiu acampar na praça. Depois ficamos na praça e crianças chegavam para nós perguntar de onde eram, quanto tempo viajando de bike. Uma nova maneira de viver que eles não esquecerão. Depois tomamos uma cerveja. 

 

1 de novembro

 

Dez meses de viagem, um filme na cabeça de tudo que passou até agora superando expectativas positivas. Muitas pessoas, lugares, culturas me enriquece como ser humano. Só tenho a agradecer a todos. Seguimos para calma. Na estrada um carro nos parou e nos deu água, suco de uva e um bolo. Depois encontramos um restaurante e comemos decentemente depois de alguns dias comendo macarrão. Tivemos prato de sopa, depois peixe , arroz e salada. Depois tiramos uma siesta em frente ao restaurante. Seguimos com a temperatura mais amena. Chegamos quase anoitecendo em antofagasta. Rene nos recebeu super bem em sua casa, fez jantar e compartilhou histórias do Chile e do mundo conosco.

 

2 de novembro

 

Dia de descando. A noite fizemos pizza. Rene saiu quando iniciamos a fazer pizza e so retornou as 3 da manha. Relaxadao depois de ter fumado muita maconha. Já tinha mais de 50 anos mais fumava a muito tempo. E eu acredito que os biscoitos dos cachorros também tinha maconha, pois nunca vi cachorro tão relaxado e tranquilo, parecia cao doidao.

 

3 de novembro

 

Tava difícil seguir viagem pois dormimos tarde na noite anterior por causa da pizza. Saimosbda casa de Rene e seguimos para praça. Conversando com os funcionários indicaram um lugar ao lado para acampar. Deixamos a bike na praça e saímos a caminhar. Depois fomos a uma hospedagem para ver o preço. Não ficamos e conversamos que precisávamos somente de um quarto ou galpão sem cama pois tínhamos colchões. E não é que conversa vem conversa vai chegamos ao clube deportivo de calama e ficamos justamente no salão fechado sem nada que conversamos horas antes, incrível essas coisas. 

Depois fomos comprar água de 6 litros e comida. Difícil achar a água. Mais encontramos. Voltamos dormimos profundo no chão do salão do clube.

 

04 novembro

 

Acordamos cedo.  Subida de. 50 km e quase início de noite chegamos no ponto mais alto. Água era pouca e 1 carro parou e. Os deu água sem pedirmos. Como sabiam que estávamos precisando? Brasileiros que viajavAm de moto também pararam e conversamos e nos deu água. Descida longa já a noite chegamos a São Pedro e fomos para praça e depois encontramos um camping. Maravilha chegar nesse lindo é famoso lugar pedalando Ainda mais com o céu estrelado.

 

5 de novembro

 

Ficamos em um camping e saímos para recorrer um pouco a charmosa cidade. Mais o calor era muito forte e não caminhamos muito. Compramos empanada e voltamos. As 16 horas nos encontramos com Isidora a amiga do fernando que nos ia alojar para os próximos dias. Nos encontramos, um casal de brasileiros viu a bike é veio até mim perguntar sobre a viagem. Depois fomos para casa de Isidora a 5 km do centro. Chegamos e ficamos em uma simples casa no meio da estrada com uma bela vista para o vulcão. Depois fomos a cidade a noite nos três para conversar e tomar uma cerveja. Voltamos também pedalando já quase 2 da manhã cantando e felizes com o céu estrelado iluminando nosso caminho. 

 

6 de novembro

 

Fomos a um dos lugares mais lindos que já fui. O valle de la luna com suas rochas, pedras , montanhas, estrada e cores únicas. Parecia mesmo que não era a terra e estávamos caminhando na lua ou en outro planeta. Fomos de bicicleta evitando as vans de turismo que ofereciam o serviço por um preço bem mais caro .Pagamos a entrada do parque e iniciamos o bonito trajeto. Depois entramos em uma caverna a pé com as bikes estacionadas em bicicletário. Continuamos o pedal é paramos em uma sombra abaixo de um paradeiro. Ficamos lá por umas 3 horas até passar o sou um pouco. Como eu tinha levado meu isolante térmico colocou lá e tirei uma siesta. Outros ciclistas, vans e carros passavam por nós. Era domingo e o movimento era maior um pouco. Depois uma alemã de bike veio até a disputada sombra e o colchão que a essa hora já tinha duas pessoas sentadas recebeu mais uma pessoa. Continuamos a linda rota co fotos e tranquilidade. 

 

Voltamos e passamos no mercado. Já eram quase 5 da tarde e não havíamos almoçado. Fizemos uma pasta com molho de verduras . E almoçamos quase a noite.

 

7 de novembro

 

Pela segunda vez na viagem a gripe queria me pegar. Acho que foi o dia anterior de forte calor no valle de la luna. Bebi pouca água para um local tão seco e quente. Ainda estou acostumando ao clima de deserto. A boca tambem fica seca. 

 

Comprei a tarde um própolis que havia acabado a alguns  dias e isso também pode ter sido um dos motivos da gripe. A tarde fui ao centro encontrar com fernando e Isidora e depois fomos a casa de uma amiga sua uruguaia conversar e fazer um lanche. 

 

08 de novembro

 

Dia de descando. Fiquei gripado pela segunda vez na viagem em dez meses. Ainda estou me acostumando ao clima de deserto. ´E necessario beber mais agua. Tambem passar mais filtro solar e tambem mantega de cacau nos labios e ate no corpo. Mesmo a minha pele que e oleosa fica seca. 

 

09 a ... de novembro

 

descansando em San Pedro

 

27 de Nobembro

 

Dia de sair de Sam Pedro depois de quase 21 dias. Subida muito dificil dos 2400 a 4600 de altitude até a bolivia. O ar nao vinha e tinha que parar a cada 100 metros ja na fase e altura de empurrar a bike. Isso em so 40 km de subida. Depois de 13 horas tivemos que acampar ao lado da estrada em um frio que ja estava abaixo de zero, a tarde fez 35 graus. 

 

28 de Nobembro 

 

Muito frio pela manha. Saimos e ainda tivemos que empurrar a bike por umas duas horas ate chegar a fronteira com a Bolivia. Fiquei preocupado pois tinha que passar pela aduana chilena dia anterior, porem acabou não tendo aduana chilena e depois de conversar na fronteira boliviana passei sem problema. Enfim Bolivia e uma linda vista para o Vulcao Licancabur e a Laguna verde. Paramos mais a frente na entrada do parque e tivemos que pagar 150 bolivianos( a moeda da bolivia). Depois ficamos no albergue em frente. Pagamos R$20 porem o albergue não tinha chuveiro. 

 

29 de novembro 

 

Dormimos bem, saimos cedo mais a roda de fernando nao estava boa e pagamos carona em dois caminhoes que vieram um atras do outro. Os caminhoes transportavam acido sulfurico do chile para a bolivia. A minha bike veio no banco do carona e eu sentado atras na cama do motorista segurando a bike para que não caisse encima do motorista em cada buraco ou solavanco que o caminhao fazia na dificil estrada tanto para bike como para caminhoes. Chegamos em um local onde havia aguas termais e ficamos na agua quente por umas tres horas relaxando os musculos e apreciando a linda vista para montanhas, passaros.  Depois o restaurante em frente nos permitiu colocar o colchão e saco de dormir dentro do restaurante e dormimos muito bem. 

 

30 de novembro

 

Pedalamos e depois de duas horas a roda do fernando continuava muito ruim, o trajeto com muita pedra, terra e vento contra e resolvemos pegar e pagar um jeep que depois de 6 horas chegamos a uyuni. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
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De Puerto Montt a Santiago

20/05/2016 22:49

Depois de 3 dias na casa de meu amigo Sebastião decidi que  pedalar até Santiago seria o melhor. Porém,  não pela famosa Panamericana 5 e sim por estradas alternativas que irão me levar a  parques e paisagens mais bonitas. Pesquisei na internet e achei duas viagens de bicicleta feitas por chilenos que fizeram esse caminho que irei fazer. 

Chiloe e seu povo tem um ritmo mais tranquilo o que  me fez perceber e ir em  um ritmo mais lento na viagem , afinal de contas correr para que? O ritmo doentio, cada vez mais rapido, que a sociedade nos impõe e muitas vezes sem nos darmos conta é difícil mudar  E mesmo em uma viagem de bicicleta, que é mais lento, me custou a dar-me conta de que diminuir o ritmo seria melhor. E em  Chiloe, apesar de todas as manifestações, me fez muito bem. E voltei menos acelerado. Não que eu estava correndo muito, mais sempre é possivel diminuir e apreciar melhor paisagens, curtir mais pessoas, momentos, cidades, lugares e tudo que na vida corrida e agitada, que nós é imposta, não dá para perceber. 

21 de Maio

Sai cedo de casa, ainda escuro para conhecer o Vulcão Osorno, que dizem que está ainda ativo. Fui com meu amigo de couch Sebastião e iriamos de ônibus encontrar um grupo de chilenos e chilenas em Puerto Varas para pegarmos outro ônibus e ai então ir até o Parque Nacional Vicente Perez Rosal e seguir caminhando por uma das trilhas que levam ao vulcão. São 12 km de ida e mais 12km de volta. O trajeto passa-se por areia mole, muita subida, antigas larvas de vulcão e pedras vulcânicas. E é claro uma paisagem deslumbrante por lago e o vulcão é claro. A turma foi animada e almoçamaos no caminho. Valeu muito a pena . É lindo e impressionante voltar no tempo e imaginar esse vulcão expelindo lava e rios de fogo líguido. Depois voltamos a noite feliz por mais esse lindo lugar conhecido. 

22 de maio

dia de nadismo

23 de maio

Dia de pedalar. Fui até Puerto Varas onde fiquei na casa de CouchSurfing mariela. Almocei um delicioso nhoque com molho de cogumelo e salada de alface, tomate e cenoura. Mariela era vegetariana e gostei muito de sua comida. Morava em uma casa bem legal ao fundo via-se o vulcão. 

Depois fomos passear de carro pela pequena cidade mais muito aconchegante. Uma aluna dela depois chegou para sua aula particular de biologia. Mariela trabalhava em casa. 

24 de maio

Fomos cedo visitar o Parque Vicente Perez Rosales, na provincia da llanquihue. Dessa vez uma trilha pequena até  o lago. O tempo não colaborou, fomos de carro de Mariela. Choveu quando estavamos no carro porém no parque não choveu. Rochas vulcânicas enfeitavam o parque. E ao fundo o Vulcão Osorno. Na volta passamos na peixaria e comi um delicioso peixe com batatas e salada de repolho e tomate. 

25 de maio

Foi muito bom estar com Mariela. Uma pessoa de ótima conversa, inteligente. São dessas pessoas que você gostaria de ficar um pouco mais , pois a conversa combina e nem sentimos o tempo passar. Gostei de ver também seus livros de fotografia e me inspirou para fazer um.  

Tomamos café da manhã e nos despedimos, pois Mariela iria sair e eu logo em seguida para seguir a Ensenada, programação do dia.

Fui pedalando por quase 50 km em uma ciclovia até Ensenada. Pedalando por ela imagimamos mais autoestradas com ciclovias. TInha que ser um lugar com colonização alemã, pois eles tem esse espirito de cicloturistas. 

Choveu o dia todo mais nem me importei. Ao lado via o vulcão osorno e o calbuco que entrou em erupção ano passado. 

Cheguei em Ensenada quase a noite e fiquei na hospedaje y restaurante escala II. Conheci um senhor aposentado, ex motorista de ônibus que ia de santiago ao Rio de Janeiro. Fez isso durante muitos anos. A viagem levava 4 dias. 

26 de maio

Segui ainda por mais uns 15 km de ciclovia para depois acabar e incurtar o acostamento. Mais o dia estava lindo, de sol e calor. No final do dia peguei até um bronze. Estava precisando. O caminho muito bonito e seguia tirando foto.

Depois peguei um caminho de ripio e cheguei já escurecendo a Puerto Oktay. Procurei hospedagem mais estava mais caro do que o hotel haase que fiquei. Uma casa bonita e antiga . Fui ao mercado comprar algumas coisas. dormi profundo.

27 de maio

Café da manha incluso. Peneu estava furado e troquei camera. Já sai tarde para Osorno. Pedalei os primeiros 15 km sem acostamento, porém não tinha muito carro, mais sempe é tenso. Depois um pouco de acostamento. Cheguei a Osorno e fui recebido por Jackeline e seu esposo patricio que foram me pegar de carro no centro da cidade. Passamos pela praça que tinha um touro de bronze que é o cartão postal da cidade. É o simbolo  da cidade e eles comem muita carne. Fiquei na casa deles. Tinha uma outra casa deles que era de hospedes e de jantar com churrasqueira. Fomos ao mercado no shopping e na volta comemos um churrasco. QUe pessoas maravilhosas. 

Conversamos e compatimos. 

28 de maio

A rota 5  é muito movimentada. Para piorar esqueci de encher minhas garrafas d´agua.  Meu pneu furou 3 vezes. Apesar de tudo cheguei bem em uma pensão em Paillaco . No início da chuva. 

29 de maio

descanso

30 de maio

Uma neblina muito forte no caminho. Um acostamento muito pequeno. Coloquei meu corta vento laranja e um colete de sinalização amarelo. 

Segui indo bem ate valdivia, quando o pneu furou duas vezes. Troquei e cheguei a tarde. MInha amiga do couch yessenia e sua colega foi me buscar no ponto que marcamos. Depois fomos caminhando até sua casa. Fiquei em um quarto que estava livre. Compartimos um almoço e lanchamos. 

31 de maio

Um passeio pela cidade

01 de Junho

Hoje completa 5 meses de viagem. Nossa, que aventura . Quantas experiencias, pessoas especiais no caminho, lugares visitados. 

Para comemorar fui a niebla, considerado o balneário mais importante da região, com minha amiga olga, alemã que esta estudando por um ano aqui. Uma simpatica e bonita loira. Fomos ao museu e depois até a praia ver o mar. Na volta ainda encontrei a minha outra amiga Yessenia que estou hospedado. Acabamos comprando um Salmon e eu fiz um gostoso peixe. Como o forno estava quebrado tive que fazer a frigideira.

Ficou muito bom. 

A noite fomos ver a partida do chile contra o méxico em um pub irlandes. Tomei uma cerveja de Valdivia artesanal. Depois acabamos indo eu, yessenia, mariana e o amigo delas para uma discoteca. 

Chegamos tarde em casa.

2 de junho

Um dia de dencanso depois do da noitada.

3 de junho

Sai da casa das minhas amigas e fui para a casa da familia de Rafaela tambem pelo couchsurfing. Rafaela fazia atletismo e estudava fisioterapia. E iria participar das Olimpiadas do Rio 2016. Achei legal ir lá e conhecer sua familia. Fui muito bem recebido, almoçamos e compartimos. Depois chegou seus pais e irmãos. 

Depois fui comprar um novo pneu, uma corrente. Um dia frio em Valdivia.  Este rítmo Chilota que me encarnou desde que fui conhecer a ilha está me deixando mais devagar para conhecer os lugares. Mais está sendo legal. Afinal de contas correr para que?

4 de junho

Sai cedo para conhecer a ilha Mancera, perto de Niebla. Peguei um coletivo ( taxi que entra mais de uma pessoa sem se conhecer) coisa que não tem ainda no Brasil mais seria interessante ter. O preço e so um pouco maior do que o onibus. Depois peguei um onibus para niebla e de la um barco porem o barco so havia para corral outra ilha. E depois eu voltava e pegava um para Mancera. Muito bem fui eu lá conhecer a ilha. TIrei algumas fotos e voltei em seguida saiu outro barco para Manceda e peguei. tirei algumas fotos e voltei. 

Depois fui encontrar uma amiga da minha 1 couch em valdivia. Fomos conversar em um café sobre as concidencias que acontecem e essa força universal que cresce cada vez mais sobretudo que esta passando comigo na viagem. Ela tambem sentia isso a pouco tempo.  

Depois viemos caminhando. 

 

05 de junho

O desapego em uma viagem dessa é uma das coisas mais dificeis de acontecer. Sobretudo por que a mente não esta acostumada a se apegar e desapegar tão rápido. Conhecemos pessoas incriveis e poucos dias depois estamos partindo. 

Dessa vez foi com a familia de Rafaela. Me despedi, que já é uma coisa que nao gosto muito e segurei as lágrimas falando meio engasgado. 

Sai com destino a San José de Mariquina. E fiz bem os 50 km. Cheguei cedo e ao parar na praça da cidade mais uma dessas concidencias que não sei explicar. Parei e logo em seguida um pessoa perto de mim tirava fotos e resolvi perguntar sobre hospedagem. Ele me indicou e disse que ainda estava incluso café de manhã e janta. Coisa rara. Logo hoje eu estava chegando mais ou menos na hora do almoço e precisava uma comida mais forte pois estava pela primeira vez gripado. 

Cheguei na pensao e dona maria depois de me receber ainda veio perguntar se eu queria almoçar  um grande bife(e o almoço não estava incluso) depois fui descansar e a noite a janta.  Tudo que precisava para continuar dia seguinte sentido Villarrica.

Depois vi o jogo do mexico e uruguai pela copa america e fui dormir.

 

06 de junho

Tomei meu café da manha na hospedagem da dona maria e segui para Lancoche.  La chegando depois de novamente um dia de chuva e um acostamento pequeno fiquei na hospedagem da dona Gladys e pela segunda vez preferi pagar um pouco mais e ter direito a almoço, jantar e café da manha incluso. Uma deliciosa Cazuela que precisava de almoço para esquentar o corpo depois de eu chegar e tomar um banho quente. A noite vi o jogo do chile x argentina.

07 de junho

Segui para Villarrica onde fiquei novamente em uma hospedagem. Novamente dia de chuva.  Fui muito bem atendido.

08 de junho

segui para meu couchsurfing Soledad me recebeu em um hostal chamado Mapu mais como era couch surfing a minha amiga não me deixou pagar por dois dias.  A tarde fui levar minha calça na costureira para diminuir a cintura e apertar  nas pernas. Comprei ela pelo ebay em um tamanho maior.

Fui ao mercado e comprei vinho para contribuir no churrasco(asado)que iria ter anoite com soledad e seus amigos. 

A noite chegaram seus amigos e comemos um delicioso asado chileno. Com o incremento de uma salsicha que no brasil não costuma ter. No mais costela, carne de vaca e linguiça. 

09 de junho

Sai pela cidade para conhecer um pouco a costa. O dia estava bonito com muito sol, porém frio.  A vista do vulcão Villarrica era magnifica com sua metade coberta de neve. Parei quase em frente ao lago chamado Mallofaquén e tirei algumas fotos. O vulcão de Villarrica e considerado um dos mais ativos da America do Sul.

Depois fui a um quiosque de informações turisticas que me indicou ir de onibus uns 25 km de Villarrica chamado Lican Ray e seu lindo lago Calafquen. CHeguei lá e  comprie algo no mercado para comer e segui em direção a praia chica. Um lindo lago a minha frente e um banco para sentar. Uma paz imprecionante e uma vista incrível. FIquei lá e um cão sentou ao meu lado. Tirei da sacola meu iogurte que tinha comprado e  tomei olhando o lindo lago que parecia até um quadro gigante.  Quase ninguém na rua. Dei um biscoito para o cão. Depois segui para omirador em uma trilha e o cão veio junto ( as vezes penso que esses cães que me seguem tanto tempo são incarnação de algum parente meu que ja se foi). O cão seguiu comigo até eu entrar no ônibus e voltar para Villarrica.  Conta a lenda que Lican Ray era uma mapuche que se apaixonou por um soldado espanhol e que tiveram que fugir pois não era aprovado pelo seu povo. 

Lican Ray também é onde se tem o Triatlhon internacional em janeiro e o encontro internacional de parapent. Um lugar muito lindo.

10 de junho

Sai para Pucon. Eram somente 25 km e fui tranquilo. Acostamento muito pequeno e atençao na estrada. Parei a 14km em uma lanchonete e conversei com um morador local. Acabei dando uma foto para ele da viagem. E ele ficou todo feliz. Depois segui ate o Hostel I love pucon e como eu estava pelo couchsurfing não paguei. Porém como Jorge tinha que trabalhar fiquei andando na cidade por duas horas e fui até o lago villarrica onde se via uma vista incrivel vista para o vulcao. Parei e tomei um café.

Depois voltei e conheci outros hospedes franceses e um argentino que estava viajando e trabalhando como voluntariado na argentina e chile. 

11 de junho

Fui com o argentino que conheci Ezequiel fazer uma trilha e visitar uma cachoeira. Caminhamos bastante e no final chegamos em cima da cachoreira . Linda imagem . Depois descemos e vimos a cachoeira de baixo. Depois ao voltar um carro com duas mulheres nos deu uma carona ate pucon. 

Não pude ficar mais uma noite de graça no hostel e fui para o outro hostel que tinha pelo couchsurfing. Bravo hostel do Eduardo. 

Ja sai tarde, as 20 horas. Cheguei no bonito hostel e Eduardo gostava muito do Brasil, inclusive estava vestindo uma camisa. 

12 de junho

Fui visitar o lago caburga de onibus. Lá chegando uma linda vista. A noite vi o Peru ganhar do Brasil com las mano dos Incas

13 de junho

Dia de voltar a Villarrica para seguir a Temuco. Acabei indo antes a Loja de bike El Pelao  , onde fui muito bem atendido por Juan e Oscar fez um otimo serviço com trocas de peças desgastadas por mais de 5 mil km de pedal. Trocaram cassete, corente, cabo de freio, polia inferior do cambio traseiro que estava competamente desgastada, alem ca coroa do meio. E desempenaram roda. Um serviço dificil e de otimo profissional. Nao ´e facil fazer isso, em villarrica a bicicletaria nao coneguiu nem tirar a corrente velha da minha bike. 

Sai datisfeio e a bike voando. Cheguei em villarrica e iria para Temuco, mais como ja era quase 16hs preferi ficar no hostel Mapu que havia ficado antes de ir a Pucon da minha amiga do couchsurfing Soledad. 

14 de Junho

Sai cedo e consegui ir até Temuco. No caminho um carro me abortou. Era o couch eduardo que havia ficado em pucon a 2 dias atras. Estava levando hospedes do hostel para o aeroporto.. Conversamos um pouco e ele partir. Aproveitei para almoçar. A estrada era boa e consegui fazer os 80 km ate temuco. Ainda nao havia onde ficar. Parei para comer umas batatas fritas e depois fui a procura de um hostel. Achei caro e depois minha bateria do celular acabou. Passei por uma lan house e resolvi entrar. Enviei algumas solicitudes para couchsurfing e Julian um colombiano que morava em Temuco aceitou minha solicitude. Fui para casa dele, mais so chegava as 22hs. Cheguei as 21hs e esperei em frente a seu apartamento. Depois ele chegou e fomo para um andar alto 13 andar. Com uma linda vista de temuco. Sem duvida era um dos maiores apartamentos de temuco. 

Ele morava com outro amigo de santiago. Conversamos e eles fizeram um macarrao com molho e tambem abacate. 

Depois tive que dormir em sua cama, era de casal. Mais senti um pouco estranho. Bem acabei dormindo mais nao muito confortável. 

15 de junho

Fui ao museu Regional Araucania onde estava tendo uma exposiçao fotografia e historia mapuche e de tempos pre-hispanicos até a atualidade. Bem interessante.

Depois fui ao shopping e ao mercado jumbo. Achei açai poupa bem pequena por uns R$15. Achei caro e nao comprei. Mais foi bom saber que tem no jumbo, foi tentar mais a frente. Sem duvida em santiago também terá. Acabei fazendo umas compras pequenas, um pouco caro. Esse é um mercado que tem coisas do mundo todo. Diferenciado.

A noite foi a um aniversário de amigo de Dani , uma couch , que nao pode me receber mais me convidou para ir. Seu amigo era presidente de uma associaçao de grupo de apoio para pessoas discapacitadas mapuches e chilenos. Mais para o interior. Tinha também outros amigos no bar. Tomamos uma bebida que parecia caipirinha chamada pisco sour. Depois voltei na noite gelada.

16 de junho

Fui convidado a ir com outro amigo da dani que estava no dia anterior a uma palestra no hospital mapuche. Mais a palestra foi em uma Ruka ( uma tenda mapuche com um fogo no meio) muito interessante. La dentro diversas pessoas mapuches e depois teve musica com instrumentos mapuches. O fundo era para conseguir instrumentos para serem comprados. Voltar a cultura tradicional que aos poucos vão se perdendo.

 

 

 

A noite fomos a um bar chamado La vida ver uma música Chilena ao vivo. Era uma amiga de meu couch que iria cantar. Uma casa bem bonita com paredes repletas de arte. Depois uma outra moça cantou Violeta Parra, uma cantora do folclore chileno. E comemos Chorrillana, um prato tipico do chile que mistura batata frita, diversas carnes, cebola, temperos e alguns outros legumes. Muito bom. 

17 de Junho

Dia de fazer nada. 

A noite vimos o jogo da colombia x peru

18 de Junho

Dia de passear

19 de junho

Foi dia de despedida e fiz a comida para meu amigo Julian. Carne, pure, brocolis e suco de abacaxi.  Depois fui para casa de mãe e filha do couchsurfing,um dia especial, mais um nessa incrível viagem de descobrimento, cultura, compartilhamento e verdadeira saúde a vida. Fui recebido na casa de Erika e sua filha Karla. Duas incríveis chilenas. Como já viajaram muito todo mundo entendem um viajante. O detalhe Karla vive em uma cadeira de rodas e nem por isso deixa de viver. Já viajou o mundo todo mesmo sendo portadora de deficiencia fisica, ama a vida. O seu trabalho permite viajar bastante. Compartilhamos, comemos e conversamos muito. Parecia que eu já as conhecia a anos. Depois chegou a vizinha Eli, preocupada para saber quem era o "forasteiro". E que vivia como muitos a rotina que a sociedade nos aprisiona e as vezes queremos sair disso e não conseguimos. Resumindo ela também compartiu e conversamos muito. E acabei indo dormir em sua casa e ela teve a primeira experiencia de couchsurfing. E disse que ia mudar e pedir uma licença do trabalho e viajar muito a fora. Moral da História. A verdadeira limitação é da nossa mente. Nós que nos limitamos. Não é uma cadeira de rodas, pouco dinheiro, idade que limita o ser humano e sim nossa mente. Se você quer você faz!!! Muito feliz de conhecer essa familia e sua vizinha. Muito obrigado por tudo e pelo aprendizado!!!

20 de junho

Fiquei até tarde na casa de Eli. Ela deixou o café da manhã para mim pronto antes de ir ao trabalho. Comi e esperei ela chegar para o almoço. Almoçamos e já era 16hs. Depois fui para a casa da Karla e Erika minhas couchsurfing do andar de baixo. Lá ajudei a fazer pão e pastel e compartimos a noite. Mais um dia especial.

21 de junho

Primeiro dia do inverno, muito frio mais mesmo assim fui caminhando por uma hora até ao museu ferroviário Pablo Neruda. Lindo museu a céu aberto com trêns que eram quase hoteis ambulantes que funcionava na época da decada de 1930. Na verdade não sei por que essas coisas não funcionam hoje em dia. Ainda me lembro de quando era criança fui uma vez a uma viagem do Rio a Sâo Paulo de Trem e ainda havia quartos e camas, depois disso acabou. Foi fantástico!!! 

O museu também tinha muitas poesias a céu aberto. 

A noite fui a uma exposição de fotografia na ilha Rappa Nui onde se encontra estatuas de mais de 500 anos feitas em pedras de até 10 metros. 

depois voltei e lanchei com a vizinha Ely.

22 de junho

Saí destino a Labranza. La fiquei na casa de minha outra amiga do couchsurfing Pamme. Ela me recebeu super bem. E fiquei super a vontade em sua casa. Depois ela teve que sair e fiquei sozinho em sua casa.  Depois fizemos chaparritas, um salgado em forno com champignon, salame e ovo. Muito gostoso. A noite vimos o Chile ganhar a colômbia. 

23 de junho

Segui para Nova Imperial e fui recebido pela irmã de Carmen que me ofereceu caqui. Nem acreditei que existia caqui aqui no chile. Comi aquele caqui delicioso, depois me ofereceu um delicioso almoço com uma carne assada muito macia e uma batata. Mais tarde chegou Carmen e seus pais. E novamente lanchamos. Já estou ficando inchado no chile de tanto comer esses dias. E já sentindo falta de não comprar mais pão. Vou passar a comprar mais frutas, granola e aveia. 

24 de junho

Fui conhecer o museu mapuche da cidade. Ganhei um desconto e paguei apenas mil pesos. Depois que saí achei caqui e levei alguns. Também levei um pomelo para tomar mate. 

Depois almocei um salmão frito e fui dar uma volta de bike para tirar umas fotos e ir até uma ponte e um grafite bonito da cidade. 

A noite seu pai fez um asado e comemos e compartilhamos. 

25 de junho

Já estava preparado para seguir viagem e pai de Carmen , seu Cupertino me convidou a ir ao sítio. Foi um ótimo dia. Com direito a matar e comer um porco, pegar maça do pé passear com sau avó de 85 anos até a casa antiga que ela viveu. Depois voltamos para sua casa. Um dia especial. Lembrou o sitio de meus avos que tinham em Campo Grande.

26 de junho

Saí com destino a Puerto Dominguez. A mae de minha couch ainda me deu alguns ovos cozidos da sua granja e três pedaços de carne. Que famìlia incrível. 

Chegando a Carahue havia uns trêns antigos que fotografei. Depois a poucos quilômetros de Puerto Dominguez passou um carro por mim e saiu o Leonardo que me disse que jà tinha feito a patagônia de bike. DIzia que eu poderia ficar em Puerto Saavedra em sua casa, ou melhor na casa de seus pais pois sua esposa nao ia muito com a cara de cicloturistas.

Cheguei a Puerto Dominguez e fiquei em uma hospedajem na rua principal da cidade. Náo tinha internet. A noite vi o chile ser campeao na televisao da hospedagem. A imagem estava muito ruim mais deu para ver. Parecia aquelas imagens de antigamente.

27 de Junho

Sai da hospedagem e fui atè o barco que me transportaria para seguir pedaleando atè Puerto Saavedra, um passeio bonito, náo paguei nada e havia somente mais um carro com um casal. Saiu as duas horas do feriado de segunda feira. 

Jà saì e voltei a pegar ripio, faltando 10 km para chegar a cidade parei em um cafè em uma barraquinha de uma familia mapuche. Depois fui convidado a entrar para dentro da casa e tomar um cafè. La dentro tinha crianças e adultos e enquanto tomava o café e comia pao conversava com os mapuches sobre a viagem. 

Uma mapuche me convidou para ir para sua casa iria me dar hospedagem e incluso cafè da manha. Seu marido e sua máe era Rappa Nui e movaram là. Là em sua casa conheci sua familia e seu marido fazia os moais e vendia outras artesanias. Sua mae apareceu logo em seguida e me levou para o mato. Uma figura, quase na escuridao total saimos eu ela , com seus 65 anos, e tres cachorros. No meio do mato para procurar seus gados. Por sorte eu tinha lanterna no celular, e mesmo com a bateria acabando seguimos naquela escuridáo. Depois voltamos pegamos a lanterna e sua máe queria me levar para conhecer o mar. Seguimos por mais duas horas no meio do matagal. Foi uma experiencia incrível com aquela Rappa Nui me contando  historias e lendas de seu povo.  Gostei muito de conhecê-la e ver que nao tinha medo de nada. 

Depois voltamos e eu tomei um banho de caneca, pois a agua estava fria. 

28 de junho

No café da manha outra surpreza.  Depois de colocar pao e café na mesa a minha amiga mapuche veio com um prato de carne de cavalo para acompanhar. Confesso que foi um pouco indigesto para aquela hora da manha e eu pensando no cavalo, coitado. O gosto era bom, como meio bife de vaca e meio figado. 

Segui para Puerto Saavedra e là chegando contactei o Leandro que dias atras me disse que poderia ficar em sua casa. Depois fui ao seu trabalho e ele me levou para sua casa para almoçar. Conheci sua filha linda de 1 ano. Depois ele voltou para o trabalho e eu fui tirar algumas fotos da cidade. Na volta passei em seu trabalho. Saìmos e eles me deixou na casa de seus pais, onde eu iria passar a noite.

Eles haviam um  nègòcio ao lado onde moravam e tambèm tinha lan house onde eu escrevi o blog. Conversei com seu pai e depois fui convidade para fazer um lanche. Mais uma familia bem bacana que conheci. Depois chegou seu irmáo que tambèm fazia cicloturismo. E me mostrou seus alforges ortlieb. 

29 de junho

Fui ver a dança de cueca ( dança tipica do chile) . Depois segui para Tirua. Como enfrentei ripio e ja sai tarde fiquei a 30 km. Passei em uma lanchonete já quase anoitecendo e perguntei por alguma hospedagem. Me informaram mais 2km em uma escola. Rani era inspetora de alunos e nao so me deu alojamento como nao cobrou nada. E ainda me ofereceu lanche e cafe da manha de graça. 

30 de junho

Sai cedo e cheguei cedo a Tirua. Acabei almoçando bem barato em um restaurante. Tentei ficar na casa de minha couchsurfing mais ela trabalhava ate tarde. Acabei ficando em uma pensao que nao havia internet mais um otimo jantar incluso, charcican e frango.

01 de julho

Hoje um dia especial 6 meses de viagem. Pedalei quase 70 km ate Canete. E fiquei em um hostal meia boca. Com internet muito ruim e quarto bem pequeno. 

02 de julho

Fui ate Curanilahue. Onde fiquei no residencial 958 do Sr. Antonio, sua esposa e mae. Ao contrario dia anterior esse alojamento possuia muito espaço. Deu ate para eu colocar a bicicleta dentro e resolvi ficar mais um dia. 

03 de julho

Continuei em Curanilahue. Aproveitei para descansar. Pois já havia quase uma semana direto de pedal.  A internet era boa e vi o jogo do flamengo x corinthians. Sai tambem para tirar fotos e ir ao mercado.

04 de julho

Fui ate coronel. Algumas subidas ingremes mais como a estrada era boa consegui pedalar bastante. Fiquei no residencial monica. Um lugar bem simples. A recepcionista não sabia nem se tinha internet. A noite me disse se iria sair pois iria trancar a hospedagem e ir embora e so voltaria dia seguinte. Surreal. Aparentemente so tinha eu na hospedagem. 

05 de julho

Dia de ir a Concepcion, a segunda cidade mais importante do chile depois de Santiago.  Nao havia que pedalar muito porem o transito nos 15 km finais era intenso, e caminhoes e carros passavam por mim bem perto. Mais segui tranquilo porem verifiquei que minha roda estava rachada. Ocasionada possivelmente pelo desgaste da sapata de freio que ja estava no aço, quase sem a borracha que fazia-a freir. Isso fez com que esquentasse a roda. Mais consegui chegar a cidade. La, depois de passar pela linda ponte, cheguei a uma rua chamada maipu, que havia diversas lojas de bicicletas porem so uma, a do Manolo(Taller de bicicletas), a segunda da rua do lado esquerdo conseguiu ver soluçao para o problema. 

As outras não quiseram fazer pois dava muito trabalho e preferiam vender. Deixei as coisas na casa de Olivia, minha couch, e voltei la. Deixando novamente a bike para pegar no dia seguinte. Depois voltei e fui com Olivia passear um pouco  pela cidade, acabamos vendo um violinista tocando e com um boneco que ele criou tocando piano a sua frente, muito bonito. Depois fomos jantar no restaurante "embora", um bije a lo pobre com fritas e ovo. Muito bom. Olivia e muito simpatica e me senti em casa. 

06 de Julho

Sai para  conhecer a cidade. Me pareceu moderna, com ciclovias, parques, museus. Era conhecida como a Cidade Universitaria, pela quatidades de estudantes e Universidades. 

Fui a Pinaconteca ver um mural lindissimo sobre a America Latina e tambem esposiçao de quadros. Depois fui visitar de onibus a cidade de Talcahuano e Caleta Tumbes. Saquei fotos e almocei mariscos. 

Depois voltei e peguei a bicicleta. 

07 de julho

Fomos almoçar com sua amiga Vanessa um Pastel de papas( especie de pure com carne desfiada). Na volta sua a amiga de minha couch Vanessa me presentiou com um mapa do chile. 

A noite fui com minha couch Olivia a uma feira Artesanal, a noite fiz um jantar de despedida para Olivia.

08 de julho

Segui para Tomé. Algumas subidas. CHeguei cedo as 15 horas e me deparei com uma praia na cidade ao chegar. Muitos Leoes marinhos na areia. .Eperei meu couch Abel ate umas 20 horas e  conversei com um morador pinguço ate meu couch apareer. Subimos uma ladeira ingreme. Sua Mae Luzumira estava nos esperando com porotos com rienda( uma espécie de macarrão com feijão). Muito simpática sua mãe, parecia que eu já a conhecia a anos, sempre sorridente. Depois comemos uma marmelada caseira que ela tinha feito. 

09 de julho

Fomos a feira para eu comprar alguma coisa antes de partir. Depois abel foi comigo ate uns 3 km pedalando com sua bike dobravel. Ai eu parti sozinho pelo ripio. Duro trajeto ate Vegas de Itata. Procurei um alojamento e nao encontrei. Parei em um bar e eles me indicaram ir até a policia. Fui lá e expliquei a situação. Acabei tomando uma carona no carro da policia, dobrei a bike e coloquei na mala onde geralmente iam os presos.  Fui ate a cidade Coelemu pois tinha um outro policial que iria ser subistituido e me deu uma carona. 

Cheguei la e pensao castelon onde passei a noite. 

10 de julho

Dia de muita chuva e acabei ficando na pensao  nesse domingo. Pela manha vi o jogo do flamengo pela internet e a tarde na tv portugal ganhar pela primeira vez a Eurocopa da França. 

11 de julho

Fui para Quirihue e cheguei cedo. Na hospedagem que era tambem restaurante ainda tinha uma cazuela de frango que almocei. Depois fiquei conversando com a filha da dona que era tambem professora de educaçao fisica e gostava de viajar. A noite vi dois bons filmes na tv. Um , a teoria o amor e outro o apostador.

12 de julho

Cheguei em Cauquenes e fui muito recebido por Christian e familia. Os dois eram jovens, deviam ter uns 43 anos  ja tinham uma filha de 20 anos que morava em Santiago e um  jovem de 15 anos. Christian já tinha usado muito o couchsurfing em suas viagens e resolvei retribuir da melhor maneira. Deixando um quarto so para os couchsurfing. Tambem nao deixava faltar nada e tive almoço, café da manha e janta da melhor qualidade. Resumundo um hotel 5 estrelas do couchsurfing. Sua esposa gostava de viajar mais preferia um pouco mais de conforto em um hostel ou hotel, viajava com o filho. A empregada Helena tambem  muito gentil me recebeu quando cheguei e lavou minha roupa. O que eu queria mais. Conversamos e comemos uma pizza. Nao tenho como agradecer tanta gentileza. Resta so seguir e recordar de mais esse momento especial. 

13 de julho

Christian viajou e fiquei em sua casa com seu filho, esposa e empregada. Almocei cazuela de carne e a noite um once ( lanche chileno) que subistitui a janta. Choveu o dia todo e resolvi ficar. 

14 de Julho

Depois de mais um delicioso café da manha com cereais e frutas segui para Chanco para ficar na casa de Karina do couchsurfing. Chegando la fui muito bem recebido. Era um escritorio de arquitetura em que funcionava a empresa e a casa onde viviam mais duas arquitetas. Uma delas Sandra me recebeu tambem muito bem. Tambem trabalhavam la dois estagiarios de Santiago. 

15 de Julho

Permaneci em chanco onde fui a praia depois de uma caminhada de 40 minutos por uma trilha. A cidade é bem tranquila e gostosa. 

Depois fui ao mercado e Karina me contactou por whatsapp se nao iria almoçar. Disse que sim, comprei algumas coisas e na volta almocei  na mesa coletiva com todos da empresa. Cerca de 6 pessoas. 

Depois a tarde as Karina me deixou em Pelluhue de carro pois ela e as outras meninas iriam trabalhar pela area. Visitei a praia e sentei no banco para ver o mar. 

Depois voltei de coletivo(taxi que pagamos o mesmo que onibus) ate Chanco. 

A noite Karina me convidou para jantar em sua casa. Onde eu estava era o escritoria em que ela trabalhava como Arquiteta e tabem empresa. Onde as 4 mulheres trabalhavam. Uma cidade pequena, e essas meninas fortes e determinadas é bonito de ver. 

Comi uma rica carne que compartimos com vinho e depois um charuto da republica dominicana, muita convera conversa e a noite ficou animada. . . Mais tarde chegou seu amigo com outras amigas de Santiago que estava fazendo uma vizita. Depois fomos a discoteca local e dançamos muito. Obrigado mais uma vez pela maravilhosa noite. 

 

16 de julho

Dia de ressaca e descanso.

17 de julho

Ia sair para Constituicion mais choveu o dia todo. Acabei ficando mais um dia. Fui a feira da cidade e comprei frutas, verduras e legumes. Vi uns filmes no netflix muito engraçados. A noite a amiga espanhola que tambèm era arquiteta e trabalhava e morava no escritorio casa chegou. Compartilhei com Karina e a Espanhola e comemos cholgas(um marisco) com limao de pica(cidade  ao norte do chile).

18 de julho

Despei do pessoal e segui para Constituicion. Um dia bonito de sol e calor. Jà etava atè desacostumado. Meu pneu furou a 10 km do inìcio. 

Segui pedalando pela estrada e sem acostamento a maior part do tempo. Parei para almoçar abacate com pão em uma parada de onibus. Chegou um chileno com suas duas filhas que faziam faculdade de arquitetura. Viu minha bike eu disse de onde vinha e ele disse que eu deveria ter tido uma briga por ter abandonado minha familia e esta viajando de bike. E eu disse que pelo contrario eu agradecia a eles por me estar apoiando nessa viagem tão incrivel de descobrimento, conhecimento e muita felicidade. Depois dei uma foto da viagem a eles e no final ele e suas filhas diziam que quando eu voltar poderia ficar na pensão que eles tinham de graça e que ele tinha essa vontade tambèm de fazer o que eu estava fazendo. Mais um momento interessante nessa viagem.

Continuei  o pedal e cheguei em Constituicion umas 16hs. Havia combinado com Pablo do couchsurfing que iria me pegar na praça as 18:30. Aproveitei para ir ao restaurante e almoçar. 

Depois sai e esperei na praça principal. Pablo chegou e fomos caminhando até sua casa. Ele era Engenheiro e também cicloturista. Estava esperando tambèm a sua hora de sair do trabalho e viajar pelo mundo. Tambèm não via mais sentido na sociedade doentia, consumista. Muito bem articulado falamos de politica do chile e compartilhamos um jantar em sua casa depois de irmos ao mercado. 

19 de julho

Acordei ainda tudo escuro.  Segui o concelho de Pablo e peguei um trem de constituicion até Talca. Uma viagem linda de 3 horas e meia por uma das ultimas linhas de trem do Chile. O governo do chile preferiu manter a linha do trem  que saia mais barato do que fazer uma estrada. O trem seguia em ritmo lento e passava por vilarejos e locais com simples casas, pontes, montanhas, lagos. Uma volta no tempo. Linda viagem. Pessoas do campo que traziam produtos para vender na feira de concepcion tambèm pegavam o trem. O trem saia duas vezes ao dia uma as 07:15 e outro as 16:40. Voltei no trem da tarde.

A noite jantei na casa de Pablo.

20 de julho

Fui em direçao a Duao onde me hospedei em um restaurante hotel em frente a praia. Com um dono super gente fina. Lembrava-me sempre do Romario, jogador do brasil.  A pensao  nao possuia internet em compensação uma linda vista para o mar e um lindo por do sol. Preferi trocar a internet pela linda vista. 

21 de julho

A intensão era ir até Pichilemu porem a montanha que tive que subir com ripio so me permitiu ir ate Bocalemo. E ai fiz o certo pois já estava indo em direçao a pichilemu e voltei pois ja estava ficando sem agua e escurecendo.

22 de julho

Fui ate pichilemu e fique no hostel Kueen. Como disse que era do couchsurfing nao paguei. Fui ao mercado comprar coisas caloricas para repor a energia. Tambem comi um gostoso peixe no restaurante com arroz e salada.

Depois segui e fui ate a biblioteca. Lá havia wifi livre. Contactei Jose Luis do Hostel Kuyen e fui para lá. Descansei e depois fui ao mercado.

23 de julho

Fui ate litueche . Dia todo chuvendo e fiquei na pizzaria e pensao onde depois de chegar comi uma excelente pizza de frutos do mar. 

24 de julho

Segui para Melipilla ainda com chuva e muita subida e descida.  Fiquei na casa da minha couch Katherinne que tinha tambem um negocio. Vendia deliciosas empanadas. Comi uma quando cheguei. Conversamos e depois fui dormir.

25 de julho

DIa de ir para Santiago. Um dia duro. Sorte que nao choveu e a estrada era boa. Segui no bom acostamento. Iria para casa de Pilar amiga de uma couch Mariela que fiquei em Puerto Varas. Me perdi em Santiago e quando vi tinha que pedalar mais uns 20 km no transito feroz de santiago hora indo pela ciclovia ou com os carros nervosos. Cheguei a noite na casa de Pilar e fui bem recebido.

Pilar era muito viajada e conversamos bastante. 

Depois de quase 6 meses e 25 dias e quase 7 mil km cheguei a santiago. Agora irei ao Rio de aviao do dia 28 de julho a 28 de agosto e deixarei a bike com as coisas em Santiago. Na volta irei para o Deserto do atacama. Agradeco a todos que contribuem ou contribuiram com esta viagem. Serei eternamente grato.

26 de julho

Fui com minha amiga pilar passear de carro e seu cão por algumas ruas e praças de Santiago. Tiramos fotos, almoçamos panquecas e tomamos sorvete. Depois uma ida ao shopping. Um dia muito legal com uma pessoa especia.

 

28 de julho a 28 de agosto

Férias no Rio para as olimpiadas, voltando para Santiago de avião

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Chiloe

29/04/2016 10:00

Sai já umas 10 horas com destino a Chiloé. Eram 70 km de pedal, mais o asfalto era bom e fui em uma boa velocidade. Chegue a Pargua para cruzar de barco a ilha umas 4 e meia e ja estava saindo um barco. Conheci no barco um casal de chileno que também estava vindo da Patagoônia e vinham conhecer CHiloé. 

Já na ilha pedalei pouco nesse dia, pois não queria pedalar a noite. Parei na Villa Chacao um lugar que parece que parou no tempo. Linda igreja e casas com madeira de Tejuelas feitas a muito tempo e que hoje em dia estão proibidas de serem feitas. Vacas passavam por mim nas ruas e havia pouca gente na rua. Algumas lindas casas de artesanato. Perguntei em um restaurante onde poderia alojar e me indicaram a Igreja. Lá chegando o padre não estava, acabei indo para a pensão e hospedagem Rosita da dona Maruja. Lá fui muito bem recebido e fiquei em um quarto sozinho onde havia 4 camas e banheiro. 

casa feita em tijuela

30 de Abril

Dormi muito. E fui tomar o café da manha incluso. Café, pão, geleia. Não havia hora para sair da pensão. Diferente dos hostais e pensões que havia passado esse poderia sair quando quiser. Decididamente é uma cidade que parou no tempo. Fui para Ancud onde encontrei um hostal barato por 6 mil pesos no centro da cidade. 

1 de Maio

Sai com chuva e tive problemas com  a camara que esvaziou duas vezes. Mais não posso reclamar pois a muito tempo não tenho os problemas de esvaziar o pneu que tinha na patagonia. 

Hoje fazem 4 meses de viagem e sigo firme em forte nesse meu destino de conhecimento e autoconhecimento. Agradeço de certa forma quem me ajudou até agora cruzando meu caminho e quem me ajuda de certa forma para que o projeto siga em frente. 

Cheguei a 30 km de Castro em Dalcahue na pensão(hospedage) da do na Margarita. Já estava quase escurecendo e foi por pouco. 

Tive roupa lavada e fiz meu jantar na comida a lenha. As vezes achamos caro hostel ou hospedagem mais pensando bem muitas vezes não é, pois em muitos casos temos café da manhã, ganhamos doce, pão , roupa lavada. Isso tudo tive nessa pensão. Ainda ganhei uma garrafa de agua e umas maças para levar. 

2 de maio

Depois do café da manhã de dona Margarita segui até Castro. Cheguei cedo a cidade e rodei um pouco até encontrar um hostal bonito e bem pintado artisticamente e tive que ficar lá, chamado hostalomera.  Tirei algumas fotos das casas em palafitos ( construções, muitas com mais de 100 anos com estacas em lagos). 

Almocei no restaurante do hostel, uma especie de canja sem arroz de entrada e depois um pure com carne e legumes e um refresco.

3 de maio

Fui até Chonchi e depois de barco atravesei para ilha Lemuy e fui até puqueldon onde fiquei na hospedagem da dona Flor. Passei por umas tres barricadas de pescadores que faziam protestos contra as empresas de salmão que poluiam a água.  Mais bicicleta passa, só carro que não. 

4 de maio

Saí da ilha e fui até Queilén, e já enfrentei uma barricada de pescadores com pneus pegando fogo. A estrada depois disso estava quase sem carro e uma paisagem tranquila até a hospedagem San Sebastian. 

5 de maio

A intensão era voltar de ônibus mais devido a manifestação dos pescadores não saia onibus e não tinha previsão de quando. Então tive que voltar pedalando. Chuvia e as subidas eram muitas. Colocava a roupa de chuva e como não era constante a garoa retirava a roupa pois esquentava muito ao pedalar. Parei para almoçar arroz com feijão preto que comprei no mercado em caixa. Só assim consegui comer feijão preto, se chamava porotos e vinha em uma caixinha pronto. Sò tive que fazer o arroz na vespera. 

Muitos cachorros nas casas latiam quando eu passava, mais sorte que estavam presos. Um dele estava solto e ficava latindo e chegando perto da bike. Eu dizia para ele sair e ele continuava latindo, nisso depois de algum tempo um outro cachorro chegou e impediu o cão que latia de continuar e pulou no seu pescoço para ele parar de latir e eu segui o caminho, foi impressionante a cena, parecia que ele via que eu era boa pessoa e dizia para o outro cão, basta. 

Segui até chonchi, passei por mais duas barricadas de pescadores que impediam a pasagem dos carros com seus pneus em fogo na estrada. 

fiquei em um hostal bem bonito, de uma cor verde de frente para o mar e  com um bom preço, hostal Emarley. Uma casa antiga com quartos grandes. 

6 de maio

descanso

7 de maio

Foi um dia especial. Saí de chonchi no bonito hostel e segui em direção a Castro para se encontrar com minha nova amiga do Couchshirfing Ana. Novamente passei por algumas barricadas de pescadores e siimpatizantes pela causa da "maré roja", como se chama a crise pela contaminação do mar pelas empresas de salmão. Desta vez tirei fotos com os pescadores e não só passei como fazia antes. Deve ser a 10 barricada que passei e já ia me acostumando.  Vi algumas pessoas caminhando nas ruas, coisa rara por aqui, pois não havia onibus e poucos carros. 

Cheguei na casa de minha amiga a tarde em uma bonita rua com casas coloridas e em frente ao mar. Sua casa era bem artistica e ao lado era feita de tijuelas, uma madeira antiga que esta sendo proibida hoje de fazer novas casas. 

Já cheguei em ritimo de ativismo. Poucos minutos ativistas ammigos e amigas dela chegaram para fazer "sopa de pilla", um pão frito para levar aos ativistas e pescadores que se encontravam nas barricadas. A noite fui com suas amigas para entregar os pães.  Muitos cartazes contra as salmoneras que contaminaram o mar com peixes com uma bactéria que havia neles. Ao invés de jogar no lixo jogaram a uma certa distância do mar, mais não adiantou, contaminando o mar e outros peixes. Produtos que alimentavam a população e são o sustento dos pescadores. 

Sigo aqui pois não tem barco para voltar, decididamente estou ilhado na ilha de Chiloé.

Os chilenos se uniram como muito tempo não se via, mais a mídia ( podre em todos os países) não fala nada do ocorrido. Sempre favorecendo aos grandes empresários e poderosos. 

8 de maio

dia de descanso

9 de maio

Sai de Castro com destino a Ancud, mais fiquei no meio do caminho. Muito problemas de pneu esvaziando e como ja sai muito tarde fiquei em um hospedagem a 50 km de Ancud

10 de maio

Sai cedo cheguei a tarde e fui direto para a loja de bike. Comprei 1 camara reserva e coloquei freio a disco dianteiro, com o traseiro ficando o freio comum v-brake. A minha amiga do couchsurfing Jessica foi me encontrar e fomos para sua casa a pé.

11 a 13 de maio

Descansar

14 e 15 de maio

Um final de semana de bike sem peso com Jessica até as praias de Ancud. Foram 50 km de linda praia. Polucue e Lechaga. Cercada de rochas e algas. Foi um fim de semana bem legal com essa pessoa especial. 

16 e 17 de maio

descanso

18 de maio

Depois de 19 dias em Chiloe decidi tentar atravessar a barca para seguir até Puerto Montt na casa de meu amigo Sebastian que ja havia me recebido antes de eu partir para a ilha. 

Foram dias incríveis na ilha. Pessoas especiais como Jéssica e Anita e outras muitas que conheci. Jamais esquecerei esse lugar não gostoso de ficar. Mais  viagem tem que seguir e segui pela Rota Panamericana Sur, rota 5 até as barcas. Saí de casa umas 8:30 . Lá chegando não tinha previsão de que horas as barcas sairiam.  Um garoto chegou até mim e gostou muito da bicicleta, ele morava nas cercanias e ficamos conversando. Alguns minutos fiquei sabendo que um barco ia sair logo. Dei muita sorte pois poderia ficar esperando até a noite. Entrei no barco junto com alguns caminhões e carros e paguei os 2500 pesos. Depois resolvi que iria tentar chegar até Puerto Montt. Parei em um restaurante e comi uma mistura de canja com batata e de acompanhamento salada e suco. Depois disso segui. Segui pela estrada Panamericana Sur, uma estrada muito boa e  em ritimo forte cheguei a Puerto Montt quase anoitecendo, depois não sei porque peguei o caminho para o Aeroporto quando PUerto montt era para o outro lado. Minha lanterna não estava muito firme e segui prendendo ela com a ajuda da mão esquerda o guidão . Muitos carros passavam por mim essa hora e eu pedalava atento. Cheguei ao aeroporto e tive que pegar um onibus até a rodoviaria, mais uns 30 minutos. Ja eram 19hs.  A bike entrou no bagageiro do onibus sem tirar um alforge, so dobrando. Como conseguiu isso, nem sei ao certo, mais cabeu. 

Tirei a bike do onibus na rodoviaria e so tive o trabalho de sair pedalando até a casa de Sebastian que já havia me recebido alguns dias antes de eu ir para a Ilha. 

Passei antes em uma padaria e comprei alguma coisa para levar. CHeguei em sua casa depois de empurrar a bike por uma ladeira de barro e pedra. 

Sebastião me recebeu com todo carinho e conhecimento de um viajante andarinho que também conhece um pessoa que também é aventureiro por esse mundo (putz essa foi forte). 

Cheguei e ele ainda fez um hamburger para nós comermos com arroz. Depois conversamos, tomei um banho, jogamos um video game nintendo bem antigo e depois de levar uma surra no video game fui dormir.

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Patagônia Argentina 2 - El Chalten a Ushuaia

26/03/2016 18:54
19 de março
Acordamos as 3 da manhã. A dona do estabelecimento  deixou ficarmos na cama do estabelecimento e pagarmos somente preço de camping. Com isso guardamos tudo no dia anterior e deixamos a bike pronta. 
As 4 da manhã eu , lucia e o casal de japoneses já estavamos saindo no escuro  com as bicicletas iluminadas e pedalando no rípio por 7 km. 
Chegamos as 5:15 no local com o barco saindo as 6 horas. Logo em seguida chegou uma van com outros mochileiros.  
O barco não era grande, as bicicletas ficaram do lado de fora e entramos para o local fechado, onde tinha alguns lugares para sentar. Logo em seguida um dos tripulantes veio avisar que ainda restavam dois lugares no porão com beliches para dormir. Aproveitei que ninguém quiz ir e desci por uma escada, ascendendo minha lanterna pois estava uma escuridão total. Chegamos as 10hs.
Começamos a pedalar e logo em seguida uma subida muito ingreme.   Passamos pelo posto de fronteira chile/argentina para carimbar o passaporte e o casal de japoneses já estava lá aguardando o cavalo para levar suas coisas. A trilha era muito dura e difícil, feita praticamente empurrando a bicicleta.  No caminho muitas pedras, troncos caídos, lama. Passamos pelos mochileiros que estavam no barco quando deu para pedalar e logo em seguida eles nos passaram no trecho mais difícil quando tivemos que empurrar. Lucia sofria para empurrar a pesada bicicleta. 
Chegamos quase as 17:15 para pegar o outro barco.  Eu estava sem dinheiro e fiquei de pagar en El chalten depois de pegar dinheiro no banco. 
Ficamos acampados 2km depois de sair do barco. Eu , Gustavo e Lucia perto do rio em um bosque. 
Estavos muito cansados e as 21 horas todos ja estavam em suas barracas dormindo, depois de jantar.  Dormi 10 horas de sono profundo na barraca. Podia chover, cair arvore, ventar, vir Puma que eu continuaria dormindo. 
 
20 de março
 
Saímos as 11 horas em um rípio muito ruim mais em linha reta sem subida. E com vento a favor. A bicicleta parecia que iria se desmontar.  Chegamos a El Chalten as 15 horas . Passamos no banco , depois mercado e em seguida fomos para casa del Ciclista.  En el chalten o Pneu de BMX rasgou e tive que trocar. 
Chegamos a casa del ciclista, um local pequeno mais distinto, aconchegante e com diversos cicloturistas. Vicent estava lá por alguns dias e outros amigos Franceses que encontrei e passaram por mim alguns dias antes.  Depois comemos um jantar compartilhado, cada dia uma pessoa fazia o jantar. 
 
21 de março
Dia de descanso mais nem por isso produtivo. Comprei uma linha para costurar o pneu, também aproveitei para lavar a bike. Logo depois chegou no camping umas 10 pessoas. Entre eles Pedro e Susana e o casal de japoneses, também um chilenos que encontrei a muitos dias atras em Puyuhuapi. Depois a Escocesa que estava viajado a 2 anos fez um jantar para todos com o nome Mince  and Tatties que era umas batatas com carnes. Estava muito gostoso. 
 
22 de março
 
Outro dia  de descanso Dia de eu e Lucia fazermos a comida para todos. Como outra pessoa iria trazer farinha compramos outros ingredientes. Dia de maior vento de minha vida, para chegar ao mercado quase o vento me joga no chão. Será que emagreci tanto assim, rs. 
Fizemos uma panela de arroz e 6 pizzas variadas. Tinha menos pessoas já que vincent e os Franceses haviam partido cedo. 
 
23 de março
Outro dia de desanso. Fomos fazer uma trilha leve.  Dormi cedo. 
 
24 de março
 
Dia de partir . Saí em direção a El Calafate. Vento a favor, uma estrada sem fim. Paisagem linda e fotos e mais fotos. Deu para fazer 110 km.  Os Americanos Danny Y Tamara que viajavam a 2 anos do Alaska ate ushuaia passaram por mim e combinamos de nos encontrar em frente ao hotel La Leona para ver se poderia acampar lá.  Para acampar era 148 pesos e achamos caro. Decidimos acampar do outro lado da ponte , em frente ao rio em um buraco protegido do vento. Pedro e Susana chegaram e fomos acampar lá. Antes disso entrei no hotel e comprei uns alfajores.
Lucia fiou en El Chalten. Preferia continuar pedalando com ela. É melhor pois compartilhamos. Apesar de que quado estou sozinho tiro mais fotos. Mais entendo seus motivos. Estava procurando emprego no local e meu  projeto de viagem era outro e mais longo. 
 
25 de março
Ainda faltava 110 km para El calafate. Danny y Tamara sairam  na frente, muito simpático os americanos e me deram muitas dicas de países que inda irei passar. Tirei fotos de alguns guanacos( animais específicos da região).A 70 km parei em um abrigo e casa abandonada e acampei.
 
26 de março
Foi o nascer do sol mais bonito que vi na viagem ao acordar. Valeu apenas estar ali. O lugar foi muito tranquilo para acampar  e nem vento teve. 
Fiz  macarrão e comi batata com queijo de café da manhã. Minha comida estava acabando.  Antes de fazer os 30 km da cidade parei comi meu macarrão. 
 
Cheguei cedo a El Calafate . Encontrei Pedro e Susana. Fiquei em um hostel chamado las carretas com um bom preço, um pouco mais caro do que o camping. 
 
27 de março
Dia de descanso. Cocheci uma Argentina que morava perto de Bariloche, seu nome Flor Gomez, muito simpática e estava viajando só com sua mochila gigante. Ao sair para passear vi um cicloturista e sempre somos solidarios a quem viaja de bike. José era um espanhol e idiquei o hostel que eu estava. Ele estava viajando de ushuaia ao alaska, já tinha experiencia em viagem de bike e já tinha ido da Espanha a China de bike. 
Também no hostel havia uma dinamarqueza muito simpática por sinal. 
 
28 de março
Tentamos eu e josé irmos ao Perito Moreto, geleira de carona. Mais não fomos felizes. Saímos tarde, pouco carro , chuva. Na verdade não estava muito a fim de ir. A máfia das agências de turismo cobram um absurdo para levar lá e na rodoviaria também. 
 
29 de março
Saí as 10:15 e tive que voltar 30 km do que tinha feito para chegar a El Calafate. O vento estava a favor e a bicicleta estava voando e a pequena bateu o recorde de velocidade na reta 52 km. Fiz 90 km e fiquei no posto AGPV, lá pedi abrigo. Logo em seguida chegou um cicloturista espanhol e outro ingles. Eles também pediram para colocar sua barraca. 
 
30 de março
Saí cedo e fiz 70 km em 3 horas, o vento estava a favor e a bicicleta voava. Cheguei  a La Esperanza e almocei no posto de combustível. O espanhol estava lá e já  estava descansando. Comprei uns chocolates e depois foi ao outro lado e comprei maça, feijão ( que não comia a muito tempo) e ervilha para levar. 
Depois ao retomar a viagem o vento estava contra e o que estava maravilhoso mudou de cara. A bike ia quase como se fosse subida, bem lenta. Fiz 25 km e pedi abrigo em uma casa que encontrei. O dono me deixou dormir em uma das casas que havia umas camas com uns colchões velhos. Coloquei minha bike la dentro e só retirei saco de dormir da minha bolsa. 
 
31 de março
 
Acorderi e olhei para fora da janela. O nascer do sol estava muito bonito.  Dentro da casa a madrugada foi fria , fez 2,5 graus. Nem imagino quantos graus estava fora da casa se eu estivesse acampado. 
Saí as 9 horas e o termômetro marcava -1 graus. Até meio dia sem vento e rendi bem. Depois vento contra, chuva de granizo e difícil controla a bicicleta. Parei no posto de Tapi Aike, e segui, foi um erro pois deveria ter pedido logo abrigo ali. Oito quilometros depois voltei e pedi abrigo ao lado da polícia. Que me concedeu a acampar em um galpão. 
 
01 de Abril
 
Hoje faz 3 meses do início da viagem.  Muitas aventuras, pessoas maravilhosas no caminho e momentos inesquecíveis. Só tenho a agradecer a todos e que continue assim. 
Duas horas de pedal  e a temperatura marcava 3 graus.  
Saí cedo, mais o vento contra que no dia anterior iniciou meio dia, nesse dia estava desde cedo me acompanhando. Duas horas de pedal e a temperatura marcava 3 graus. O vento contra fazia a sensação térmica ir para baixo de zero. E eu todo agasalhado e com as mãos congeladas, mesmo com luvas. Estava difícil de controlar a bicicleta  e constantemente era jogada para o meio da pista dos carros. Quando parava para beber agua o corpo esfriava muito . Como em primeiro lugar vem a saúde e a aventura e depois a loucura resolvi parar e pedir uma carona. Uma picape de um morador da patagonia  que coincidentemente estava com uma bike no carro para pedalar em El Turbio me deu uma carona nos restantes 60 km. Depois segui pedalando por duas horas até Puerto Natales, e passei novamente a fronteira para o Chile.  
e cheguei no hostel camping do josmar 2. 
 
02 de abril
Decidi no dia anterior que ria fazer a trilha de 8 dias pelo parque Torre del Paine.  Josmar o dono me emprestou uma mochilia do tipo mochileiro , aquelas enormes que dá para colocar barraca, saco de dormir, comida e etc. O mais difícil era acostumar com aquilio tudo nas costas sobretudo para cicloturistas como eu que fazem sempre a viagem com o peso no bagageiro.
 
3 a 9 de abril
 
Esses foram os dias que praticamente "morei" no parque. Levava tudo nas costas e fiz a rota O que percorria um bonito trajeto pelo parque. 
Saímos cedo, 7 horas da manhã e fomos de Vã ate a rodoviaria para pegar um ônibus até o Parque, mais 2 horas. No ônibus mochileiros do  mundo todo.  Entraram no ônibus Danny Y Tamara os americanos cicloturistas que viajavam de bke também. E fizemos alguns trajetos juntos. 
 
O primeiro dia foi de costume com aquela mochila pesada, dor nas costas e ombro. Mais trajeto muito bonito. Depois do segundo dia melhorou mais não digo que ficou confortável aquele peso nas costas. Decido que iria tentar fazer a rota e parar em somente camping grátis. E teve dia que fiz 11 horas de caminhada. Paisagens deslumbrantes, lagos, geleiras, glaciares, e tudo que a natureza podia proporcionar de melhor estavam ali. 
 
A comida tinha que ser racionada para dar pelos dias.  Levei farinha de trigo para fazer um pão que aprendi faze com o casal argentino que conheci na estrada. 
 
No final deu tudo certo e fiz o trajeto em 7 dias, dormindo em um camping pago somente como o normal seria 4. Optei por fazer trajetos mais longos e por isso paguei só um camping. Foram 5 dias sem banho pois os campings grátis não havia ducha. 
 
Mais valeu a pena toda essa diferente aventura .
 
Voltei para o camping de josmar 2 onde passarei alguns dias para recuperar energia, dormir e comer melhor. 
 
 
 
10 a 12 de abril
 
Descanso
 
13 de abril
 
Saí já tarde.  Uma hora da tarde. Pedalei 50 km. Mais confesso que ainda não estou recuperado de Torres del Paine. Pedi abrigo na estância do Jimmy do Sr. Edgar. Coloquei minha barraca e dormi muito.
 
14 de Abril
 
Pedalei bem, 80 km. E pedi abrigo para um senhor que estava saindo de carro. Pediu para esperar ,e quando voltou eu acampei lá. Fez um pouco mais de frio mais dormi bem. 
 
 
15 de abril
 
DIa difícil. Saí e não consegui pedalar mais que 5 km. Vento contra. Temperatura de zero graus. Muito frio. Encontrei uma casinha abrigo e fiquei lá por umas 3 horas. Almocei lá, lanchei. E nada da temperatura aumentar. Depois veio a tempestade de neve. Nossa se eu estivesse pedalando ia estar congelado. Foi sorte. Então ví que não podia pedalar com aquele frio. Pedi carona e fui até Punta Arenas  onde fiquei no hostel Chiloe.  Fui a zona franca que é a parte que vende tudo mais barato. Queria ver os preços de barraca e saco de dormir. Pois com esse frio não sei se meu saco de dormir vai dar conta do frio. O legal que peguei um taxi lotação que custa o mesmo preço que o onibus. Ele tem um numero e para entramos e já tem um preço fixo. Bem legal compartilhar o taxi com pessoas que nem conhecemos. Menos transito na cidade. 
 
16 de abril
 
Logo pela manha consegui contactar um couchsurfing Miguel que gentilmente  foi me pegar no hostel. Ele também gostava bastante de tecnologia e esporte. Depois fomos no mercado e shopping. Logo em seguida fomos resgatar um casal argentinos que estava viajando de carona e ia acampar na neve, e mais tarde chegou uma Austriaca que estava viajando a 1 ano por toda amarica do sul e central de onibus e aviao. 
A noite comemos , conversamos e da janela da casa de miguel vimos a neve cair. 
 
17 de Abril
 
Dia para conhecer um pouco a cidade.
 
18 de Abril
 
Saí com chuva e as vezes neve fina e peguei a rodovia 255 que levava em fim a terra del fuego e a Ushuaia. Pedi alojamento na Estância Inia Kampenaike que é também um centro de desenvolvimento e estudos tecnológicos de produção ovina mais importante da Patagônia. Havia algumas casas em um grande terreno. Me diriji a uma delas e falei com uma moça. DIsse que era viajante e se podia colocar minha barraca e sair dia seguinte cedo. Ela chamou o coordenador. Angel, super gente fina, não só não permitiu eu montar minha carpa e me dirigiu ao alojamente dos trabalhadores, lá eu poderia dormir em um dos beliches e também teria banho quente e depois jantar. Saiu melhor do que esperava. Jantei junto dos trabalhadores e depois fui dormir. 
 
19 de Abril
 
Segui até Punta Delgada onde atravessei de barco para Bahia Azul, início da Terra del Fuego. Lá fiquei abrigado no Complexo Bahia Azul com a permissão de Judith que trabalhava no complexo. Dentro do Complexo havia banheiro e Televisão ( a cabo). Acabei vendo umas notícias inclusive sobre o impchment da Dillma e o Presidente Maduro da Venezuela que dizia que o Golpe era uma ameaça ao povo da america do sul. Achei interessante essa visão. 
O Complexo era  um local que além de ter algumas informações turisticas  também servia de abrigo para  as pessoas poderem aguardar o barco sair. Ele geralmente saia de 30 em 30 minutos porém algumas  vezes, por causa do vento forte, deixava de sair em alguns horários, e no frio que ali fazia era  sempre bom ter um local tranquilo e quente para aguardar. 
As nove da noite tranca-se tudo e fiquei lá dentro sozinho, onde vi um pouco de televisão e coloquei meu isolante térmico colchão thermarest de 5cm (bem confortável e recomendo) e saco de dormir. E dormi super bem. 
 
20 de Abril
 
Pedalei até Rio Grande, já na Argentina. Nossa não entendo por que a Patagônia não poderia ser um país só, já não me lembro quantas vezes tive que passar de chile para argentina e vice versa desde o início da Patagônia. E aí para carimba o Passaporte, revista os alforges, era um pouco chato isso. Antes de chegar a Rio Grande e já quase anoitecendo peguei uma carona pois estava caindo muito a temperatura. Lá chegando me dirigi a uma praça onde tinha wi-fi. Estava fazendo frio e me agasalhei bem. Entrei em alguns couchsurfing e enviei algumas mensagens. Em seguida chegou uma pessoa de carro com sua filha Julieta e me perguntou se estava viajando. Jorge não só me levo para sua casa, também viajava de bicicleta, e tive também banho, jantar. Nossa é muito legal descobrir que ainda existe essas pessoas especiais que te ajudam quando mais precisam. Meu eterno agradecimento. Depois dormi em um quarto só para mim em uma ótima cama. Jorge trabalhava em uma plataforma de petróleo por 15 dias e os outros 15 dias ficava em casa com Julieta. Ele era desquitado e a menina ficava com sua mãe quando jorge trabalhava.  Uma menina super educada e inteligente, tocava violoncelo na escola e flauta. 
 
21 de Abril
 
Pela manha Jorge foi levar sua filha na escola e eu fiquei dormindo. Depois preparou um café da manhã com café com leite, que eu não tomava a muito tempo e croissant. Nossa que ainda me deu um pacote de nozes com passas para levar
Jorge ainda me deu uns parafusos para meus bagageiros que já estavam com problemas e frouxos. 
E depois seguiu comigo com sua bike até uns 10 km onde teve que voltar para pegar Julieta na escola. Nossa que pessoa bacaba. Muchas gracias amigo. E segui depois meu caminho muito agradecido e pensando nessas pessoas boas que cruzaram meu caminho. 
Logo em seguida cruzei com um Irlandes que estava vindo de Ushuaia e iria fazer a Patagônia. Sorte para ele pos irá pegar muito frio nessa época. 
Fui até Tolhuin e fiquei na casa do ciclista, que era um quarto com algumas camas onde Emilio da Padaria Union disponibilizava. ALém disso tinha wifi. Também ganhei um pedaço de frango para comer com meu arroz que fiz no fogão da padaria. Na parede do quarto diversos agradecimentos de pessoas do mundo todo dizendo que era a melhor padaria do mundo e coisas assim. 
 
22 de Abril
 
Conversei, antes de sair, com o funcionario Maximiliano que estava pintando o teto do depósito da padaria. A padaria era muito grande e havia diversos módulos e divididas em umas 3 casas. Max falava que era fã de música sertaneja e perguntou também de Roberto Carlos e de Xuxa. 
Em seguida fui até a entrada da Padaria, a outra casa,  onde vendiam os produtos. Lá chegando vi diversos pães, croissant, doces, chocolates. Estava só com peso chileno e perguntei se aceitava, e eles não aceitavam. Em seguida o funcionário Juan passou meu cartão de credito pré pago e consegui passar 100 pesos. E me deu o dinheiro para comprar pães. Escolhi pão, chocolate, croissant, alfajores. Quando ia pagar Juan não permitiu colocou mais alguns produtos e me deu tudo de graça. Nossa nem acreditei. Mais é isso meus amigos essas são a maioria das pessoas que temos no mundo. Grande coração. Basta ter vontade e acreditar que o mundo é coberto delas e não seguir o que jornais e televisão dizem que é a verdade. 
Fui até Ushuaia, enfim quase 2 meses e 10 dias desse incrível lugar. De pessoas especiais e natureza bruta. Um lugar incrível!!
Cheguei e fiquei no Hostel Lo de Momo, que uma amiga chilena que conheci no couchsurfing recomendou.
 
23 de Abril
 
Ushuaia em si não me atraiu muito. É uma cidade considerada grande para a Patagônia e com o apelo de compras e consumo que não gosto nada. Preferi mais antes de chegar com suas lindas montanhas e neve em volta da estrada, linda vista. 
Agora a tarefa era saber como voltar. Pois tinha vôo de Punta Arenas a Puerto Montt que consegui a preço de banana pela Sky Chile.
O ônibus levava umas 12 horas para chegar e cobrava uns 1000 pesos argentinos. Achei caro e resolver vir de carona e aí que começa a aventura de mais de 600 km.
Segui um pouco depois do centro da cidade. Consegui carona em uma pickup velha e cheguei a Rio Grande já no final da tarde. Ainda tentei outra carona mais já era tarde e pouco movimento de carro no sábado. Contactando um colega que tinha conhecido no couchsurfing antes de chegar a ushuaia, ele me recomendeou a Casa Azul de Graciela. Pedalei mais 12 km e cheguei. Graciella era uma senhroa de uns 60 anos. Mais uma pessoa incrível, uma artista e sua casa me lembrou Praia Seca onde morei com Margot e é claro  a Graciela lembrou muito Margot. Ela fazia muitas artes na casa, tinha uma tenda inorme tipo indio fora da casa que dava para umas 4 camas, incrível. Já tinha sido dona de um  hostel na cidade e agora morava nessa casa que eu apelidei de  hostel artistico e casa de cultura. Nossa ela reciclava, fazia tapete, plantava, recebia as pessoas, tinha uma cultura e era um ótimo papo. Foi ótimo ter ficado lá com ela. Depois fui dormir na cama dentro da cabana estilo  índio.
 
24 de Abril
 
Saí decidido a pegar a carona para a fronteira chilena San Sebastian e depois chegar a Bahia Azul e cruzar de barco e por aí vai. Não foi fácil, encontrei um alemão que também estava viajando de bike e tentando uma carona de volta. A bike dele tinha um carrinho atras com uma bolsa grande e sem alforge. Teoricamente era mais difícil mais eu resolvi seguir em frente e logo depois vejo um carro com ele passando de carona. 
Parei logo em seguida e o vento gelado me obrigou a colocar todas as blusas que tinha, umas 4 de manga comprida, além do gorro, duas calças e um lenço para tapar a cara. 
Já estava desistindo e voltando para o centro quando uma pickup parou e me levou até  a fronteira San Sebastian. Lá carimbei o passaporte e encontrei o alemão de bike. Ele havia conseguido no ônibus uma carona de graça até Punta Arenas. Vi um caminhão e resolvi perguntar se me dava uma carona até Bahia Azul e consegui. A bike foi na cama  do caminhoneiro que se localizava atras dos bancos. 
Cheguei a Bahia Azul e cruzamos de barco. Já era umas 20 horas e estava escuro. Lá entrei em um bar e perguntei sobre a possibilidade de abrigo. Me informaram para eu perguntar a responsável Maria que estava sentado em uma das mesas. Me apresentei e e ela me disse que poderia colocar minha barraca  no pátio ao lado. 
Coloquei minha barraca e ventava muito. Depois David que morava na casa ao lado apareceu na janela me perguntando se tinha agua quente. Ele travalhava na rádio local e era mochileiro. Agradeci e ele me deixou a garrafa térmica dele para eu fazer um chá.
Dentro da barraca parecia que havia um furacão que me acordava sempre, mais descansei um pouco.
 
25 de Abril
 
Tinha que chegar ao Aeroporto de Punta Arenas a uns 200 km de distância e cerca de umas 2 horas. Arrumei tudo, devolvi a garrafa para david e tomei um café que ele me deu.
Antes de esperar a primeira barca resolvi pedalar até um cruzamento onde passava mais carros e caminhões de outras cidades. Mais dei sorte pois o primeiro carro que passou fiz um sinal com o delo e consegui já uma carona. Melhor não poderia ser iria chegar cedo ao aeroporto e ainda com tempo para procurar uma embalagem para a bicicleta.  Cheguei não era nem meio dia e o voô estava marcado para as 4 da tarde. Conversei com a companhia que me deu um rolo enorme de plastico. Embalei a bike toda e esperei. 
Quando ia chegando no ckeck in o funcionario disse que teria que pagar por cada alforge 35 mil pesos, mais caro do que a passagem. Acabei pegando meu barbante e amarrando todos os alforges e bolsa. E paguei apenas um excesso de 35 mil e não 35 mil x 4. 
 
Cheguei a Puerto Montt e ia ficar na casa de Sebastian. Ele me disse  que teria que pegar um onibus quando chegasse ate a rodoviaria e de la iria a sua casa. Não tinha dinheiro chileno , só argentino, mais consegui pagar com ele o onibus. Depois pegamos um taxi e fomo ate a sua casa.
 
26 de Abril
 
Dia de descanso e de conhecer um pouco a cidade. Onde fui na casa de Arte Diego Rivera. Lá vi algumas exposições. Também havia alguns filmes grátis todas as terças, filmes alemães. Depois fui ao shopping Costanera onde comprei um chip chileno para meu celular. 
 
Fui também na livraria Le visage, na verdade um sebo. O primeiro que encontro depois de muito tempo. E comprei dois livros. 
 
27 de Abril
 
Fui ao Angelmo Mercado, lá encontra-se muito artesanato e também é idel para comprar Salmão barato. Mais barato que carne. E combinei com meu amigo Sebastian que iria comprar e ele ira fazer a noite. Comprei mais de 1 kg de salmão por pouco  mais de R$20. 
A noite comi o melhor salmão de minha vida com alguns temperos e por cima queijo artesanal que commprei e tomates. Que delicia. No Brasil o gosto é meio forte, penso eu que é porque não é tão fresco como o daqui. 
 
28 de Abril
 
A noite o vizinho de Sebastião que ia se mudar dia seguinte apareceu lá com batatas fritas, vinho e coca-cola para comemorar seu último dia. Que por coincidência também era meu último dia.  No Chile é comum tomar coca cola com vinho que tem o nome de Xote. Eu, modestamente, prefiro tomar o vinho e depois a coca-cola.  Bebemos, comemos e conversamos a acabei dormindo tarde.
 
 
 
 
 
 
 

 

Leia mais

PATAGÔNIA CHILENA

03/03/2016 21:08
24 de Fevereiro
 
Era dia de deixar o hostel e pedalar,mais antes passar na loja de bike colocar a câmara que tinha um liquido anti furo. 
Iniciei o pedal depois das 13hs e segui  para Trevelin. O trajeto foi feito rapidamente e em 1 hora e meia já estava la.  Resolvi continuar em Futaleufú ( já no Chile) onde já havia lugar para ficar na casa da Isabel que conheci pelo Couchsurfing.
Só que o pedal que estava indo bem mudou completamente, agora rípio(pedra e terra), vento contra e algumas subidas.  A patagônia é assim, muda de uma hora para outra. 
Resolvi fazer poucas paradas e acabei comendo pouco, um erro, pois era aí que havia meu combustível. Cheguei na fronteira com o chile ja quase umas 19hs e faltando 1 hora e 40  minutos para anoitecer. 
Já no chile, depois de carimbar o Passaporte segui agora por um asfalto ótimo  e com quase nenhum carro. Segui assim e cheguei em Futaleufu faltando 15 minutos para as 21 horas quase no escuro. 
Achei a casa de minha amiga depois de perguntar para umas 3 pessoas, pois ela não havia dado o endereço com exatidão, só disse que era uma casa no fim da rua. Bati na porta e uma senhra abriu. Disse que era a mãe de Isabel, e depois de alguns minutos me convidou para entrar e esquentou minha comida no fogão a lenha. Estava acompanhada de suas outras duas filhas adolescentes de visita a Isabel, que não estava em casa, estava em casa , estava na praça. Depois montei minha barraca no quintal da casa e quando iamos procurar Isabel ela chegou. 
Depois dormi profundamente. 
 
25 de Fevereiro 
 
Consegui trocar alguns pesoas Argentinos por pesos Chilenos, depois fiz algumas compras. Tomei chá com pão caseiro que sua mãe fez na casa de Isabel e conversamos um pouco. Ela era professora na cidade e desenhadora como profissão. Depois seu pai chegou. Ganhei uns pães para levar na viagem. 
Me despedi de todos e parti. Não sabia qual cidade iria parar, só sabia o caminho que teria que fazer. Chovia, estava frio, rípio e subida. Parei em um camping, mais não resovi parar e segui um pouco mais. Já eram quase 19 horas entrei em um camping lindo chamado Farelon, do seu  Nando. Uma vista para o lago e uma casinha com fogão a lenha. 
Havia duas chilenas que acabaram de chegar e acabei fazendo minha comida e jantamos juntos. Elas dormiram dentro da casinha e eu fui para minha barraca. As chilenas viajavam de carona e já estavam a uma semana pela patagônia. 
 
26 de Fevereiro
 
Resolvi ficar mais um dia no camping. Agora sozinho. Ainda chovia e não estava muito animado por pedalar naquele dia na chuva.  Aproveitei o dia para lavar algumas roupas e carregar os gadgets e escrever um pouco. 
 
27 de Fevereiro
 
Saí as 11 horas. A chuva continuava, mais em menor quantidade que o dia anterior. O rípio já estava me irritando. Encontrei um alemão com a bike tão cheia que não sei como conseguia pedalar no ripio. Ele estasva indo para o Alaska e ainda tinha um ano de viagem. 
Segui um pouco desanimado por pedalar naquele ripio.  Para finalizar o bagageiro quebrou, mais consegui concertar. 
Cheguei a VIla Santa Lúcia a um pé da Carretera Austral. Entrei na cidade e já havia um Camping. Uma barraca já havia lá, e um chileno de nome Pablo que também viajava de bike era o único ocupante.  Fui ao mercado e tomei banho quente. 
 
28 de Fevereiro
 
Fez muito frio de madrugada, uma das manhãs mais frias que passei. Mais ainda tinha roupas para usar se o frio aumentasse. 
Comecei a pedalar e já em seguida um ótimo asfalto para pedalar, com quase nenhum carro por 30 km.  Parei em uma casinha em frente a um asfalto e fiz macarrão com ovo e queijo ralado. Aproveitei que a comida estava fazendo e fui fazer minha caca  no mato. Liberdade extrema. 
Depois começou o rípio e a velocidade caiu radicalmente. Passei por alguns cicloturistas , sendo dois de bike reclinada, as primeiras desse tipo que havia visto até então. Queria ver eles subindo o rípio com aquela bike. 
Chegue quase a noite no camping a 5 km da cidade de  La Junta. Havia uma alemã no camping, Katjja, vivia no chile e dava aulas de alemão.  Fazia sua primeira viagem de bike. 
A madrugada foi a mais fria, fez uns zero graus ou menos e de dia ao acordar estava 3,5 graus.  Só esquentando quando o sol abriu por volta das 8 horas.  
Minha comida estava quase no fim e meu café da manhã inicial foi arroz e depois doce de marmelada. Ofereci um pedaço de doce para a amiga alemã e ela me retribuiu com chá quente e pão. TUdo que precisava.  
Em seguida saímos juntos pedalando. Ela resolveu apressar o passo e eu fiquei mais lento tirando fotos e filmando quando a beleza da paisagem me permitia. COnsegui falar com meu pai e acessar a internet pela biblioteca. 
Depois fiquei no camping em La Junta. Meu amigo Pablo do camping de dois dias atras estava la, reconheci sua bike e depois a barraca. 
A tarde fui ao mercado e usei pela primeira vez o cartão de debito itau no Chile
A dona do camping ainda conseguiu passar meu cartão e me deu algum dinheiro para eu chegar até a próxima cidade maior e pudesse sacar . 
 
01 de Março
 
Dois meses de viagem. Muitas aventuras. Terceiro país a visitar. Pedalei até a cidade de Puyuhuapi e fiquei em um camping mais barato até agora, de pessoas simples. Com o basico e suficiente, espaço coberto, mesas, chuveiro quente.  A noite chegaram um pessoal muito barulhento, eu já estava dormindo e acordei. FIcaram assim ate uma hora da manha. 
 
02 de Março
 
Como é bom sair cedo, sobreturo para quem gosta de fotografar. As primeiras horas do dia até umas 10 horas é o ideal para tirar fotos na minha opnião .  As paisagens mais lindas da viagem vi nesse dia . Um lago com uns barcos na areia e umas neblinas por sobre o lago que fazia a cena ser parecida a um quadro. 
 
Segui por essas paisagens bonitas e segui tirando algumas fotos, por um rípio que não estava tão ruim. Só que depois de 30 km tive que parar por umas 3 horas. Algumas pedras iram ser implodidas mais a frente e ninguem poderia passar. Fiz uma comida e até tirei um cochilo no sol quente. 
Em seguida continuei para parar logo com o pneu vazio. Tentei consertar mais não consegui. Meus kit remendos haviam acabado e logo em seguida um chlinelo que estava viajando de bike e um Francês que estava a 11 meses viajando passaram por mim e perguntaram se queria ajuda. 
Acabei optando por pensar melhor e decidir esperar uma carona. Ainda faltava um bom caminho e como eu estava não chegaria de dia na próxima cidade. Depois de alguns sinais parou um carro velho da toyota e sairam o pai e filho, ambos José. Eles contruiam casas e me levaram até coihaique. Chegamos lá a noite. E José me levou até a casa de um amigo que alugava quartos para viajantes. FIquei na casa de Marcos e sua familia.  Dormi tarde, quase duas horas da manhã.  Tomei um café com leite.
 
 
 
03 de março
 
Carlos era pipoqueiro na praça da cidade. TInha mais dois filhos crianças e sua esposa. De manhã tomemi um mate estilo chimarrão que ele fez para mim. Além disso a herva vinha dentro do Pomelo( uma especie de laranja gigante). Colocava açucar e água quente. Muto gostoso como não havia tomada desde então. No sul, uruguai e argentina o chimarrão era amargo e sem açucar e não gostei. Esse sim. 
Fui a praça , liguei para o itau e eles me disseram que poderia sacar, mais a verdade é que não conseguia. 
Fui a loja de bike onde comprei dois pneus reservas,camaras e uma nova garrafa dagua pois a minha tinha quebrado.
Consegui sacar pouco dinheiro com o cartão mastercard pre pago e fui ao mecado. 
Cheguei em casa e fiz o meu almoço
A noite conheci uma chilena na hospedaria que eu estava. Ela estava viajando de carona pela Patagonia. Era recente formada em Artes.
 
04 de Março
 Não saí cedo porque também não dormi cedo . Era onze da mahã quando saí.  O dia todo de bom asfalto  e acostamento , coisa rada. O ruim é que havia muita subida . Fiquei em um camping 60 km em um parque super bonito e aparentemente bem concervado. Era para ser pago mais quando cheguei não tinha ninguem para receber. 
 
05 de Março
Saí também do camping e não tinha para quem pagar.  Também naquela época l, fim de férias do chile e com aquele frio era raro alguem ir aquele camping. 
O termômetro marcava 0.9 graus no início da pedalada e permaneceu assim até umas duas horas depois de iniciar a pedalada. Havia muita subida. Os dedos estavam duros de frio e tive que colocar o outro par de luva por cima. Mais só esquentou mesmo as maõs quado o corpo todo começou a esquentar. 
Parei embaixo de uma marquise em Cerro Castilho e com um pão que tinha com suco.  Depois foi chegando um tres cicloturistas com suas bicicletas bem carregadas. Eram da alemanhã e estavam fazendo uma viagem de volta ao mundo a 5 anos. E me indicaram o camping a poucos metros a frente. Como não estava a fim de iniciar o pedal no rípio fiquei por ali  mesmo. Ainda era 13 horas. 
O camping também era hostel  e bem legal.  Sua dona era  uma Americana. Era de frente a uma linda montanha e havia wifi. Podiamos também usar as instalações do hostel como cozinha, fogão, geladera. É raro isso mais  bom ter as vezes e a um preço bem barato 2500 pesos chilenos cerca de R$13.  Conheci outra americana que estava fazendo também cicloturismo pela Patagônia Chilena. Ela morava em San Pedro de Atacama e conversamos um pouco. 
A máquina fotográfica não queria funcionar. Acho que tinha entrado aguá quando fui limpar, porém depois de algumas horas deu sinal de vida. 
 
06 de março
Era dia de pedalar no rípio e súbida. Parei no topo e tirei uma foto  Em seguida vi uma ciclotuirista subindo também. Lucía era uma Argentina e tabém era professora de educação física. Me acompanhou até o final do dia e depois acampamos em um camping no estaleiro de um senhor  que nos deu permissão para colocar a barraca. O estaleiro havia diversas madeiras cortadas, empilhadas.  Montamos as barracas e fizemos um chá com queijo. Depois dormimos. 
 
07 de março
Novamente um dia de rípio que as vezes dificultava a locomoção. Nem sempre ele era  ruim, As vezes as pedras eram mais soltas outras menos soltas.  Pedalamos por 8 horas mais iamos em um rítimo tranquilo e não sentiamos, no final, o cansaço muscular de horas e dias pedalados. Porém a fome era grande. Vimos um lugar bacana , em frente a um lago para parar e almoçar e logo em seguida passou um cicloturista Boliviano. E o convidamos para almoçar. Já tinhamos o nosso almoço pronto e o boliviano preparou rápido seu arroz para comer com Atum que tinha no alforge.  Ele tinha só 10 dias de férias e estava com pressa. Saímos logo em seguida .
A 25 km de Porto Tranquilo, ainda faltando duas horas para o Por do Sol, que na Patagônia se põe por volta das 20:40.  Encontramos um lugar para acampar escondido das estrada e com sinais de que já havia sido acampado por outras pessoas. 
Lucía fez macarrão com cebola e molo de tomate para nós dois. Ficou muito bom. E ainda coloquei um atum que tinha. 
 
08 de março
Pedalamos até Porto Tranquilo. Conhecemos um senhor que nós deu alguns paes. O mercado não aceitava cartão e tive que gastar o pouco da grana que ainda havia para comprar uns queijos tomate e um abacate que depois foi colocado no pão para fazermos um  delicioso sanduwiche. Na argentina e chile se colocava o abacate na salada e e comia com pão. Quando disse que colocava, no Brasil, açucar e batido no leite era uma delícia acharam engraçado. Depois passamos uns 5 km de Porto Tranquilo até uma descida espetácular, onde tinha camping e podia alugar kaiaque e lancha para conhecer alguns lugares . Lúcia estava doida para ir, mais estavmaos com pouco dinheiro e  não aceitava cartão. 
Acabamos ficando no camping onde dia seguinte ela iria de lancha conhecer um lugar bonito que sua irmã havia dito. E eu seguia viagem. 
A noite deitei no gramado e vi o maior céu estrelado até então em minha vida. Muito bonito. 
 
09 de março
Saí 10 horas do camping e só de subida  com a bike foram 40 minutos para subir 250 metros. E nos despedimos .  Depois logo em seguida encontrei um cicloturista canadense que já estava viajando a 9 meses. Fizemos uma parte do pedal junto e paramos para almoçar.  Depois em Porto Bertrand encontrei perto de  um lago um lugar para colocar a barraca.  Fui até o rio e tinha um chileno pescando. Era de Santiago e desejei boa sorte e fui procurar um melhor lugar para  colocar minha barraca.  Já era praticamente o 4 camping selvagem e 4 dias sem tomar banho, um record meu. 
 
10 de março
Saí cedo. Era 7:30 da manha e o termometro marcava 5 graus. O dia tinha acabado de clarear. Sabia que seria duro. Meu café da manhã foi do que sobrou.  Batata com queijo. Já havia acabado minha comida e teria que pedalar 49 km no rípio sem comer nada. 
Tive muita subida e pedra solta pelo caminho. FIz um pouco de aguá com açucar para repor o carboidrato perdito e ia tomando aos poucos. As imagens eram lindas do caminho. Lagos, montanhas. E parava para tirar fotos e filmava. Por volta de umas duas da tarde cheguei a Cochrane.  Parei logo em um mini mercado onde comprei com cartão alguns alimentos urgentes para eu comer.  Foi um alívio. Já estava fraco depois de quase 7 horas de pedal. 
Fui para a praça da cidade e depois achei um camping bom com banho quente, fogão, alguns pés de frutas gratis como maça, pera, ceriguela. Comi algumas. 
Já havia alguns cicloturistas hospedados no local . resovi ficar.
 
11 de Março
 
Dia de descanso
 
12 de março
 
Acordei ainda escuro, mais saí quase 9 horas. O termômetro marcava 0,9 graus, muito frio. Pedalei quase 45 km e encontrei um lugar perto do rio para colocar a barraca. Cheguei as 5 da tarde. O rípio dificultava a pedalada e decidi parar cedo. Fiz um macarrão com sardinha.
 
13 de março
Um dia de muitos km pedalados no rípio. A princípio iria pedalar até o meio do caminho até Tortel , mais resolvi seguir mais adiante e fiz 80 km. Porém nesse dia estava indo em um bom rítimo e consegui pedalar no início muito bem e com muita energia.  Iniciei as 7 da manhã, depois passei pelos meus amigos Lucia e o Canadense que acamparam 10 km a frente.  Depois de alguns km o pneu esvaziou. Troquei a câmara mais logo em seguida esvaziou novamente. Então troquei o pneu. Logo em seguida o bagageiro dianteiro quebrou.  Após isso parei e pensei que a Patagônia havia terminado. Parei na chuva e frio e esperava uma carona para me levar até a próxima cidade  para procurar um soldador, coisa difícil nesses lugares remotos. Após 20 minutos vejo ao longe dois ciclotoristas vindo ao longe de roupa vermelha. A princípio pensei que fosse Lucia e o Canadense Vicent. Porém não, era um casal Argentino Pedro e Susana, com mais de 60 anos eles estavam no camping em crocane onde eu estive. Pedro parou, sacou de seu alforge duas braçadeiras grossas e colocou no bagageiro preso agora mais firme no canote. Foi suficiente para o Bagageiro ficar mais forte. 
Eles seguiram e logo segui. Logo em seguida Lucia e o Canadense Vicent passaram por mim.  Seguimos para Tortel. Vicent tinha um Couchsurfing lá. E ligou para ele pedindo se poderia alojar 3 pessoas. Com a afirmação positiva chegamos lá e tivemos que descer umas escadas sem fim, muito cansativas, com todos os alforges pesados e a bike. 
A cidade era bonita, de seus 410 habitantes cercada pelo rio e por uma passarela por quase 5 km. Diferente de todas. Rodrigo, que nos recebeu, convidou a todos para tomar um vinho na casa de seus amigos a noite. Fomos lá e conversamos bastante. É muito legal essa convivência entre culturas. 
 
14 de março
 
Ficamos o dia na cidade para conhecer mais um pouco. Aproveitamos para andar por toda a passarela  e depois fazer uma trilha. A noite fizemos uma roda de fogo, conversas e Rodrigo fez um jantar de despedida. 
 
15 de Março
 
Pedalamos e depois pegamos um barco que cruzou o rio. Levou 40 minutos. Ao chegarmos ficamos em um refúgio, pois já era tarde para continuar a pedalada. Lá no refúgio ( um lugar fechado com alguns bancos e banheiro somente). Lá ficaram 7 cicloturistas ( o casal argentino Pedro e Susana, Um casal Japones, eu, Lucia e Vicent). Tiramos os bagageiros e sacos de dormir das respectivas bicicletas e cada um encontrou um canto melhor para se acomodar. O Japonês de nome Rio, estava com sua bicicleta de 80 km que pedalava a 8 anos pelo mundo. Isso é impressionante. Ele era bem magro e pequeno, sem dúvida tinha uma força mental muito grande.  Sua companheiras, também japonesa pedalava com ele  a somente 1 mes. Era muito bonita e simpática, falava bem o espanhol, onde aprendeu qunado morou no México.
 
16 de março
 
Os Japonêses as 5 da manhã, tudo escuro já estavam acordados preparando o almoço do dia e tomando um chá. E logo em seguida já iniciaram o pedal. Eu Lucia e Vicent fomos em seguida e depois o casal argentino Pedro e Susana.  Antes de sairmos chegou ao refúgio para pegar o barco duas pickups com brasileiros que iria pegar o barco voltando para Coritiba, eles estavam viajando a 7 dias de Coritiga até Patagônia e agora estavam fazendo o caminho de volta. Seguimos para Villa O ´Higgins que estava a 102 km.  Minha corrente saiu e foi dificil colocar devolta, lucia teve o pneu furado e Vicent teve o alforge rasgado. O rípio destroi tudo,rs. Logo em seguida outro amigo, Gustavo , argentino que se juntou ao grupo teve seu pneu furado. Logo em seguida o parafuso do alforge dianteiro caiu, parei e tentei arrumar um. Logo em seguida um carro passou dizendo que tinha um amigo, gustavo, atras trocando o pneu, o carro logo a frente avisou Lucia que voltou e por sorte tinha o parafuso que eu precisava. Vicent estava muito a frente e não deu tempo de avisar. Ele seguiu e eu Lucia e Gustavo voltamos para ficarmos atras de uma casa abandonada, na verdade a casa estava trancada. Acampamos. Gustavo fez um fogo e cada um tirou alguma comida do alforge e fizemos jantar para os três. 
 
17 de março
 
De madrugada muita chuva. A barraca aguentou bem e ficou seca. Lucia não colocou a lona que trouxe e entrou um pouco de aguá e molhou um pouco seu saco de dormir.  Esperamos o sol aparecer para sairmos. A chuva, agora fraca parava e voltava.  Gustavo foi o primeiro a sair, já que decidiu dormir somente com seu saco de dormir, sem montar a barraca, na porta da casa fechada.  Eu e Lucia saimos quase meio dia.  O trajeto estava em quase todo plano e chegamos as 17 horas em Villa O´higgins. Ficamos  acampados em um camping hostel chamado Mocho que era conhecido como abrigar os cicloturistas. Um lugar bem bonito com uma decoração distinta.  Lá já estavam Susana e Pedro e o casal de Japoneses.  Vicent conseguiu de manha cedo pegar o barco. Chegamos quinta feira e tinhaos que esperar até sábado para pegar o barco. 
Fui ao mercado e comprei um botijão de gás e um par de freio para levar. 
A noite comemos pizza que Pedro e Susana fizeram incluindo a massa. Ficamos olhando para aprender.  Também estava hospedado lá um casal de gaúchos que estava viajando de carro pela patagônia.  Era seu aniversario de 51 anos e foi comemorado lá com uns amigos. 
 
18 de março
 
Compramos farinha para fazer pizza e pão  ensinados por Pedro e Susana. Foi o dia também que chegou um cicloturista dizendo que a lista da barca teria que ser preenchida e que deveria segui-lo até ao centro. Saíu umas quinze pessoas atras do americano para preencher e pagar a barca. Estavamos no final da Carretera Austral e em breve estariamos novamente na Argentina.  A noite fizemos pão e pizza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Argentina

03/02/2016 15:00

ARGENTINA

02 de Fevereiro
 
Saí para pegar o ônibus. Pedalei até a rodoviária Três Cruces. Fazia tudo parte do pacote da empresa Colônia Express, empresa mais economica que levava de Montevideo até Buenos Aires.  A primeira parte era um ônibus até Colônia e depois um barco até Buenos Aires. Ocorreu tudo bem e a viagem tanto de ôbibus tanto de barco foi tranquila
 
Chegando em Buenos Aires eu só tinha pesos uruguaios e ainda não sabia onde ficar.  Na saída, ainda com o wifi da Colônia Express, consegui contactar com minha amiga Guadalupe do Couchsurfing.  Tinha que pegar um trêm para sua casa, pois a autoestrada não permitia bicicleta. Só que eu não tinha dinheiro e fui atrás de um lugar para trocar os poucos pesos que ainda tinha.  No caminho um rapaz de bike com sua filha na garupa chegou perto de mim e ficou encantado com minha viagem. Me indicou onde eu podia trocar o dinheiro. 
 
Estava eu , no centro de buenos aires , já na rua para trocar os pesos, levando a bike  andando. Consegui trocar e peguei o trem. 
 
Pessoas muito estranhas no primeiro vagão de trem. Uns fumavam maconha, outros pediam esmola e outros jogavam cartas. Nos outros vagões não era assim. Todos sentadinhos nas suas cadeiras. Esse vagão que eu estava era para entrar as bicicletas e não tinha cadeiras.
 
O trêm parou na estação Villa del Parque , a quarta estação. No caminho conversei com um Peruano que também tinha entrado de bike no vagão.
Na saída fui pedalando até a casa de Guadalupe. Cheguei em sua casa e já fui logo participando de um churrasco que estava tendo com seus amigos e amigas. 
Foi bom, mais cedo estava perdido em Buenos Aires, e naquele momento já comendo e sabendo onde ficar.
 
03 de Janeiro
 
Fomos tentar tirar dinheiro e consegui finalmente. O banco foi de la ciudad, conectado a rede link. Comprei butijão de gas para o restante da viagem e passamos no mercado. 
Saí a tarde para pegar o trêm para Palermo onde vivia um outro amigo do couch surfing , chamado Gonzalo.  Só que teria que passar o tempo até umas nove horas da noite. Horario que ele chegaria.  Segui com a bike pelas duas ciclovias que havia.  Percebi que havia muita gente que a usava. Me disseram que só tinha um ano. 
Passei também na loja de bike dobráveis Muvin. Havia muitos modelos da marca Tern que não vendiam no Brasil, incluso uma de 27 marchas que era toda preparada para cicloturismo.  
As nove da noite cheguei na casa de Gonzalo.  Fui muito bem recebido. Ele já tinha recebido algumas pessoas em seu apartamento de algumas nacionalidades. Depois jogamos no seu playstation umas partidas de FIFA soccer 2016, que por sinal era o único jogo que eu gostava. Eu jogando com o Barcelona e ele com o River Plate ( seu time). Não havia o Flamengo e fiquei indiguinado com isso. Fora do Brasil o Flamengo não existe.
 
 
04 de Janeiro
 
Saí ao meio dia e levei a bicicleta a uma loja para eles verem o problema do furo do pneu. Me disseram que não poderiam fazer muita coisa. Pois o problema era causado por excesso de peso dos alforges traseiros. Se continuar assim terei que me livar de algumas coisas mais no caminho. 
 
Esse dia fiquei em um Hostel. Deixei minhas coisas lá e fui ao shopping comprar chinelo e um chip da claro argentino para lugares em que não teria internet, principalmente na Patagônia. Também passei no mercado. Na argentina os preços são um poucos mais baratos do que no uruguai. 
Espero que continue assim. Cada pais mais barato do que o outro.  
 
05 de Janeiro
 
Fui carregar o novo chip da claro Argentina que havia comprado. Assim teria internet onde não possuia wifi. Pagava-se apenas 5 pesos por dia de acesso a internet.
Tomei o café da manhã do hostel e segui para casa de Cookie e Eduardo, o casal do couchsurfing que iria me receber. 
 
O local era perto e fui pedalando. Apesar do trânsito fui em um bom ritmo e cheguei rápido.  Fui recebido por Cookie e fiquei super avontade em sua casa. Era localizada no centro de Buenos Aires. Mais tarde Eduardo chegou, um uruguaio que a muito tempo morava na Argentina.  Casal super tranquilo e legal. Me emprestaram até o cartão do transporte público e uma chave do apartamento. Mais um anjo no caminho. Só tenho a agradecer essas pessoas maravilhosas que aparecem. 
Comi ravioli no almoço, que havia preparado na vespera e tinha sobrado um pouco. 
 
Fui até a estação de trem para comprar passagem para Bahia Blanca e de lá iniciaria a viagem pela Patagônia. Deixaria a parte não muito boa para pedalar até Bahia Blanca e ganharia 600 km. 
Só havia passagem para quarta feira e eu teria que ficar mais 5 dias em Buenos Aires . O acessorista me disse que eu teria que despachar a bicicleta segunda feira. Não achei boa idéia, disse que a bicicleta era dobrável e ele liberou para ir junto comigo, bastando colocar em uma bolsa. 
Nossa, justamente a bolsa que eu havia me livrado , por causa do peso, no primeiro dia de viagem. Teria que procurar uma. 
Na estava comendo muita fruta e sentia falta. Passei na quitanda e comprei banana, pêra, maça e melão. 
 
06 de Janeiro
 
Resolvi ir ao Centro Cultural Ricoleta e a pé. Gosto de explorar a cidade caminhando. É uma boa maneira de conhecer cada cantinho e sentir-se integrado a cidade. 
Vi uma expesição de fotografia e arte. Do lado de fora havia uma bonita praça. Em volta diversas barraquinhas com artes para comprar, lembrando a feira de Ipanema no Rio de Janeiro. 
Depois sentei em um gramado e escutei uns músicos argentinos que estavam se apresentando, uma mistura de jazz e uns instrumentos esquisitos mais de um som muito bom.  Comi cachorro quente que se chamava poncho . Depois voltei caminhando. Passei por uma parte da cidade com muito camelô que vendia tudo, principalmente roupas. Havia muito peruano e equatoriano que vendiam. 
 
07 de Janeiro
 
Saí cedo para conhecer La Boca e o Jardim Botânico de Buenos Aires.  Levei minha máquina fotográfica . La boca, na parte turística era muito colorido. Conta a história que os italianos quando chegaram aqui, no séc XIX pintavam suas casas com as tintas que sobravam dos portos, que no caso eram as de cores.  Tirei muitas fotos. 
 
A noite saí com uma amiga argentina que havia morado no Brasil por 6 meses e falava muito bem o portugues. Belém ficou admirada como eu consegui viajar de bicicleta dobrável. Conheci lugares tradicionais como Santelmo e Porto Madero. Foi a primeira vez que saí a noite em Buenos Aires. A cidade me parecia um pouco vazia, parece que no carnaval os argentinos viajam. Além de ser um mês de férias para os portenhos.  Depois sentamos em um bar chamado La Máfia e tomamos uma cerveja, queria conhecer o gosto da cerveja argentina. 
 
08 de Janeiro
 
Dia de ir ao cinema e ver filmes cult. Cinema argentino a preço de R$1 no Espácio Gaumont. Assisti El Nido Urbano sobre o problema habitacional que tem Buenos Aires. O outro foi Camino a La Paz sobre um senhor muçulmano que vai de taxi de Buenos Aires até a Bolívia encontrar com o irmão. Muito legal. E saí de lá satisfeito. 
 
09 de Janeiro
 
Tirei algumas fotos no Porto Madeiro, depois fui amoçar no Mac Donalds. Tentei achar uma camisa do flamengo e não consegui. Acabei achando uma no camelô, me parecia de uma linha até boa mais não comprei.  Na adidas e lojas de esporte não havia. Vi também outra película sobre o Tango chamada Un tango a Más também no espaço Gaumont. Esse foi o que gostei mais.  
 
Buenos Aires tem esse encanto, é a cidade do Tango, para mim a mais bonita dança e expressão artistica que existe quando bem dançada. Me deu até vontade de aprender. 
 
10 de Janeiro
 
Era dia de partir da casa de meus amigos Coockie e Eduardo. Já havia ficado lá uns 5 dias. Os dois pessoas maravilhosas e tranquilas. Mais não costumo ficar assim tanto tempo. É que o trêm só tinha vaga quarta feira. 
 
Consegui comprar uma bolsa leve e de tamanho ideal para colocar a bicicleta. Era exigência para ser embarcada no trêm para Bahia Blanca, a 600km e 12 horas de trem. 
 
Também conprei uma camisa do Flamengo e consegui que personalizasem com nome e numero, no meu caso Guerrero, 9. 
 
Depois voltei para casa almocei , despedi de meus amigos e parti com calma para o terminal de trêm. Foram muito legais os 8 dias que fiquei em Buenos Aires.  Deu para descançar e fazer programas culturais. 
 
Chegando na estação de trem percebi que a energia não era muito boa. E tratei logo de desmontar a bike e guardá-la. Passei para o terminal de embarque e esperei lá até o horario de partir. 
 
Antes de entrar no terminal de Embarque um cicloturista da Eslováquia veio até mim dizendo que tinha sido assaltado ali. Também me deu dicas de rotas seguir. Foi muito legal. Parece que a rota que eu ia fazer não era muito recomendável até Ushuaia.  Além de muito vento, muito sol, trânsito e pouco lugar bonito para tirar foto.
 
A bike entrou com dificuldade no trêm. E ficou no corredor com dificuldade para os passageiros passarem. Dei sorte que achei um local sem ninguem ao lado de onde eu estava sentado. 
 
Deu certinho a bike e eu. E não chegou o passageiro do assento. Ufa!! Viajei assim por 12 horas.  Foi uma viagem bonita. No Brasil já não existe mais viagens de trem e gosto muito. Parece que está voltando no tempo e o trêm permite obervar mais as paisagens, pois é mais lento que o carro e ônibus. 
 
11 de Fevereiro
 
O trêm chegou as 9 da manha  . Arrumei a bike e fui para a casa de Augustin. Outro argentino do Couchsurfing. Queria ficar um dia na cidade e converar melhor que rota seguir.  Lá chegando fui super bem recebido. E já havia um casal de Francêses que viajavam de carona. Depois fomos ao mercado e Augustin fez uma massa para nôs três.  Ana a Francesa me disse que ela não gostava de morar em Paris. Não gostava de muita gente e confusão. Preferia as cidades pequenas .
 
12 de Fevereiro
 
Não sai muito cedo para a Rota 3 que iria para a Patagônia. O plano era fazer  69 km até a cidade de Teniente Origone. No caminho encontrei os Franceses que estavam na mesma casa onde eu estava com um cartaz escrito "Rueta 3" pedindo carona. 
Depois passaram por mim no caminhão e deram adeuszinho. Segui pedalando, agora sem acostamento e os carros e caminhões tinham que desviar de mim. Desagradando-me pois não gostava de pedalar assim. Porém os veículos estavam acostumados com os ciclistas que faziam a patagônia sempre por ali. 
O calor também estava muito forte e o termômetro marcou 47 graus a um certo momento.  Um calor diferente do humido Brasil, que o máximo que pedalei foram 42 graus.  Parei em um placa ao lado da estrada para esperar a temperatura diminuir. Era a única sompra disponível. 
Iniciei as 4 horas da tarde  e a temperatura ainda marcava 41 graus. 
O asfalto ainda estava muito quente e meu pneu alemão Schwalbe Big Apple que era para durar 3x mais não resistiu nem a um mês e meio do carlor e estrada Brasileira e sulamericana. E em seguida explodiu abrindo um rasgo ao seu lado. Encostava os arames na camera e na verdade explodiu a câmara. 
Tentei costurar o pneu com a linha que possuia, mais era fraca, ideal para costurar roupa e não a linha de nylon que era preciso nesse caso. 
 
Tive que pedir carona para a próxima cidade ou voltar para Bahia Blanca. Depois de acenar algumas vezes com o dedo decidi que era melhor voltar para Bahia Blanca. Passei para o outro ladoum senhor com um carro bem velho e dois cachorros parou. Era um morador local. Me ofereceu carona  até uma cidade a 40 km onde tinha loja de bike mais era fora da minha rota.  Pensei por alguns minutos e fiquei na dúvida se aceitava ou esperava por outra carona, alguns minutos veio uma pick-up grande que tinha espaço para a bike e os alforges. Era cunhado do Senhor que havia me oferecido carona. Ele acenou mais o carro não o reconheceu e seguiu para 100 metros após parar e logo em seguida dar a macha à ré.  
 
A Carona me levou de volta para Bahia Blanca e me deixou em frente a bicicletaria na Rua Brasil.  Comprei um pneu novo e câmara reserva.  Logo em seguida vi que só tinha a luva da mão direita a esquerda ou caiu ao colocar as coisas no carro ou ficou na caminhonete. Comprei um novo par .
Depois fui encontrar com uma amiga que conheci no couchsurfing e fui passear e tomar uma cerveja no parque. A noite fui para a casa de Augustin, que fiquei na noite passada, também do couchsurfing, a chave estava com eu vizinho , pois ele trabalhava a noite e de madrugada. 
Isso é legal. Pessoas que mau conhecemos deixando ficarmos em sua casa com a maior confiança.
 
13 de fevereiro
 
Era meu aniversário, mais como não ligo muito para isso segui naturalmente como um dia qualquer. Na verdade gosto de passar aniversário assim, viajando e só com isso já estava feliz. 
Os planos mudaram e decidi ir até Bariloche de ônibus para depois iniciar a Patagônia, agora pela rota 40, um caminho muito mais bonito do que o que havia feito por poucos km, a rota 3.  Tentei comprar passagem pela internet com o cartão da minha mãe mais não consegui. Segui para a rodoviária e lá mesmo almocei canelone. Comprei passagem com o meu cartão Itau de débito internacional. Depois esperei até as 23 horas para a viajem. Também comprei um mapa da Patagônia. 
A mala do ônibus havia um espaço muito pequeno para eu guardar a bicicleta, tive que pagar bagagem extra e a bike coube certinho, depois de dobrava em várias partes. Se fosse uma bicicleta grande aro 26 teria que despachar e não ir comigo. 
 
14 de fevereiro
 
Cheguei cedo em Bariloche. Ventava e fazia frio. Ao retirar a bagagem coloquei no chão. O motorista de ônibus ao dar a marcha à ré quase atropelou meus equipamentos e bike, ufa, que susto. Rodrigo, que eu conheci no couch surfing veio me buscar de carro e fomos para sua casa.  Era domingo. Depois a noite após rodrigo ver a partida entre News Old Boys e Rosário Central fomos a um bar encontrar com umas amigas suas e comer algo. 
 
15 de fevereiro
 
O planejado era sair cedo e iniciar a Lendária Rota 40. Mais, antes, teria que passar no banco para sacar um dinheiro e pagar uma parte que Rodrigo havia me emprestado para pagar uma pizza do dia anterior.  Mais para variar estava com dificuldade de retirar dinheiro pelo meu cartão do itau. Acabei ficando mais um dia em sua casa para  tentar resolver as coisas. 
Fui a uns 5 bancos e nada, o mesmo problema. 
Tentei ir a agência de turismo comprar travel cheque mais não conseguiria por cartão. Acabamos indo ao mercado para fazer compras para ele, eu paguei com o cartão, ele retirou a sua parte que devia e deixou um dinheiro comigo. Depois ele contactou o grupo delo do whatsapp do couchsurfing explicando a minha situação. E uma amiga sua também ciclista iria fazer compras no mesmo dia.  
E eu , novamente no mesmo mercado entrei com ela, paguei suas compras e ela me deu o dinheiro. Era o geitinho brasileiro criativo de descobrir soluções para os problemas. 
Depois fomos ao centro com mais duas amigas de Rodrigo ver o pôr do sol e conversar. 
 
16 de fevereiro
 
Fazia uns 10 graus, porém meu corpo estava quente e ancioso para começar a rota 40. Logo em seguia parei para e uma brasileira me viu e veio falar comigo. Era uma paulista que morava em Bariloche, já havia feito cicloturismo e ficou encantada com minha aventura.  Passei o nome do site e segui viagem. 
Antes de chegar a rota 40 havia algumas subidas bem ingremes para fazer. Depois apareceram as montanhas e em seguida os lagos. E parava toda hora para tirar foto. As subídas e descidas se sucediam. E as paisagens agora eram cada vez mais lindas. Valeu a pena ter trocado a rota 3 pela Rota 40. 
Parei a 45 Km de El bolson e fiquei em um ex- camping. Na verdade a dona me explicava que era um camping, mais para cicloturistas permintiam acampar de graça. Havia muito espaço. Ela era dona de um restaurante e dentro havia muitas histórias da patagônia e livros para vender. 
Comi um pedaço da sua torta de Amora, para ajudar. Nessa vida um ajuda o outro, ela me ajudou com o camping de graça e eu comi sua sobremesa depois de eu fazer um macarrão. 
 
17 de fevereiro
 
Segui por lindas paisagens de montanhas e lagos .Encontrei alguns cicloturistas, e segui  tirando fotos e filmando.  Parei em um bar no meio daquela paisagem magnífica. A dona, uma senhora que descendia dos Mapuchos disse que eles quasem foram explusos de sua terra e viviam expalhados agora por Chile e Argentina. Os Mapuches são um povo aborigenes ( que no final do sec. XIX viviam nos locais onde são a Argentina e Chile atualmente e eram habitados pelos Mapuches e foram tomados pelo militares). Algo semelhante o que aconteceu com os indíos no Brasil. 
Essa história sendo contada na presença de um quente café com leite para espantar o frio. 
 
Encontrei uns ciclituristas argentinos que me indicaram uma casa para ficar de graça em El Bolson. A casa era de um Argentino mais quem tomava conta era um Italiano. Já havia algumas pessoas lá entre elas uma Portuguesa, duas argentinas, uma americana, um argentino.  Acampei do lado de fora no quintal ao lado da casa.  O banheiro era seco, sem descarga. Era um banheiro de uns 2,5m de madeira fora da casa, com uma privada ao lado e uma curtina para as pessoas entrarem. La tinha a privada e o local certo para fazer cocô e xixi. Após fazer o  cocô jogava terra para para não dar cheiro e fechava a tampa. E parece que funcionava bem.  
Consegui tirar dinheiro pelo cartão prepago internacional  Acesso card. Mais com uma taxa bem alta de imposto pela retirada.  Depois comprei uma luva artesanal de lã de ovelha, me pareceu bem quente e gostei. 
 
18 de fevereiro
 
Ainda escuro acordei, havia dormido bem cedo e descansado bem. O pneu estava vazio e reparei a câmara com kit remendo.  Saí e todos ainda estavam dormindo. Passei em um mercado e restabeleci o alforge com algumas comidas. Tirei algumas fotos. A beleza da Patagônia  parece não ter fim. Encontrei alguns cicloturistas que me indicaram um camping em Cholila, por sinal o único na cidade. FIcava em um relvado bem bonito e a vista para uma montanha. Fiz lentilha com arroz e tomei um banho de chuveiro muito gelado. De madrugada fez muito frio. Utilizei o saco de dormir pela terceira vez na viagem,, também luva e meia. Na Patagônia quando fosse acampar era necessario. 
 
19 de fevereiro
 
Pela manhã a barraca estava com uma fina camada de gelo. Penso ter feito uns zero graus. Dentro da barraca fez uns 8 graus. Não saí muito cedo por causa do frio. 

Em seguida comecei a pegar rípio( uma especie de pedra e terra) que me custava pedalar e fazia poucos kilometros. Cheguei ao Parque Naciona Los Alerces e depois de pagar 100 pesos fiquei no primeiro camping grátis após a entrada. 
Vista linda para a lagoa. Almocei lentilha com arroz e sardinha que tinha sobrado da vespera. A comida estava frio mais com a fome estava deliciosa. Já dizia meu pai, o melhor tempero é a fome.  A tarde dei um mergulho no lago, a agua mais gelada que vi na vida. Mais o sol da montanha é mais forte e me esquentou rápido. 
 
20 de fevereiro
 
Segundo dia no Parque Nacional da Patagônia. O rípio( pedra e areia) não me deixaram ir muito longe. Parei a 30 km no segundo camping grátis. Montei a barraca em frete a lagoa. Não tinha muito vento e não fazia muito frio. Perdi minha luva novamente, tá ficando chato e repetitivo. Será que vou ter que colocar uma cordinha para pindurar no pescoço quando tirar.  Novamente mergulhei no lago gelado. Não havia muita tente no camping como no primeiro dia. 
 
21 de Fevereiro
 
Havia acabado a comida e só sobrou um pequeno bolo de café da manhã. Degustado com gosto. Sabia que tinha que que comer algo no meio do caminho mais era difícil e raro algum lugar para comer onde eu estava. Mais como muitas coisas que não sei explicar apareceu antes de uma ponte justamente o que eu estava precisando. Um camping que tinha café da manhã para tomar, além de algumas coisas para levar. Dito e feito parei e tomei aquele café da manhã com direito a 2 copos cheios de café com leite, pão com manteiga e geléia. E ainda sobrou e levei para o alforge cozinha.  Depois terminou o ripio e iniciou o asfalto.  Acabei seguindo até Esquel e fiquei no Planeta Hostel. Fui recebido por Pedro um Paranaense que trabalhava lá. No turno da noite outro brasileiro, um paulista. 
Chorei e ganhei um desconto. 
No quarto fiquei com um eslovaco, um argentino e uma outra argentina. 
 
22 de Fevereiro
 
A minha roda estava estranha. Parecia que tava empenada. Depois passei na loja de bike local. Eles não fazim concerto , só vendiam e me indicaram para ir pedalando na casa de uma pessoa que consertava. Chegando lá verifiquei que tinha um rasgo no pneu. Então voltei a loja e comprei um outro pneu, antes encontrei outra loja e comprei uma camara e troquei os freios traseiros.  O pneu era argentino e havia outro mais caro americano. Comprei o Argentino e não deu muito certo. Também comprei um liquido para colocar na câmara que evitaria que esvaziasse quando tivesse pequenos furos. 
Voltei para o Hostel e preparei a bike. Já era quase duas da tarde quando saí. Quase chegando a trevelin o pneu explodiu. O pneu argentino era de péssima qualidade e não durou um dia. A parte de aço já estava para fora o que fez encostar na camâra e explodir. 
Tentei reparar mais não dava. Teria que voltar para Esquel ou seguir para Trevelin e ficar em algum lugar para dia seguinte voltar para Esquel.
Meu amigo do hostel que também viajava de bike passou por mim e seguiu para Trevelin. Acabei conseguindo carona com uma caminhonete o que pela segunda vez na viagem me deixaram em frente a loja de bike. 
A loja era Coyote e troquei o pneu para um americano de BMX com cravo e mais caro. Talvez essa seria a solução para fazer a rota 7 cordilheira com ripios. 
Acabei pagando com dinheiro e fiquei sem dinheiro para hospedagem. 
Depois de tentar tirar dinheiro no cartão itau e não consegui tentei ver os preços dos hoteis mais era inviável. Voltei para o hostel que estava e expliquei a situação. Teria que enviar o dinheiro para o cartão pre pago de credito e ficaria mais uns 2 dias no hostel. Mais so poderia pagar de um a dois dias. 
Dito e feito, quem estava na recepção era o Paulista. Nada como a boa flexibilidade brasileira. Que entendeu a situação.
Assim poderia ficar tranquilo, atualizar blog e descansar para uma dura trajetora que vinha a seguir. 
 
 
23 de Fevereiro
 
Dia tranquilo, sem a loucura de sair para a estrada. Liguei para o Itau da cabine telefonica, me passaram um numero 0800 que não consegui ligar. Ainda não foi desta vez que consegui resolver essa novela do itau. Saquei o dinheiro do cartão de crédito pré-pago. Comprei chocolate e fui ao mercado. Caminhei um pouco pela cidade. Depois de meio dia as lojas todas fechadas, pois é o horario de siesta até umas 16hs e ficar aberta até as 20hs. 
Voltei para o Hostal e conheci mais um senhor Americano de cerca de uns 60 anos , mochileiro, ex intrutor de kaiaque que viajava pela Patagônia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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